Apollo: David Sambur disse que AI dificultou a avaliação de empresas de software
AI dificultou a avaliação de empresas de software, afirma David Sambur, co-chefe de private equity na Apollo. Segundo ele, os antigos múltiplos de SaaS…
Processado por IA de Bloomberg Tech; editado por Hamidun News
A inteligência artificial está mudando não apenas os produtos em si, mas também a lógica dos negócios no mercado de software. David Sambur, co-líder da divisão de private equity da Apollo, afirma que por causa da IA ficou mais difícil avaliar empresas de software, embora a atividade de M&A não tenha desaparecido nem mesmo diante da nova turbulência geopolítica.
Por que é mais difícil contar
A tese de Sambur soa simples: os benchmarks antigos para avaliação não fornecem mais a mesma confiança. No modelo clássico, um investidor podia contar com crescimento de receita, retenção de clientes, margens e a previsibilidade das assinaturas SaaS. Mas a IA está rapidamente mudando a estrutura de despesas, a velocidade de lançamento de funcionalidades e o próprio cenário competitivo. Uma empresa que parece cara hoje poderia em um ano se tornar ou uma nova líder ou um produto sem proteção notável. É por isso que os mesmos números agora são lidos de forma diferente do que eram dois anos atrás.
O problema não é apenas o alvoroço em torno dos modelos generativos. A IA simultaneamente cria novas fontes de receita e pressiona as vantagens antigas: funções básicas ficam mais baratas, são copiadas mais rapidamente e os clientes começam a esperar mais pelo mesmo dinheiro. Portanto, comparar negócios de software por múltiplos antigos fica mais arriscado: resultados passados explicam menos bem o valor futuro. Especialmente quando o mercado ainda não decidiu quem capturará o valor principal — plataformas, aplicações ou infraestrutura.
Os negócios não travaram
Ao mesmo tempo, o próprio mercado de negócios, segundo o executivo da Apollo, não parou. Em uma entrevista com a Bloomberg no programa The Close, Sambur observou que nem mesmo a incerteza relacionada ao conflito em torno do Irã matou o desejo de fazer negócios. Sim, os mercados se sentem mais confortáveis em um ambiente calmo e claro, mas o private equity não pode esperar indefinidamente pela janela perfeita. Há dinheiro no mercado, mas a tolerância para incerteza está distribuída desigualmente, e isso em si afeta o ritmo das negociações.
"Fortunas são feitas na volatilidade", disse Sambur, explicando por que a turbulência nem sempre desacelera os compradores.
Para os fundos, isso significa uma seleção mais rigorosa e um processo mais longo de verificação de ativos. Quando há muito ruído — da geopolítica às expectativas de IA — o custo do erro aumenta. Mas ao mesmo tempo, também aumenta a probabilidade de comprar um ativo forte quando o mercado não consegue rapidamente concordar sobre uma avaliação justa. É nestas zonas, segundo as palavras de Sambur, que permanece espaço para grandes negócios. É aqui que os fundos tentam ver o preço antes que o consenso apareça em todo o mercado.
O que eles estão olhando agora
Se traduzirmos as palavras de Sambur em termos práticos, os investidores em software agora estão olhando não apenas para as métricas SaaS familiares. É muito mais importante entender se a IA dá à empresa uma vantagem sustentável ou apenas adiciona uma camada de moda a um produto antigo. Há mais perguntas, e quase todas elas se reduzem à qualidade do modelo de negócios durante vários anos. O comprador precisa entender o que exatamente permanecerá no negócio quando o interesse inicial no tópico diminuir.
- A IA pode realmente melhorar o produto e a retenção de clientes, não apenas a apresentação para o mercado
- Quais funções do negócio correm o risco de se tornarem commoditizadas rapidamente devido a modelos baratos e novos concorrentes
- Como a margem e a economia unitária mudarão se o custo da inferência e desenvolvimento de produtos continuar a diminuir
- A empresa será capaz de proteger seu preço quando concorrentes lançarem funcionalidades de IA semelhantes mais rapidamente
- O que no crescimento de receita está relacionado à demanda real e o que é hype temporário
Para os compradores, isso não é mais apenas uma questão de tecnologia. É sobre o quão rapidamente a equipe está reestruturando o produto, vendas e preços para a nova realidade. Se a IA reduz barreiras de entrada, então o prêmio vai não para toda empresa com um rótulo de IA ostensivo, mas para aquela que transforma a tecnologia em um resultado financeiro repetível. Isso requer não um posicionamento de moda, mas uma disciplina de execução demonstrável e uma economia clara de implementação em cada segmento de clientes.
O que isso significa
O mercado de negócios de software está entrando em uma fase onde as fórmulas padrão de avaliação não são suficientes. Os vencedores serão os investidores que conseguem separar os efeitos reais de IA das expectativas superavaliadas e as empresas que podem comprovar isso com números. Para os fundadores, este é um sinal: uma palavra "IA" em uma apresentação não é mais suficiente — você precisa mostrar como a tecnologia muda a receita, a margem e a posição no mercado. É provavelmente aqui que passará a nova fronteira entre um ativo caro e uma história superavaliada.
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