DeepMind e MIT desenvolvem terapia RNA contra esclerose lateral amiotrófica

O Boston Children's Hospital e MIT, com apoio da DeepMind, iniciaram uma pesquisa em larga escala para o desenvolvimento de terapia RNA para o tratamento da esclerose lateral amiotrófica (ELA). Os cientistas combinaram poderosas abordagens biológicas de ambos os laboratórios para criar um método inovador de tratamento dessa rara, porém fatal doença neurodegenerativa. O principal objetivo do projeto é desacelerar ou interromper completamente a degeneração progressiva das células nervosas motoras da medula espinhal e do cérebro em pacientes afetados pela ELA.

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DeepMind e MIT desenvolvem terapia RNA contra esclerose lateral amiotrófica
Fonte: DeepMind Blog. Colagem: Hamidun News.
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Dado-chave #1Interferência de RNA para supressão seletiva de genes mutantes que causam a doença
Dado-chave #2Entrega gênica de moléculas terapêuticas para células nervosas da medula espinhal e do cérebro
Dado-chave #3Uso de modelos computacionais e aprendizado de máquina para prever a eficácia de diferentes abordagens

O Boston Children's Hospital e MIT iniciaram uma pesquisa conjunta de uma nova abordagem para o tratamento da ELA — esclerose lateral amiotrófica. Com apoio da DeepMind, a equipe combinou métodos biológicos de ambos os laboratórios para desenvolver uma terapia baseada em RNA para essa fatal doença neurodegenerativa.

Esclerose lateral amiotrófica: um desafio para a medicina

A esclerose lateral amiotrófica (ELA) é uma doença rara, mas rapidamente progressiva, que destrói os neurônios motores que controlam os músculos. Os pacientes gradualmente perdem a capacidade de andar, falar, engolir e respirar. A sobrevida média após o diagnóstico é de 2-5 anos. No momento, não há cura capaz de parar ou reverter a doença, embora alguns medicamentos desacelerem a progressão.

Existem vários tipos de ELA. Cerca de 10% dos casos são herdados geneticamente, quando uma mutação é transmitida pelos pais. Os outros 90% são casos esporádicos, onde a origem da doença permanece desconhecida. Isso torna o desenvolvimento de medicamentos particularmente desafiador: é necessário compreender múltiplos mecanismos de degeneração das células nervosas e encontrar uma maneira de intervir no nível genético. Cada paciente pode ter seu próprio conjunto de razões pelas quais seus neurônios motores começaram a morrer.

Terapia RNA: uma nova ferramenta de combate à doença

A terapia gênica RNA é um campo relativamente jovem da biomedicina que permite corrigir ou suprimir a expressão de genes específicos dentro da célula. Em vez de substituir um gene defeituoso integralmente, a abordagem RNA funciona de forma mais flexível: pode "desativar" genes prejudiciais ou ativar mecanismos de proteção. Pesquisadores do Boston Children's Hospital e MIT decidiram combinar seus métodos para criar uma abordagem mais eficaz para a ELA.

O desenvolvimento da terapia RNA tornou-se possível graças ao progresso em várias áreas: aprendemos a entregar RNA de forma mais eficaz nas células nervosas, fazer previsões computacionais mais precisas sobre como funcionará, e dimensionar a produção de novos candidatos a medicamentos. Isso criou uma janela de oportunidades para equipes como a que se reuniu no Boston Children's Hospital e MIT.

A colaboração combina vários eixos principais:

  • Interferência de RNA para supressão seletiva de genes mutantes que causam a doença
  • Entrega gênica de moléculas terapêuticas para células nervosas da medula espinhal e do cérebro
  • Uso de modelos computacionais e aprendizado de máquina para prever a eficácia de diferentes abordagens
  • Testes pré-clínicos em modelos animais de ELA para avaliar segurança e eficácia
  • Desenvolvimento de dosagem ideal, forma de administração e método de entrega do medicamento ao sistema nervoso

Um lugar especial nesta lista é ocupado pelo papel da DeepMind. A empresa ajuda a equipe a analisar grandes volumes de dados biológicos, identificar padrões e criar modelos preditivos. Isso permite que os pesquisadores passem mais rapidamente por milhões de possíveis opções de tratamento e se concentrem nos candidatos mais promissores.

