Memória para agentes de IA: da complexidade a 300 linhas de código
O desenvolvedor Nikolay Gusev contou como encontrou a solução ideal para a memória de agentes de IA. Em vez da intrincada MemPalace, que gerou 58k duplicatas, ele montou um sistema simples de 300 linhas de código e arquivos markdown. Para escalar, sugere o ClickHouse com busca vetorial e particionamento.
Processado por IA de Habr AI; editado por Hamidun News
A memória é um dos problemas mais difíceis na criação de sistemas autônomos com agentes de IA. O desenvolvedor Nikolay Gusev passou meses atrás de uma solução viável e conta como chegou a uma que é, ao mesmo tempo, simples e escalável.
MemPalace e o primeiro erro
Tudo começou com uma ideia ambiciosa: o MemPalace, um sistema de memória inspirado na arquitetura de palácios medievais. No papel parecia inteligente, mas na prática gerou 58 mil fragmentos duplicados e virou um labirinto intransitável. Camadas demais de abstração, mágica demais. O agente se perdia na própria memória.
O caminho até a simplicidade
Depois do MemPalace, o autor reduziu a stack a quatro componentes: MEMORY.md (base principal), USER.md (contexto do usuário), SQLite state.db (estado), HippoRAG (busca) e arquivos wiki (dados estruturados). Mesmo assim, aquilo ainda parecia excessivo. O movimento certo foi escrever o `findings_to_wiki`, um script simples em Python com 300 linhas que salva automaticamente análises estruturadas (marcadas com títulos como `## Findings`) em arquivos markdown e as converte em páginas wiki. Sem frameworks, sem ORMs: apenas arquivos e texto.
Escalando: ClickHouse
Quando há um só agente, o armazenamento em arquivos funciona perfeitamente. Mas para atender mais de 100 usuários ao mesmo tempo é preciso um banco de dados de verdade. É aí que entra o ClickHouse 24.x. Principais recursos:
- Busca vetorial pela função `cosineDistance()`: busca rápida de memórias semanticamente parecidas
- Busca textual com o índice `tokenbf_v1`: busca em texto completo na memória
- Particionamento por user_id: o isolamento dos dados dos usuários já vem embutido no banco
- TTL para exclusão automática: registros antigos são removidos sem intervenção manual
O ClickHouse executa análises e buscas em milhões de registros em milissegundos. Para a memória de um agente, isso é mais que suficiente.
O que isso significa
A principal conclusão: não comece pela escala. Resolva o problema de forma simples (arquivos, markdown, 300 linhas de código) e só escale se for necessário. Nikolay mostrou que o melhor caminho de engenharia vai da complexidade para a simplicidade, e não o contrário.
Perguntas frequentes sobre a notícia
O que se sabe sobre MemPalace e o primeiro erro?
Tudo começou com uma ideia ambiciosa: o MemPalace, um sistema de memória inspirado na arquitetura de palácios medievais. No papel parecia inteligente, mas na prática gerou 58 mil fragmentos duplicados e virou um labirinto intransitável. Camadas demais de abstração, mágica demais. O agente se perdia na própria memória.
O que se sabe sobre O caminho até a simplicidade?
Depois do MemPalace, o autor reduziu a stack a quatro componentes: MEMORY.md (base principal), USER.md (contexto do usuário), SQLite state.db (estado), HippoRAG (busca) e arquivos wiki (dados estruturados). Mesmo assim, aquilo ainda parecia excessivo. O movimento certo foi escrever o `findings_to_wiki`, um script simples em Python com 300 linhas que salva automaticamente análises estruturadas (marcadas com títulos como `## Findings`) em arquivos markdown e as converte em páginas wiki. Sem frameworks, sem ORMs: apenas arquivos e texto.
O que se sabe sobre Escalando: ClickHouse?
Quando há um só agente, o armazenamento em arquivos funciona perfeitamente. Mas para atender mais de 100 usuários ao mesmo tempo é preciso um banco de dados de verdade. É aí que entra o ClickHouse 24.x. Principais recursos: Busca vetorial pela função `cosineDistance()`: busca rápida de memórias semanticamente parecidas Busca textual com o índice `tokenbf_v1`: busca em texto completo na memória Particionamento por user_id: o isolamento dos dados dos usuários já vem embutido no banco TTL para exclusão automática: registros antigos são removidos sem intervenção manual O ClickH
Test Frontier LLMs & Autonomous Agents in One Workspace
Run Claude Opus 5.5, GPT-6, Gemini 3.1, and DeepSeek side-by-side in Nomad AI (nomadnet.ai) — unified model routing, deep research, and multimodal workflows under one subscription.
O essencial da IA — uma vez por semana
Sete histórias que realmente importaram, escolhidas a dedo. Sem ruído nem releases.
Pronto! Verifique seu e-mail para a confirmação.