Onda de calor na Europa para usinas, e a IBM desafia a Lei de Moore
O calor recorde sufoca a Europa e pressiona a rede elétrica: várias usinas foram desligadas porque a água dos rios usada na refrigeração esquentou demais. Enquanto o continente luta contra o calor, a IBM apresentou um novo chip com transistores de próxima geração. A empresa espera reviver a Lei de Moore, cujo ritmo desacelerou de forma notável nos últimos anos.
Processado por IA de MIT Technology Review; editado por Hamidun News
A Europa vive um dos períodos mais quentes da história das medições meteorológicas, e as redes elétricas estão no limite: várias grandes usinas tiveram de reduzir a geração ou parar completamente. No mesmo dia, a IBM anunciou a próxima geração de chips semicondutores, com o objetivo de prolongar a Lei de Moore.
O calor contra o sistema elétrico
As temperaturas recordes na Europa no fim de junho de 2026 deram um golpe duplo nas redes elétricas do continente. De um lado, os aparelhos de ar-condicionado funcionam no máximo, criando uma demanda de pico sem precedentes. De outro, as usinas térmicas e nucleares, que precisam de água fria de rio para resfriar reatores e turbinas, descobrem que essa água esquentou acima dos limites regulatórios permitidos.
Na França, onde a geração nuclear responde por cerca de 70% da produção de eletricidade, vários reatores tiveram de reduzir a potência: a água do Ródano e do Loire esquentou tanto que usá-la na refrigeração violava as normas ambientais. Devolver aos rios água quente demais prejudica os peixes e os ecossistemas.
- Espanha e Itália registraram recorde de pico diário de consumo de eletricidade
- Operadores de rede de vários países impuseram restrições a grandes consumidores industriais
- A geração solar compensou parte do déficit, já que nos dias quentes a insolação é máxima
- Noruega e Suécia limitaram as exportações de eletricidade para preservar reservas para suas próprias redes
- Analistas alertaram que crises como essa vão ocorrer cada vez mais com o aquecimento do clima
A IBM desafia os limites da física
Em meio às notícias climáticas, a IBM divulgou detalhes da próxima geração de seus chips semicondutores. A empresa quer manter a Lei de Moore em vigor. É a regra empírica de Gordon Moore segundo a qual o número de transistores em um chip dobra aproximadamente a cada dois anos, o que leva a um aumento proporcional do poder de processamento.
Nos últimos anos, o setor tem tido cada vez mais dificuldade em manter esse ritmo: os transistores de silício chegaram a tamanhos em que efeitos quânticos começam a atrapalhar o funcionamento, o custo de desenvolver novos processos de fabricação disparou e os problemas de dissipação de calor limitam o clock. A IBM aposta na disposição tridimensional de camadas de transistores e em materiais semicondutores alternativos.
"Estamos convencidos de que o escalonamento pode continuar, só que de
outra forma", segundo a posição da empresa.
A energia como fio condutor
Os dois eventos são sintomas de um mesmo problema profundo: o avanço da computação é indissociável do aumento do consumo de energia, enquanto o sistema elétrico fica cada vez mais vulnerável a estresses climáticos. Os data centers do mundo já consomem de 1 a 2% de toda a eletricidade produzida, e esse número cresce rapidamente com a expansão da IA. A IBM pode criar um chip com o dobro da densidade de processamento, mas a questão de onde obter a energia e como resfriar os sistemas não vai desaparecer.
O que isso significa
O verão de 2026 mostra com clareza que progresso tecnológico e resiliência climática deixaram de ser assuntos separados. Para que a próxima geração de chips realmente acelere o mundo, será preciso acelerar em paralelo a energia limpa e as redes inteligentes. Caso contrário, os avanços na física do silício serão definidos pela temperatura da água do rio mais próximo.
Perguntas frequentes sobre a notícia
O que se sabe sobre O calor contra o sistema elétrico?
As temperaturas recordes na Europa no fim de junho de 2026 deram um golpe duplo nas redes elétricas do continente. De um lado, os aparelhos de ar-condicionado funcionam no máximo, criando uma demanda de pico sem precedentes. De outro, as usinas térmicas e nucleares, que precisam de água fria de rio para resfriar reatores e turbinas, descobrem que essa água esquentou acima dos limites regulatórios permitidos. Na França, onde a geração nuclear responde por cerca de 70% da produção de eletricidade, vários reatores tiveram de reduzir a potência: a água do Ródano e do Loire esqu
O que se sabe sobre A IBM desafia os limites da física?
Em meio às notícias climáticas, a IBM divulgou detalhes da próxima geração de seus chips semicondutores. A empresa quer manter a Lei de Moore em vigor. É a regra empírica de Gordon Moore segundo a qual o número de transistores em um chip dobra aproximadamente a cada dois anos, o que leva a um aumento proporcional do poder de processamento. Nos últimos anos, o setor tem tido cada vez mais dificuldade em manter esse ritmo: os transistores de silício chegaram a tamanhos em que efeitos quânticos começam a atrapalhar o funcionamento, o custo de desenvolver novos processos de fab
O que se sabe sobre A energia como fio condutor?
Os dois eventos são sintomas de um mesmo problema profundo: o avanço da computação é indissociável do aumento do consumo de energia, enquanto o sistema elétrico fica cada vez mais vulnerável a estresses climáticos. Os data centers do mundo já consomem de 1 a 2% de toda a eletricidade produzida, e esse número cresce rapidamente com a expansão da IA. A IBM pode criar um chip com o dobro da densidade de processamento, mas a questão de onde obter a energia e como resfriar os sistemas não vai desaparecer.
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