O poder da colaboração entre laboratórios

O Boston Children's Hospital traz profunda experiência em terapia gênica e duas décadas de experiência no trabalho com doenças genéticas raras. Os clínicos aqui veem pacientes com ELA, entendem suas necessidades e sabem quais medicamentos não funcionaram antes. O MIT contribui com uma abordagem de engenharia para a biologia, experiência no desenvolvimento de novas biotecnologias e conexões com empresas líderes de biotecnologia. Juntas, essas duas organizações trabalham na interseção única da prática clínica, biologia fundamental, ciência da computação e engenharia.

Essa abordagem interdisciplinar está se tornando cada vez mais necessária no combate a doenças que a farmacologia tradicional e laboratórios isolados não conseguiram superar. A combinação de conhecimentos de diferentes centros permite avançar mais rapidamente do conceito de laboratório para ensaios clínicos em humanos. A história mostra: doenças raras requerem colaboração.

O que isso significa

Este projeto simboliza uma mudança de paradigma na abordagem das doenças neurodegenerativas raras. A terapia RNA oferece uma chance real de criar um medicamento para a ELA, que por muito tempo pareceu ser um problema insolúvel. Se a pesquisa for bem-sucedida e passar pelos ensaios clínicos, isso pode dar aos milhares de pacientes anos de vida adicional e preservação da funcionalidade. Mas ainda mais importante: o sucesso com a ELA abrirá portas para o desenvolvimento de terapias em outras doenças neurodegenerativas — doença de Parkinson, condições semelhantes à ELA e até doença de Alzheimer.

História

Perguntas frequentes sobre a notícia

O que se sabe sobre Esclerose lateral amiotrófica: um desafio para a medicina?

A esclerose lateral amiotrófica (ELA) é uma doença rara, mas rapidamente progressiva, que destrói os neurônios motores que controlam os músculos. Os pacientes gradualmente perdem a capacidade de andar, falar, engolir e respirar. A sobrevida média após o diagnóstico é de 2-5 anos. No momento, não há cura capaz de parar ou reverter a doença, embora alguns medicamentos desacelerem a progressão. Existem vários tipos de ELA. Cerca de 10% dos casos são herdados geneticamente, quando uma mutação é transmitida pelos pais. Os outros 90% são casos esporádicos, onde a origem da doença

O que se sabe sobre Terapia RNA: uma nova ferramenta de combate à doença?

A terapia gênica RNA é um campo relativamente jovem da biomedicina que permite corrigir ou suprimir a expressão de genes específicos dentro da célula. Em vez de substituir um gene defeituoso integralmente, a abordagem RNA funciona de forma mais flexível: pode "desativar" genes prejudiciais ou ativar mecanismos de proteção. Pesquisadores do Boston Children's Hospital e MIT decidiram combinar seus métodos para criar uma abordagem mais eficaz para a ELA. O desenvolvimento da terapia RNA tornou-se possível graças ao progresso em várias áreas: aprendemos a entregar RNA de forma

O que se sabe sobre O poder da colaboração entre laboratórios?

O Boston Children's Hospital traz profunda experiência em terapia gênica e duas décadas de experiência no trabalho com doenças genéticas raras. Os clínicos aqui veem pacientes com ELA, entendem suas necessidades e sabem quais medicamentos não funcionaram antes. O MIT contribui com uma abordagem de engenharia para a biologia, experiência no desenvolvimento de novas biotecnologias e conexões com empresas líderes de biotecnologia. Juntas, essas duas organizações trabalham na interseção única da prática clínica, biologia fundamental, ciência da computação e engenharia. Essa abo

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Zhemal Khamidun — CPO da Alpina Digital, gerente de produto do AlpinaGPT. Cria produtos de IA desde 2019. O Hamidun News é um projeto pessoal que virou um agregador em produção com mais de 6.000 leitores.
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