Samsung espera o fim da escassez de memória até 2028, e isso muda a leitura do boom da IA
A Samsung espera que a escassez de memória termine até 2028, e isso parece mais do que uma previsão setorial comum. Com a demanda por HBM, DRAM e VRAM para data centers de IA nas alturas, o sinal é lido como cautela: os maiores fornecedores já se preparam para um cenário em que o crescimento da infraestrutura de IA desacelera e o superaquecimento do mercado de memória arrefece bem antes do que muita gente espera. Se uma empresa que lucra com a expansão da IA como poucas planeja para uma demanda mais fraca, o setor leva esse cenário a sério.
Processado por IA de Habr AI; editado por Hamidun News
A Samsung, maior player do mercado de memória, espera que a escassez atual termine até 2028. Na leitura do autor, esse é um sinal bem mais importante do que uma simples previsão sobre semicondutores. Se uma empresa que ganha com a construção da infraestrutura de IA talvez mais do que qualquer outra já se prepara para um esfriamento da demanda, é porque o setor considera seriamente um cenário em que o atual boom de data centers e de compras de aceleradores não vai crescer indefinidamente.
O contexto principal é a demanda explosiva por memória, sem a qual a infraestrutura de IA moderna simplesmente não funciona. Falamos de DRAM, VRAM e, principalmente, HBM, necessária para aceleradores e sistemas de servidores usados no treinamento e na inferência de modelos. Nos últimos meses, os preços desses componentes subiram bruscamente e, segundo o artigo, parte da memória RAM de consumo ficou várias vezes mais cara. O mercado até ganhou um apelido próprio: RAMpocalypse.
Os maiores beneficiados são três fabricantes: Samsung, SK Hynix e Micron. Elas estão na base de toda a cadeia de suprimentos e vendem memória para as empresas que montam o hardware de IA e escalam a infraestrutura de nuvem.
Mas margens altas não significam que os fabricantes estejam dispostos a ampliar a capacidade sem cautela. O artigo cita uma projeção da SEMI: a produção de wafers de 300 mm para esse tipo de memória deve crescer cerca de 7% ao ano do fim de 2024 até 2028. Além disso, espera-se que em 2026 os data centers de IA possam consumir até 70% dos chips de memória produzidos nas categorias correspondentes.
Isso cria uma situação estranha: a demanda parece enorme, mas qualquer erro de cálculo sobre o futuro sairia caro demais. Se as empresas investirem pesado em novas fábricas e linhas e depois o mercado esfriar, ficarão com capacidade cara, excesso de oferta e pressão sobre o lucro.
Por isso o artigo interpreta a previsão da Samsung de fim da escassez até 2028 como sinal de uma virada cautelosa. Ainda mais porque, segundo a publicação, em janeiro a empresa avaliava uma expansão considerável da produção de memória até o fim do ano. Agora o foco muda: em vez de correr a qualquer custo atrás do frenesi de curto prazo, a ideia é se proteger contra uma demanda mais fraca daqui a dois ou três anos.
Isso importa para o mercado porque a Samsung não é uma observadora externa, e sim uma das principais beneficiárias do boom da IA. Se até um player assim inclui um cenário de queda nos planos, o risco deixa de parecer teórico.
O autor liga essa cautela a um problema mais amplo de toda a economia da IA. Sua tese é que parte do crescimento é alimentada por financiamento circular: desenvolvedores de modelos, plataformas de nuvem e fornecedores de chips investem uns nos outros ao mesmo tempo e sustentam assim a demanda dentro de um sistema fechado. Nesse cenário, ficam especialmente vulneráveis as empresas que gastam fortunas para treinar e operar modelos, mas ainda não mostram retorno equivalente.
Nessa leitura, o mercado de memória deixa de ser apenas consequência do boom da IA e vira um dos melhores indicadores de sua sustentabilidade: enquanto os data centers forem construídos de forma agressiva, a escassez continua; se o ciclo de investimento quebrar, a falta de memória começa a sumir rapidamente.
Daí vem a conclusão principal. A previsão da Samsung, por si só, não prova que a bolha da IA vá necessariamente estourar, nem que isso aconteça em um ano específico. Grandes corporações sempre trabalham com vários cenários e se protegem antecipadamente contra o superaquecimento. Mas o fato de um dos maiores fabricantes de memória já pensar no fim da escassez e não querer se expandir sem cautela muda a perspectiva. A história do crescimento infinito da infraestrutura de IA começa a parecer não o único futuro possível, mas uma aposta com risco considerável de reversão. E, para o mercado como um todo, isso talvez seja mais importante do que qualquer slogan bombástico sobre a próxima onda de IA.
Test Frontier LLMs & Autonomous Agents in One Workspace
Run Claude Opus 5.5, GPT-6, Gemini 3.1, and DeepSeek side-by-side in Nomad AI (nomadnet.ai) — unified model routing, deep research, and multimodal workflows under one subscription.
O essencial da IA — uma vez por semana
Sete histórias que realmente importaram, escolhidas a dedo. Sem ruído nem releases.
Pronto! Verifique seu e-mail para a confirmação.