Gordon Brown pede que a inovação seja o centro da política britânica: £5.000 por família

Gordon Brown discursou na Innovation Nation Conference, em Manchester, defendendo que a inovação se torne a base da política de governo. A Grã-Bretanha tem ativos científicos robustos, segundo ele, mas não consegue escalar startups até transformá-las em empresas globais. O principal problema: 75% dos britânicos consideram a inovação essencial para o crescimento econômico, mas apenas 36% acreditam que o país seja líder mundial em ciência. Pelos cálculos de Brown, alcançar o nível de inovação da Suécia ou do Japão traria um ganho direto: £5.000 por família ao ano e £150 bilhões adicionais em renda nacional. Seu plano de empregos prevê 3 milhões de novas vagas. Para isso, é preciso um sistema que conecte o talento jovem a investimentos, startups e mercados globais. • 4 das 10 melhores universidades do mundo estão na Grã-Bretanha, e 16 das 100 melhores • Dois terços do capital de risco necessário para o crescimento das empresas vem do exterior • Os EUA têm o dobro de empresas avaliadas em $1 bilhão e o triplo de empresas avaliadas em mais de $10 bilhões per capita

Processado por IA de Guardian; editado por Hamidun News
Gordon Brown pede que a inovação seja o centro da política britânica: £5.000 por família
Fonte: Guardian. Colagem: Hamidun News.
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Dado-chave #14 das 10 melhores universidades do mundo estão na Grã-Bretanha, e 16 das 100 melhores
Dado-chave #2Dois terços do capital de risco necessário para o crescimento das empresas vem do exterior
Dado-chave #3Os EUA têm o dobro de empresas avaliadas em $1 bilhão e o triplo de empresas avaliadas em mais de $10 bilhões per capita

Ativos científicos que não rendem o máximo

A Grã-Bretanha está sentada sobre uma mina de ouro. Com menos de 1% da população mundial, o país produz 6% de todos os artigos científicos, quase 9% de todas as citações e 12% das pesquisas mais citadas do mundo. Entre as universidades britânicas estão 4 das 10 melhores instituições do planeta e 16 das 100 melhores. Cinco dessas universidades estão entre as 10 principais da Europa em spin-outs, ou seja, startups criadas a partir de pesquisas universitárias.

Entre os exemplos de inovações em que a Grã-Bretanha liderou os desenvolvimentos estão o AlphaFold (tecnologia para prever o comportamento de proteínas), vacinas de vetor viral e sistemas de inteligência artificial para diagnóstico de câncer com precisão comparável à de radiologistas. O país já está na intersecção de três grandes frentes tecnológicas: IA, computação quântica e biologia sintética.

Mas há um problema central: a Grã-Bretanha é excelente na criação de startups, mas não consegue transformá-las em empresas escaláveis, nem transformar essas empresas em líderes globais. Per capita, os EUA têm o dobro de empresas avaliadas em $1 bilhão e quase o triplo de empresas avaliadas em $10 bilhões ou mais. E quando as empresas britânicas conseguem escalar, três quartos do capital de risco envolvido vêm do exterior.

Os números que buscam motivar

Gordon Brown, primeiro-ministro britânico entre 2007 e 2010, apresentou um cálculo simples. Se o país elevasse sua intensidade de inovação ao nível da Suécia ou do Japão, cada família se tornaria, com o tempo, £5.000 mais rica por ano, e a renda nacional aumentaria £150 bilhões anualmente. Um plano de empregos semelhante ao proposto pela Our Scottish Future para a Escócia criaria cerca de 3 milhões de novas vagas em todo o Reino Unido.

Em uma pesquisa realizada para a Innovation Nation Conference, organizada em Manchester pelo prefeito Andy Burnham, 75% dos britânicos concordaram que a inovação é necessária para o crescimento econômico. Mas apenas 36% acreditam que o país seja líder mundial em ciência.

O que fazer: medidas concretas

Brown propôs uma série de medidas para superar os pontos de estrangulamento:

  • Financiamento: garantir o acesso das empresas ao dinheiro de investidores britânicos, criar novos incentivos para investidores e estabelecer parcerias público-privadas nos moldes da Alemanha, França e Itália, por meio do British Business Bank e de um fundo soberano nacional
  • Política fiscal: incentivos fiscais para pesquisa e desenvolvimento para empresas de todos os tamanhos
  • Concorrência: a política antitruste deve proteger novas empresas frente a players já estabelecidos
  • Desenvolvimento regional: os 127 clusters de inovação espalhados pelo Reino Unido podem crescer com apoio sustentado em infraestrutura, treinamento e financiamento de pesquisa pela UK Research and Innovation
  • Descentralização: mais poderes para prefeitos e autoridades regionais agirem localmente, com acesso garantido a mercados globais

Uma missão nacional, como a de Kennedy

Brown traçou um paralelo com o discurso que John F. Kennedy fez há 64 anos sobre a ida à Lua. Kennedy admitiu depois que gostaria de ter escolhido um projeto nacional capaz de inspirar a população, mas não encontrou nada melhor do que o espaço. Hoje, a Grã-Bretanha pode escolher um objetivo diferente: tornar-se uma nação da inovação. Não será fácil, mas é necessário para não ficar atrás em uma era de inteligência artificial em acelaração. O desafio não é simplesmente inventar o futuro, mas investir nele, construí-lo e, sempre que possível, ser dono dele aqui, na Grã-Bretanha.

Perguntas frequentes sobre a notícia

O que se sabe sobre Ativos científicos que não rendem o máximo?

A Grã-Bretanha está sentada sobre uma mina de ouro. Com menos de 1% da população mundial, o país produz 6% de todos os artigos científicos, quase 9% de todas as citações e 12% das pesquisas mais citadas do mundo. Entre as universidades britânicas estão 4 das 10 melhores instituições do planeta e 16 das 100 melhores. Cinco dessas universidades estão entre as 10 principais da Europa em spin-outs, ou seja, startups criadas a partir de pesquisas universitárias. Entre os exemplos de inovações em que a Grã-Bretanha liderou os desenvolvimentos estão o AlphaFold (tecnologia para pr

O que se sabe sobre Os números que buscam motivar?

Gordon Brown, primeiro-ministro britânico entre 2007 e 2010, apresentou um cálculo simples. Se o país elevasse sua intensidade de inovação ao nível da Suécia ou do Japão, cada família se tornaria, com o tempo, £5.000 mais rica por ano, e a renda nacional aumentaria £150 bilhões anualmente. Um plano de empregos semelhante ao proposto pela Our Scottish Future para a Escócia criaria cerca de 3 milhões de novas vagas em todo o Reino Unido. Em uma pesquisa realizada para a Innovation Nation Conference, organizada em Manchester pelo prefeito Andy Burnham, 75% dos britânicos conco

O que fazer: medidas concretas?

Brown propôs uma série de medidas para superar os pontos de estrangulamento: Financiamento: garantir o acesso das empresas ao dinheiro de investidores britânicos, criar novos incentivos para investidores e estabelecer parcerias público-privadas nos moldes da Alemanha, França e Itália, por meio do British Business Bank e de um fundo soberano nacional Política fiscal: incentivos fiscais para pesquisa e desenvolvimento para empresas de todos os tamanhos Concorrência: a política antitruste deve proteger novas empresas frente a players já estabelecidos Desenvolvimento regional:

ZK
Zhemal Khamidun — CPO da Alpina Digital, gerente de produto do AlpinaGPT. Cria produtos de IA desde 2019. O Hamidun News é um projeto pessoal que virou um agregador em produção com mais de 6.000 leitores.
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