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Ex-chefe da Intel, Pat Gelsinger quer reiniciar a Lei de Moore com chips de luz

O ex-chefe da Intel, Pat Gelsinger, busca uma forma de reiniciar a Lei de Moore com luz: dentro dos chips e entre eles, os dados seriam transportados não por elétrons, mas por minúsculos feixes ópticos, informa a Wired. Gelsinger comandou a Intel de 2021 a 2024 e agora desenvolve a fotônica como sócio de venture capital da Playground Global — a óptica transmite mais dados por watt e pode eliminar o principal gargalo dos clusters de IA. A ideia é substituir os elétrons pela luz justamente onde a eletrônica clássica de silício esbarra em limites físicos. Segundo a lógica de Gelsinger, isso pode devolver à indústria o ritmo de crescimento que a Lei de Moore ditou por décadas.

Processado por IA de Wired; editado por Hamidun News
Ex-chefe da Intel, Pat Gelsinger quer reiniciar a Lei de Moore com chips de luz
Fonte: Wired. Colagem: Hamidun News.
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O ex-CEO da Intel Pat Gelsinger aposta na fotônica — chips em que minúsculos feixes de luz transportam os dados. Com isso, ele espera reiniciar a Lei de Moore e abrir caminho para uma inteligência artificial mais poderosa, informa a Wired. Gelsinger comandou a Intel de fevereiro de 2021 a dezembro de 2024 e dedicou à empresa mais de 30 anos de carreira.

O que Gelsinger propõe

Gelsinger propõe substituir os elétrons pela luz nos pontos em que a eletrônica clássica de silício esbarra em limites físicos. Trata-se da fotônica de silício: os sinais dentro do chip e entre chips não trafegam por trilhas de cobre, mas por guias de onda ópticos — os tais "minúsculos feixes de luz". A óptica transporta mais dados com menos perda de energia e, na lógica de Gelsinger, é isso que pode devolver à indústria o ritmo de crescimento que a Lei de Moore ditou por décadas.

A ideia não é nova — a fibra óptica já conecta servidores e continentes há muito tempo —, mas agora o objetivo é levar a luz para dentro do próprio sistema de computação: para o encapsulamento do chip e para o die. É esse nível que a indústria considera a próxima fronteira do hardware de IA.

  • Pat Gelsinger foi CEO da Intel de fevereiro de 2021 a dezembro de 2024 e, antes disso, o primeiro diretor de tecnologia da empresa
  • A Lei de Moore foi formulada em 1965 por Gordon Moore, cofundador da Intel: o número de transistores em um chip dobra aproximadamente a cada dois anos
  • A nova aposta de Gelsinger é a fotônica: transmissão de dados dentro dos chips e entre eles por meio de luz
  • Depois de deixar a Intel, Gelsinger tornou-se, em 2025, sócio geral da firma de venture capital Playground Global, que investe em tecnologias "profundas" (deep tech)

Por que a Lei de Moore empacou

A Lei de Moore é uma regra empírica que Gordon Moore formulou em 1965: a densidade de transistores dobra aproximadamente a cada dois anos, e a computação fica mais barata. Nos últimos anos, a regra funciona cada vez pior: cada novo processo de fabricação custa mais que o anterior, as dimensões físicas dos transistores se aproximam da escala atômica e a dissipação de calor cresce mais rápido que o desempenho. O próprio Moore reconheceu, ainda em vida, que nenhuma exponencial dura para sempre.

Gelsinger conhece esses limites na prática, não pelos livros: sob o comando dele, a Intel tentou recuperar a liderança tecnológica na fabricação de chips, correndo atrás da taiwanesa TSMC e da sul-coreana Samsung. Agora, segundo a Wired, o ex-chefe da empresa enxerga o próximo salto não em um adensamento ainda maior de transistores, mas na transição para a óptica.

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Gelsinger quer pavimentar o caminho para uma inteligência artificial cada vez mais poderosa com minúsculos feixes de luz", diz a reportagem da Wired.

O que isso tem a ver com inteligência artificial

O treinamento dos modelos de IA modernos ocorre em data centers com dezenas de milhares de aceleradores, e o gargalo é cada vez mais a comunicação entre os chips, e não um chip isolado. Quanto maior o cluster, maior a fatia de energia e de tempo gasta na movimentação de dados, e não nos cálculos em si. As interconexões fotônicas prometem eliminar essa sobrecarga: um canal óptico transmite mais bits por watt que um de cobre e opera em distâncias maiores sem degradação do sinal.

Os atuais líderes da indústria também compartilham o interesse pela fotônica: os maiores fabricantes de chips e dezenas de startups desenvolvem as próprias soluções ópticas. Para Gelsinger, que agora olha o setor com os olhos de investidor de venture capital da Playground Global, isso é ao mesmo tempo uma missão tecnológica e uma oportunidade de mercado: quem primeiro levar os chips fotônicos à produção em massa terá a infraestrutura-chave da era da IA.

O que isso significa

Se a aposta na luz der certo, a Lei de Moore ganhará um segundo fôlego, e o teto computacional da IA se afastará sem um crescimento exponencial do consumo de energia. A voz de Gelsinger tem peso nesse debate: quando um engenheiro que passou três décadas construindo processadores clássicos aposta publicamente na fotônica, a indústria presta atenção.

ZK
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