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Fundador da Moderna exige regulação urgente de agentes de IA antes da primeira catástrofe

Noubar Afeyan, cofundador da Moderna e fundador da Flagship Pioneering, pediu a criação urgente de regras para agentes de IA, que as empresas de tecnologia já vendem a clientes. Segundo ele, esperar por uma catástrofe levará a indústria a repetir os erros do setor farmacêutico, onde as principais normas só surgiram depois de danos em massa: foi assim após o caso do Elixir Sulfanilamide, em 1937, e após a talidomida, no início da década de 1960. A Bloomberg não detalha as propostas de Afeyan: não há requisitos concretos, nem órgão regulador, nem prazos. • Agentes não apenas respondem, mas também executam ações • A indústria farmacêutica foi regulada depois dos fatos • Os requisitos para agentes ainda são vagos

Processado por IA de Bloomberg Tech; editado por Hamidun News
Fundador da Moderna exige regulação urgente de agentes de IA antes da primeira catástrofe
Fonte: Bloomberg Tech. Colagem: Hamidun News.
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Noubar Afeyan, cofundador da Moderna e bilionário do setor de biotecnologia, pediu a regulação urgente dos agentes de IA, que as empresas de tecnologia já vendem a clientes. O argumento vem da experiência da própria indústria dele: se o setor esperar uma catástrofe para só então escrever as regras, repetirá a história da indústria de medicamentos. A informação é da Bloomberg.

A matéria é curta. O que exatamente Afeyan propõe (quais requisitos, qual órgão regulador, em que prazo) não é detalhado no texto disponível. Por isso, a seguir estão apenas os fatos confirmados e uma explicação de por que a comparação com a indústria farmacêutica não é aleatória.

Quem fala e por que vale a pena ouvi-lo

Afeyan é cofundador e presidente do conselho da Moderna, além de fundador do estúdio de venture capital Flagship Pioneering. Ele conhece o caminho de um produto do laboratório ao mercado de massa sob a supervisão de reguladores como a FDA. Entre as empresas da Flagship, há algumas que usam IA no desenvolvimento de medicamentos. É a voz de alguém de um setor rigidamente regulado que, ao mesmo tempo, tem interesse no avanço da tecnologia.

O que a história da indústria farmacêutica ensina

As normas farmacêuticas raramente chegaram com antecedência. Quase sempre vieram depois de uma tragédia.

  • 1937, EUA: o medicamento Elixir Sulfanilamide, cujo solvente era tóxico, matou mais de cem pessoas. Em seguida, foi aprovada a lei de 1938, que obrigou os fabricantes a comprovar a segurança do produto antes de lançá-lo no mercado.
  • Final dos anos 1950 e início dos anos 1960: a talidomida causou malformações em milhares de crianças no mundo todo. Nos EUA, a resposta foram as emendas Kefauver-Harris de 1962, que passaram a exigir também a comprovação da eficácia do medicamento.

Nos dois casos, o sistema de supervisão foi criado na esteira do dano. Afeyan, segundo a Bloomberg, propõe não esperar o mesmo roteiro para a IA.

Por que agentes são diferentes de chatbots

O chatbot gera texto, e a pessoa decide o que fazer com ele. O agente age por conta própria: faz compras, escreve e executa código, envia e-mails, acessa sistemas corporativos e contas de usuário. Aqui, o erro do modelo vira uma ação que nem sempre pode ser desfeita. Quanto mais poderes o agente recebe, maior o custo de uma falha e mais difícil é apurar quem responde por ela: o desenvolvedor do modelo, o fornecedor da plataforma ou a empresa que implantou o produto.

Na maioria das jurisdições, ainda há poucos requisitos específicos para agentes. Existem marcos gerais para IA, mas eles foram escritos para modelos e sistemas em geral, e não para programas que executam cadeias de ações de forma autônoma.

Fatos principais

  • Quem: Noubar Afeyan, cofundador da Moderna e fundador da Flagship Pioneering.
  • O que pede: regulação urgente dos agentes de IA vendidos por empresas de tecnologia.
  • Argumento: esperar uma catástrofe repetirá os erros da indústria farmacêutica.
  • Fonte: Bloomberg, 13 de outubro de 2026.
  • Não divulgado: medidas concretas, órgão regulador e prazos.

O que fazer se a empresa já está implantando agentes

Não é preciso esperar uma lei: a indústria farmacêutica já oferece práticas que funcionam hoje.

Primeiro: limite as permissões. O agente deve receber o mínimo de acessos, e operações irreversíveis, como pagamentos, exclusão de dados e envio de e-mails externos, devem exigir confirmação humana.

Segundo: mantenha um registro. Cada ação do agente precisa ser gravada de modo que, após uma falha, seja possível reconstituir a cadeia de decisões.

Terceiro: lance por etapas. Por analogia com as fases dos ensaios clínicos, comece com uma tarefa restrita e um grupo limitado de usuários, e só amplie a área de atuação depois de validar com dados reais.

Quarto: defina com antecedência quem responde por eventuais danos e inclua isso nos contratos com fornecedores. Se a regulação chegar, as empresas que já têm auditoria pronta e responsabilidades claras sairão na frente.

ZK
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