Autores australianos exigem que o governo não entregue seus livros de graça a empresas de IA

Escritores, artistas e músicos australianos foram a Canberra em julho de 2026 para barrar o uso gratuito de suas obras no treinamento de modelos de IA. A escritora Anna Funder disse que todos os seus livros já foram carregados em sistemas de IA americanos sem seu consentimento e sem pagamento. Os autores insistem que o governo da Austrália não deve sacrificar os direitos autorais em favor dos interesses das Big Techs.

Processado por IA de Guardian; editado por Hamidun News
Autores australianos exigem que o governo não entregue seus livros de graça a empresas de IA
Fonte: Guardian. Colagem: Hamidun News.
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Dado-chave #1Livros, músicas, filmes, quadros e obras de artistas indígenas foram incluídos em datasets de treinamento sem acordos de licença
Dado-chave #2A renda padrão do autor é de 8–12% do preço de venda da editora
Dado-chave #3Nenhuma autorização foi obtida dos detentores dos direitos

Escritores, artistas e músicos australianos foram a Canberra no início de julho de 2026 para exigir que o governo não sacrifique os direitos autorais em benefício das empresas americanas de IA. Seus livros, músicas, filmes e quadros já foram carregados em datasets de treinamento sem o consentimento dos autores e sem qualquer pagamento.

Por que os autores foram a Canberra?

A capital recebeu representantes das mais variadas profissões criativas: autores de livros, músicos, cineastas e artistas, incluindo mestres da arte dos povos indígenas da Austrália. Todos ganham a vida vendendo seu trabalho criativo: livros, álbuns, filmes e quadros. Mas suas obras têm um valor que vai além do mercado: é por meio da cultura, segundo os autores, que os australianos conhecem sua identidade e mantêm o vínculo uns com os outros.

Um golpe nos direitos autorais é um golpe em duas coisas ao mesmo tempo: na renda pessoal dos autores e na soberania cultural do país. Com esse duplo argumento, a delegação se apresentou ao governo.

O que as empresas de IA levaram sem permissão

A escritora australiana Anna Funder explicou como funcionam os direitos autorais usando seu próprio caso: ela licencia seus livros a editoras do mundo todo, elas os publicam e vendem, e ela recebe de volta 8–12% da receita em royalties. Segundo ela, o direito autoral funciona como a lei Torrens de propriedade imobiliária: uma garantia jurídica básica de que o que você cria pertence a você. Sem isso, criar qualquer coisa simplesmente não faz sentido.

E é exatamente essa violação que já aconteceu. Todos os livros de Funder foram carregados em programas de IA americanos sem seu consentimento e sem qualquer compensação. O mesmo vale para cada membro da delegação.

  • Livros, músicas, filmes, quadros e obras de artistas indígenas foram incluídos em datasets de treinamento sem acordos de licença
  • A renda padrão do autor é de 8–12% do preço de venda da editora
  • Nenhuma autorização foi obtida dos detentores dos direitos
  • Nenhum pagamento de licença foi feito
"Sem direitos autorais, ninguém criaria nada.

Para quê, se dá para roubar imediatamente?" — Anna Funder.

O que querem as empresas americanas de IA

As corporações de tecnologia dos EUA que constroem seus negócios sobre IA generativa querem acesso ao conteúdo criativo australiano de graça ou por uma taxa simbólica. Na prática, querem usar o resultado de anos de trabalho de milhares de autores como dados de treinamento, sem compensação de mercado: livros que levam anos para ser escritos, músicas e filmes com orçamentos de milhões.

Os autores apelam a um princípio fundamental: a Austrália é um país onde a honestidade é considerada um valor básico. É nisso que eles apostam nas negociações com o governo. A pergunta deles é simples: o governo ficará do lado de seus cidadãos ou das corporações americanas?

O que isso significa

O debate global sobre direitos autorais e treinamento de IA está crescendo: tribunais dos EUA, do Reino Unido e da UE analisam ações de editoras, autores e músicos. A Austrália chegou a um ponto em que a posição do governo pode criar um precedente para a região.

Os autores sustentam que um país com longa tradição de proteção da propriedade não pode estabelecer padrões mais fracos para a propriedade intelectual do que para a física. Se a proteção enfraquecer sob a pressão do lobby da IA, será um sinal para o mundo todo. Se as normas atuais forem mantidas, autores de outros países terão um precedente robusto para exigir pagamentos de licença das empresas de IA.

Perguntas frequentes sobre a notícia

Por que os autores foram a Canberra?

A capital recebeu representantes das mais variadas profissões criativas: autores de livros, músicos, cineastas e artistas, incluindo mestres da arte dos povos indígenas da Austrália. Todos ganham a vida vendendo seu trabalho criativo: livros, álbuns, filmes e quadros. Mas suas obras têm um valor que vai além do mercado: é por meio da cultura, segundo os autores, que os australianos conhecem sua identidade e mantêm o vínculo uns com os outros. Um golpe nos direitos autorais é um golpe em duas coisas ao mesmo tempo: na renda pessoal dos autores e na soberania cultural do país

O que as empresas de IA levaram sem permissão?

A escritora australiana Anna Funder explicou como funcionam os direitos autorais usando seu próprio caso: ela licencia seus livros a editoras do mundo todo, elas os publicam e vendem, e ela recebe de volta 8–12% da receita em royalties. Segundo ela, o direito autoral funciona como a lei Torrens de propriedade imobiliária: uma garantia jurídica básica de que o que você cria pertence a você. Sem isso, criar qualquer coisa simplesmente não faz sentido. E é exatamente essa violação que já aconteceu. Todos os livros de Funder foram carregados em programas de IA americanos sem se

O que querem as empresas americanas de IA?

As corporações de tecnologia dos EUA que constroem seus negócios sobre IA generativa querem acesso ao conteúdo criativo australiano de graça ou por uma taxa simbólica. Na prática, querem usar o resultado de anos de trabalho de milhares de autores como dados de treinamento, sem compensação de mercado: livros que levam anos para ser escritos, músicas e filmes com orçamentos de milhões. Os autores apelam a um princípio fundamental: a Austrália é um país onde a honestidade é considerada um valor básico. É nisso que eles apostam nas negociações com o governo. A pergunta deles é

ZK
Zhemal Khamidun — CPO da Alpina Digital, gerente de produto do AlpinaGPT. Cria produtos de IA desde 2019. O Hamidun News é um projeto pessoal que virou um agregador em produção com mais de 6.000 leitores.
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