Google e Apple: por que Sundar Pichai tem medo de falar sobre iPhone
Imagine a situação: você está em um encontro e seu parceiro ignora pela décima vez sua pergunta sobre quando conhecerá seus pais. É mais ou menos assim que…
Processado por IA de TechCrunch; editado por Hamidun News
Imagine a situação: você está em um encontro e seu parceiro ignora pela décima vez sua pergunta sobre quando conhecerá seus pais. É mais ou menos assim que os investidores do Alphabet se sentem após a última teleconferência de resultados. Quando analistas perguntaram diretamente a Sundar Pichai sobre o acordo da Apple para integrar o Gemini ao iPhone, ele simplesmente mudou de assunto. Sem confirmações, sem negações, apenas frases padrão sobre o quanto o Google adora parcerias. Mas no mundo das grandes tecnologias, tal silêncio geralmente significa ou um sucesso muito grande ou problemas muito sérios.
O contexto aqui importa mais do que qualquer comunicado de imprensa oficial. Durante décadas, o Google vem pagando à Apple dezenas de bilhões de dólares por ano apenas para permanecer o mecanismo de busca padrão no Safari. Este foi o acordo mais estável e lucrativo na história do Vale do Silício. Mas chegou a era da IA generativa, e as regras antigas não funcionam mais. Agora a Apple precisa não apenas de uma barra de pesquisa, mas de um poderoso modelo de linguagem que traga o Siri à vida e torne o iPhone "inteligente" novamente. E se o Google não se tornar esse mecanismo, seu lugar será prontamente ocupado pelo OpenAI ou até mesmo pela Anthropic.
Por que Pichai está em silêncio agora? A resposta reside no âmbito legal. O Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) há muito tempo observa o monopólio do Google em buscas. Um novo acordo com a Apple no espaço de IA poderia se tornar uma bandeira vermelha para os reguladores. Se o Google se tornar o fornecedor exclusivo de IA para um bilhão de iPhones, as autoridades antitruste verão isso como uma tentativa de sufocar a concorrência em seu nascimento. Por isso qualquer palavra descuidada do CEO em uma chamada com investidores poderia ser usada em tribunal contra a própria empresa.
Por outro lado, é possível que as negociações estejam difíceis. Tim Cook é conhecido por sua dureza: a Apple não gosta de depender de tecnologia de terceiros. Cupertino provavelmente exige tal nível de controle sobre dados e privacidade que o Google simplesmente não pode fornecer sem danificar seus algoritmos de publicidade. Enquanto os investidores atualizam nervosamente seus feeds de notícias, o Google está tentando sentar em duas cadeiras: mostrar que são líderes em LLMs, enquanto não parecem um monopolista agressivo capturando o mercado de smartphones.
Para o usuário comum, esse drama corporativo significa uma coisa — estamos nos aproximando do momento em que seu telefone se tornará um verdadeiro assistente pessoal. Se será o Gemini ou algum sistema híbrido da própria Apple ficará claro em junho na conferência WWDC. Até então, Sundar Pichai provavelmente continuará demonstrando façanhas de diplomacia, evitando respostas diretas. Mas você não consegue guardar um segredo por muito tempo: ou o Google entra em cada iPhone, ou começa a perder lentamente o mercado móvel.
O principal: o Alphabet não pode perder a batalha pelo iPhone, mas é cedo demais para falar em vitória. Esperando pela resolução na WWDC?
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