Uber amplia contrato com a AWS e aposta nos chips da Amazon em vez de Google e Oracle

A Uber amplia seu contrato com a Amazon Web Services e move as principais cargas de IA do serviço para os chips próprios da Amazon, Trainium e Inferentia. É um sinal direto para Oracle e Google, que também disputavam o negócio: a Amazon venceu. Os processadores próprios da AWS oferecem custo de inferência menor que o NVIDIA H100, e as maiores empresas de tecnologia começam a perceber.

Processado por IA de TechCrunch; editado por Hamidun News
Uber amplia contrato com a AWS e aposta nos chips da Amazon em vez de Google e Oracle
Fonte: TechCrunch. Colagem: Hamidun News.
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A Uber amplia seu contrato com a Amazon Web Services e move mais funções do serviço para chips da Amazon. É uma grande vitória da AWS sobre Google Cloud e Oracle, que também disputavam o negócio. A decisão da maior plataforma de transporte por aplicativo do mundo mostra ao mercado que os processadores de IA personalizados da Amazon começam a ameaçar para valer as soluções de GPU padrão da NVIDIA no segmento corporativo.

A Amazon desenvolve seus próprios chips de IA há vários anos. O Trainium é otimizado para treinar redes neurais; o Inferentia, para executá-las em produção. É para esses processadores que a Uber está migrando parte de suas cargas de IA. Antes, essas tarefas exigiam clusters de GPU padrão ou a capacidade computacional de outros provedores de nuvem.

A AWS posiciona seu silício como alternativa mais barata para tarefas de inferência: com vazão comparável, o custo de inferência no Inferentia é menor que no NVIDIA H100, o que é crítico para serviços de produção de alta frequência.

A ampliação do contrato mira justamente cargas de IA em tempo real: algoritmos de alocação de motoristas, previsão de demanda por região, precificação dinâmica, sistemas de detecção de fraude e filtros antiabuso. Todos esses componentes exigem inferência constante de modelos de ML com latência mínima. A Uber processa essas cargas 24 horas por dia em dezenas de cidades ao mesmo tempo, e o custo de inferência é uma das principais linhas do orçamento de nuvem da empresa. Reduzir essa linha em 20-30% significa dezenas de milhões de dólares de economia por ano.

Para Google e Oracle, a notícia soa como uma alfinetada pública. As duas empresas ampliam agressivamente sua infraestrutura de IA e disputam clientes corporativos. O Google Cloud aposta em TPUs de quarta geração e em clusters A3 baseados em NVIDIA H100; a Oracle, em superclusters A100/H100, que apresenta como a infraestrutura de IA mais potente da nuvem. A escolha da Uber pela AWS e seus chips próprios sinaliza que a economia da infraestrutura de IA começa a pender para o lado da Amazon.

A Amazon Web Services continua sendo a maior provedora de nuvem, com cerca de 30% do mercado em receita. Mas a IA virou um novo campo de competição: clientes corporativos reestruturam sua infraestrutura e buscam formas de reduzir o custo de inferência. Cada grande migração para o silício próprio da AWS é um sinal de mercado e um caso de marketing para negociar com outras empresas. Nesse sentido, a Uber é a história de vitrine ideal para o time de vendas da Amazon.

A Uber está entre as plataformas tecnicamente mais exigentes do mundo. A empresa processa milhões de viagens por dia em mais de 70 países, opera Uber Eats e Uber Freight e mantém programas de P&D em larga escala em direção autônoma. Nessa escala, qualquer escolha de plataforma vem depois de uma análise técnica e financeira detalhada. Quando a Uber escolhe um tipo específico de chip de IA, não se trata de parceria de marketing, mas de uma decisão de engenharia com consequências de vários anos.

A ampliação da parceria com a AWS é mais uma evidência de que a corrida por infraestrutura de IA há muito deixou para trás o embate habitual de NVIDIA contra todos os demais. Amazon, Google e Microsoft constroem seus próprios processadores, e as grandes empresas de tecnologia precisam fazer uma escolha concreta: o silício de quem sustentará sua próxima geração de IA. A Uber escolheu a Amazon.

História
ZK
Zhemal Khamidun — CPO da Alpina Digital, gerente de produto do AlpinaGPT. Cria produtos de IA desde 2019. O Hamidun News é um projeto pessoal que virou um agregador em produção com mais de 6.000 leitores.
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