Disney em crise: OpenAI encerra o Sora e o metaverso com a Epic empaca

O novo CEO da Disney, Josh D'Amaro, enfrentou duas crises logo na primeira semana. A OpenAI está encerrando o Sora poucos meses depois de anunciar uma colaboração de US$ 1 bilhão para o Disney+. Ao mesmo tempo, a Epic Games demite 1.000 funcionários, e há silêncio total sobre o projeto conjunto de metaverso da Disney, de US$ 1,5 bilhão. Duas das principais apostas tecnológicas da empresa estão em xeque ao mesmo tempo.

Processado por IA de The Verge; editado por Hamidun News
Disney em crise: OpenAI encerra o Sora e o metaverso com a Epic empaca
Fonte: The Verge. Colagem: Hamidun News.
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A primeira semana de Josh D'Amaro como CEO da Disney trouxe duas crises de uma vez. A OpenAI está encerrando o programa de geração de imagens e vídeos Sora, poucos meses depois de a Disney fechar um acordo bilionário para integrá-lo ao Disney+. Enquanto isso, o metaverso que a Disney deveria construir com a Epic Games mergulhou no silêncio em meio a demissões em massa no estúdio de Fortnite.

No início de 2025, a Disney anunciou uma parceria de US$ 1 bilhão com a OpenAI. A ideia parecia ambiciosa: a tecnologia de vídeo e imagem generativos do Sora deveria se integrar naturalmente ao ecossistema do Disney+. Foi apresentada como um avanço: conteúdo personalizado, experiências interativas e novos formatos para os assinantes do maior serviço de streaming.

Mas, quase logo após o anúncio, ficou claro que o Sora funcionava de forma instável. Observadores do setor criticaram a qualidade da geração e chamaram a parceria de exemplo de "AI slop": conteúdo produzido por IA sem valor artístico. Agora a OpenAI encerra o programa de vez. Ainda não há explicações oficiais, mas a Disney fica em posição incômoda: o dinheiro foi gasto e a tecnologia sumiu.

Em paralelo, outra história se desenrola. Em fevereiro de 2024, a Disney fechou um acordo de US$ 1,5 bilhão com a Epic Games, criadora de Fortnite. O objetivo era construir um metaverso com base no Unreal Engine. O conceito previa mundos interativos dentro do Fortnite: espaços inspirados em Star Wars, Marvel e nos desenhos clássicos da Disney. O anúncio veio acompanhado de uma retórica pomposa sobre "o próximo capítulo na história do entretenimento".

Mas, em abril de 2025, a Epic Games anunciou a demissão de cerca de 1.000 funcionários. Não é a primeira onda de cortes da empresa: um ano antes, a Epic havia dispensado 16% do quadro. Agora, as equipes que trabalhavam em projetos ambiciosos fora do universo dos games estão sendo cortadas, e o metaverso da Disney sumiu por completo da pauta pública. Sem anúncios conjuntos, sem atualizações de prazo, sem roadmap. Só silêncio.

A Disney, claro, mantém opções. A IA generativa no Disney+ é totalmente viável com outros parceiros tecnológicos ou com divisões próprias de P&D. O metaverso com a Epic não foi formalmente cancelado, e o acordo não foi rescindido. Mas o contexto de mídia e de investimento mudou radicalmente: duas apostas tecnológicas centrais da empresa estão em dúvida ao mesmo tempo.

É uma história reveladora sobre os riscos de anunciar publicamente grandes investimentos em tecnologia antes de eles se concretizarem. US$ 1 bilhão no Sora e US$ 1,5 bilhão no metaverso, US$ 2,5 bilhões no total, não são apenas linhas em um comunicado. Para o novo CEO, são compromissos de reputação que agora precisam urgentemente de uma explicação honesta ou de um recomeço.

História
ZK
Zhemal Khamidun — CPO da Alpina Digital, gerente de produto do AlpinaGPT. Cria produtos de IA desde 2019. O Hamidun News é um projeto pessoal que virou um agregador em produção com mais de 6.000 leitores.
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