Governo Trump suspende Microsoft e Adobe do programa de patrocínio de green cards
O governo Trump suspendeu a participação de Microsoft, Adobe e de outras empresas e universidades no programa pelo qual empregadores patrocinam funcionários estrangeiros para obter residência permanente nos EUA. A justificativa oficial é a preocupação com possíveis abusos. A lista completa dos afastados, os prazos e as condições para a volta ao programa ainda não foram divulgados. Em entrevista à Bloomberg Tech, a advogada Hiba Anver, da Erickson Immigration Group, alertou que as restrições à imigração de trabalhadores vão atingir o pipeline de talentos de toda a indústria de tecnologia. - Microsoft, Adobe e várias universidades estão entre os afetados. - Motivo: risco de abusos. - Prazos e mecanismo para retirar as restrições são desconhecidos.
Processado por IA de Bloomberg Tech; editado por Hamidun News
O governo Trump suspendeu a participação de Microsoft, Adobe e de outras empresas e universidades no programa pelo qual empregadores patrocinam funcionários estrangeiros para obter residência permanente nos EUA. A justificativa oficial é a preocupação com possíveis abusos. A Bloomberg divulgou a informação em 9 de outubro de 2026. A reportagem não informa a lista completa das organizações afastadas nem o prazo da suspensão, mas os dois nomes citados já dão a dimensão do caso: estão entre os maiores empregadores do setor de software.
O que se sabe até agora
Os detalhes ainda são escassos. Em entrevista à Bloomberg Tech com Ed Ludlow, a advogada Hiba Anver, da Erickson Immigration Group, explicou que as restrições à imigração de trabalhadores podem ter consequências mais amplas do que o impacto sobre empresas específicas: elas atingem todo o pipeline de talentos da indústria de tecnologia. A fonte não esclarece qual programa exatamente foi congelado, com que critérios os participantes foram escolhidos nem se é possível contestar a decisão. Essas lacunas importam, e, até que haja esclarecimentos oficiais, qualquer projeção não passa de suposição.
- Quem foi suspenso: Microsoft, Adobe e "várias" outras empresas e universidades.
- O que foi congelado: a participação no programa de patrocínio de trabalhadores estrangeiros para obtenção de residência permanente.
- Justificativa das autoridades: possíveis abusos.
- Não divulgado: lista completa, prazo e procedimento de reintegração.
- Data da publicação: 9 de outubro de 2026.
Por que isso importa para a indústria de tecnologia
O caminho de um especialista estrangeiro até uma empresa de tecnologia americana costuma seguir esta ordem: faculdade, depois um visto de trabalho temporário e, por fim, o patrocínio do empregador para obter o green card. Essa última etapa é justamente o ponto em que a empresa consegue manter o profissional por anos. A cota anual de green cards de trabalho é limitada a cerca de 140 mil, contando os familiares, e ainda há um limite por país.
Por isso, as filas de indianos e chineses se estendem por anos e, segundo estimativas de analistas, em algumas categorias chegam a décadas. Esse é um pano de fundo bem conhecido, e não um dado da reportagem da Bloomberg, mas é sobre ele que recai o novo congelamento.
Se a empresa não consegue iniciar ou levar adiante o patrocínio, o funcionário perde o principal argumento para ficar. Para as universidades, o golpe é duplo: elas são, ao mesmo tempo, empregadoras de pesquisadores e fornecedoras de futuros candidatos para a indústria. Na área de IA, em que uma parcela significativa de pesquisadores e engenheiros nasceu fora dos EUA, o risco é evidente, embora não haja números precisos sobre as equipes afetadas.
O que equipes e candidatos devem fazer
Sem um texto oficial da decisão, o mais sensato é agir com base em um cenário prudente.
As empresas devem fazer um levantamento: em que etapa está o patrocínio de cada funcionário, quais prazos de visto vencem nos próximos 6–12 meses e o que acontecerá com o status deles se o congelamento se prolongar. Nessa situação, advogados de imigração costumam recomendar que se preparem rotas alternativas com antecedência, por exemplo transferir parte das funções para escritórios no Canadá ou na Europa.
Para profissionais e estudantes estrangeiros, vale não esperar esclarecimentos: peça ao empregador o status do seu processo por escrito, confira as datas de vencimento dos vistos atuais e discuta categorias alternativas. Quem está escolhendo um empregador agora precisará perguntar não só sobre salário e stack, mas também sobre a situação da empresa nos programas de imigração.
O sinal mais importante para o mercado deve aparecer nas próximas semanas. Se as autoridades publicarem os critérios e o prazo da suspensão, ficará claro se se trata de uma verificação pontual ou de uma revisão sistêmica das regras. Se não houver explicações, as empresas de tecnologia provavelmente passarão a incluir o risco imigratório nos planos de contratação e de expansão fora dos EUA.
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