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Positron contra Nvidia: $230 milhões em tentativa de destituir o rei

Imagine que você decide abrir um café bem em frente ao McDonald's, só que em vez de hambúrgueres você tem as mais complexas arquiteturas de semicondutores, e…

Processado por IA de Bloomberg Tech; editado por Hamidun News
Positron contra Nvidia: $230 milhões em tentativa de destituir o rei
Fonte: Bloomberg Tech. Colagem: Hamidun News.
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Imagine que você decide abrir um café bem em frente ao McDonald's, só que em vez de hambúrgueres você tem as mais complexas arquiteturas de semicondutores, e em vez do palhaço Ronald você tem Jensen Huang em seu invariável casaco de couro. É mais ou menos assim que parece a entrada da startup Positron no mercado de chips de IA. Em uma indústria onde o domínio da Nvidia parece quase divino, o surgimento de um novo jogador com um cheque de 230 milhões de dólares parece ser ou coragem insana ou uma estratégia muito bem calculada.

O status de "unicórnio" com avaliação acima de um bilhão de dólares agora está oficialmente confirmado para a Positron, e este evento nos força a olhar mais atentamente o equilíbrio de poder no Vale do Silício.

O que é interessante não é apenas o volume de investimentos, mas também a lista de quem assinou os cheques. A participação do gigante britânico Arm é um sinal claro. A empresa cuja arquitetura alimenta quase todos os smartphones do mundo claramente quer ganhar uma fatia maior do bolo dos data centers. A Arm permaneceu por muito tempo à sombra da Nvidia quando se trata de computação pesada para treinamento de modelos, mas agora parece que decidiram agir através de startups proxy. Acompanhados pelo fundo soberano do Catar, o que sublinha uma tendência global: os países do Golfo Pérsico não querem mais ser apenas consumidores de tecnologia, querem possuir fábricas e patentes.

Por que isso importa agora? Estamos em uma fase em que o "imposto da Nvidia" se tornou muito oneroso para todos — desde startups até gigantes da nuvem. Todos estão procurando uma alternativa, mas o problema dos concorrentes sempre se resumiu menos ao hardware do que ao software. A plataforma CUDA da Nvidia se tornou um padrão industrial, e retreinar engenheiros para novos chips é uma tarefa cara e ingrata. A Positron afirma que sua arquitetura oferecerá não apenas poder bruto, mas flexibilidade que as soluções atuais carecem. No entanto, a história conhece dezenas de "assassinos da Nvidia" que terminaram sua jornada nos arquivos do escritório de patentes.

A competição em hardware é um jogo longo. Desenvolver um chip leva anos, e o ciclo de produção nas fábricas TSMC está programado com estações de antecedência. A Positron terá que fazer mais do que mostrar gráficos bonitos nas apresentações — terá que provar que seu silício pode funcionar em escala através de milhares de nós sem superaquecer e sem exigir uma reescrita de metade do código nas bibliotecas modernas. Para o mercado, isso é ótimo: o monopólio sempre leva à estagnação de preços e falta de inovação. Mesmo que a Positron não consiga capturar 20% do mercado, sua mera existência força a Nvidia a correr mais rápido e talvez aumentar um pouco menos os preços.

Nos próximos anos veremos o que se torna desses 230 milhões. Ou um produto real que faz os provedores de nuvem pensarem em trocar de fornecedor, ou outra história de cautela sobre como é difícil lutar contra efeitos de rede. Por enquanto, a Positron conquistou o principal — uma votação de confiança de quem entende arquitetura de processadores melhor que qualquer outro no mundo. Isso lhes dá o direito de fazer o primeiro movimento neste jogo de xadrez contra Jensen Huang.

Resumo: Arm e Catar estão apostando que o mundo está cansado do monopólio da Nvidia. A Positron consegue oferecer algo além de ambição?

ZK
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