OpenClaw implantado no Wiren Board: como um agente de IA controla o controlador e escreve scripts
OpenClaw foi implantado não em um laptop, mas diretamente no controlador Wiren Board 8. O autor conectou o Telegram, adicionou um conjunto de Skills para…
Processado por IA de Habr AI; editado por Hamidun News
OpenClaw normalmente é executado como um agente IA pessoal em um computador comum, mas a Wiren Board decidiu ir além e instalou-o diretamente no controlador. O experimento demonstrou que o agente não apenas pode responder no Telegram, mas também trabalhar com equipamento real: ler configs, escanear Modbus, escrever scripts e corrigir seus próprios erros.
Como tudo foi configurado
Para o experimento, pegaram um Wiren Board 8 separado e não instalaram o release mais recente do OpenClaw. O autor escolheu a versão 2026.2.22: builds mais recentes já haviam introduzido bugs no Telegram e ficaram notavelmente mais pesadas. As dependências básicas acabaram sendo bem diretas — `git` e `Node.js`, mas mesmo assim o sistema consome bastante espaço: cerca de 200 MB para dependências na partição do sistema e aproximadamente 700 MB para a aplicação em si, principalmente por causa de `node_modules`. Tudo foi instalado no diretório home `root` na grande partição `/mnt/data/root`.
- Instalaram `git` e `nodejs`
- Prepararam uma pasta separada para OpenClaw
- Desabilitaram a dependência desnecessária `node-llama-cpp` via `package.json`
- Instalaram `[email protected]` e conectaram a CLI via `npm link`
- Inicializaram `gateway`, `doctor`, verificaram modelos e logs
Em seguida veio a parte menos agradável — configuração. O formato de arquivo JSON mudou entre versões, portanto os comandos automáticos `onboard` e `configure` nem sempre montavam configuração correta para provedores de modelo personalizados. Uma questão estranha com chaves também apareceu: para provedores padrão eram tirados de `auth-profiles.json`, mas para customizados eram inesperadamente lidos de `models.json`. O autor chama isso diretamente de bug e duplica as chaves em ambos os lugares. Adicionalmente, instalaram `wireguard-tools` no controlador para contornar restrições regionais de alguns provedores LLM.
Apresentando o agente ao hardware
Após a configuração básica, OpenClaw foi conectado ao Telegram. Por padrão, o bot não pode executar utilitários, modificar o sistema ou fazer outras coisas potencialmente perigosas, portanto permissões estendidas tiveram que ser habilitadas manualmente e permitidas apenas para um usuário Telegram específico. Em seguida, um conjunto separado de `wb-openclaw-skills` foi carregado no controlador, contendo conhecimento sobre hardware Wiren Board, protocolos, registros e utilitários típicos. O agente recebeu sua primeira instrução de forma bem direta: ao trabalhar com equipamento, sempre procurar primeiro e usar o `wb-*` Skill apropriado.
Testes mostraram que este contexto realmente funciona. O agente falou com confiança sobre a linha de contadores WB-MAP, depois escaneou o barramento RS-485 e encontrou dispositivos conectados. Sua breve resposta soava assim:
"Agora vejo 3 dispositivos Modbus físicos"
Por trás disso havia ações reais no controlador: o bot identificou um sensor WB-MSW v4, um módulo relé WB-MR6C e um medidor de eletricidade WB-MAP6S. Depois disso, verificou o firmware do medidor, confirmou que a versão 2.12.0 é atual, e então coletou leituras ao vivo de tensão, potência, temperatura, umidade e CO₂.
Onde o experimento se tornou útil
O teste mais revelador começou com uma tarefa prática: escrever um script `wb-rules` que envia uma notificação no Telegram quando uma das entradas do módulo MR6C é acionada. O bot criou o arquivo de regra, carregou-o, e até reportou que tudo estava pronto. Mas na realidade, mensagens não chegavam.
Então o agente passou por um ciclo de depuração normal: encontrou uma chamada `curl` não confiável, corrigiu a autorização, adicionou diagnósticos ao log, reiniciou `wb-rules` e enviou uma mensagem de teste. O teste passou, mas eventos de entradas reais permaneciam silenciosos — e isso também teve que ser investigado. A segunda questão acabou sendo mais sutil: alguns sinais vinham não por `Input N` regular, mas por contador de pulsos `Input N counter`.
O agente adicionou um segundo loop de processamento e depois disso notificações realmente começaram a chover no Telegram.
O autor não parou por aí e deu ao OpenClaw uma tarefa ainda mais ambiciosa — projetar uma interface web de casa inteligente para o equipamento já conectado. O bot sugeriu o que poderia ser automatizado, dividiu a interface em telas e acabou ajudando a montar uma página HTML+JavaScript funcionando através de MQTT over WebSocket. Foi colocada em `/var/www/static/`, uma rota foi adicionada ao `nginx` e aberta na rede local como um painel de controle separado.
O que isso significa
O experimento mostrou que OpenClaw em Wiren Board não é mais um chatbot para demonstrações, mas um protótipo de um operador local que pode ler documentação, interagir com o sistema e trabalhar com dispositivos físicos. O benefício aqui é óbvio: em vez de trabalho manual com configs, registros e utilitários, você pode definir tarefas em linguagem comum. Mas o custo de um erro também é muito maior, porque o agente ganha acesso não a um servidor abstrato, mas a uma infraestrutura de engenharia real. O autor considera OpenClaw uma plataforma inicial conveniente, embora muito pesada para este cenário.
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