Oracle transporta gás em caminhões para data centers de IA a 4 vezes o preço do hub
A Oracle se viu diante de uma escassez de infraestrutura de gasodutos para seus data centers de IA e resolveu o problema de um jeito pouco convencional: transportando gás natural comprimido (GNC) em caminhões. A entrega custa 4 vezes mais que o gás nos hubs, mas a empresa prefere isso a esperar a construção de novos gasodutos. Na Europa o problema é o mesmo, mas as soluções são diferentes. A Espanha propõe uma exigência: novos data centers com mais de 1 MW de potência devem obter 80% da energia de fontes renováveis ou perdem o direito de conexão à rede. • Exemplos: a unidade da Oracle perto de Salt Lake City (Utah) recebeu gás por caminhão por mais de um ano; o campus da OpenAI no Texas e o Project Jupiter no Novo México são abastecidos por entregas da Certarus e da VoltaGrid • Dificuldades europeias: a Dinamarca parou de aceitar pedidos com uma fila de 60 GW contra uma demanda de pico de 7 GW • O projeto britânico Nscale (£2 bilhões, com a Microsoft como inquilina-âncora) foi adiado para 2027
Processado por IA de TNW; editado por Hamidun News
A Oracle enfrenta um problema agudo: seus data centers de IA crescem mais rápido do que os gasodutos conseguem ser construídos. A empresa escolheu um caminho pouco convencional: transportar gás natural comprimido (GNC) em caminhões até suas instalações. Isso custa 4 vezes mais do que o gás convencional, mas é mais barato do que esperar pela infraestrutura.
Considerando mão de obra, equipamentos e combustível dos caminhões, a entrega sai cerca de 4 vezes mais cara do que o gás em um grande hub, segundo cálculos da East Daley Analytics para a Bloomberg. Um único caminhão-tanque grande fornece capacidade de 100 MW por aproximadamente 40 minutos. A Oracle já usa essa logística em vários locais e planeja expandi-la.
Exemplos práticos e fornecedores
O sistema é chamado de "gasoduto virtual": o gás é retirado da rede principal, comprimido em um caminhão-tanque móvel, transportado por distâncias de horas de viagem e depois descarregado no local.
Unidades específicas: • A unidade da Oracle perto de Salt Lake City (Utah) recebeu gás por caminhão por mais de um ano enquanto esperava a conexão ao gasoduto principal • O campus da OpenAI no condado de Shackelford, Texas, é abastecido por entregas da VoltaGrid • O Project Jupiter, no Novo México, vai passar a usar entregas por caminhão, já que o New Mexico State Land Office negou duas vezes à Energy Transfer o direito de passagem para um gasoduto
Fornecedores: a Certarus atende as entregas em Utah, a VoltaGrid atende o Texas.
O Project Jupiter deve entrar em operação em fevereiro de 2027 e funcionará com 2,45 GW movidos a gás. A Oracle enviou ao desenvolvedor um aviso de força maior devido à falta de infraestrutura. O fluxo de caixa da empresa continua negativo e assim permanecerá até a conclusão de todos os projetos — uma pressão que influencia todas as suas decisões.
A Europa escolhe a regulação
O gargalo na infraestrutura energética é o mesmo nos dois lados do Atlântico, mas as soluções são radicalmente diferentes.
No Reino Unido: • O projeto Nscale, de £2 bilhões, no condado de Essex (com a Microsoft como inquilina-âncora), foi adiado para 2027 • A fila para conexão à rede pode se estender por uma década
Na Dinamarca a situação é crítica: • A Energinet suspendeu completamente a aceitação de pedidos de conexão para novos data centers • A fila chega a 60 GW, contra uma demanda de pico nacional de apenas 7 GW
A Espanha optou por uma regulação rígida. Uma proposta de decreto real exige que novos data centers com mais de 1 MW de potência sejam abastecidos exclusivamente por fontes renováveis. O descumprimento significa a perda do direito de conexão à rede. Projetos já em processo de licenciamento têm 6 meses para se adaptar, sem compensação.
A IA desencadeou um boom de construção em infraestrutura energética antes mesmo de as entregas por caminhão começarem. Mas a escassez continua aguda nos dois lados do Atlântico. A Oracle paga pela logística, a Espanha impõe exigências de renováveis, a Dinamarca fecha sua fila. Cada um administra a crise de infraestrutura do seu próprio jeito.
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Perguntas frequentes sobre a notícia
O que se sabe sobre Exemplos práticos e fornecedores?
O sistema é chamado de "gasoduto virtual": o gás é retirado da rede principal, comprimido em um caminhão-tanque móvel, transportado por distâncias de horas de viagem e depois descarregado no local. Unidades específicas: A unidade da Oracle perto de Salt Lake City (Utah) recebeu gás por caminhão por mais de um ano enquanto esperava a conexão ao gasoduto principal O campus da OpenAI no condado de Shackelford, Texas, é abastecido por entregas da VoltaGrid O Project Jupiter, no Novo México, vai passar a usar entregas por caminhão, já que o New Mexico State Land Office negou dua
O que se sabe sobre A Europa escolhe a regulação?
O gargalo na infraestrutura energética é o mesmo nos dois lados do Atlântico, mas as soluções são radicalmente diferentes. No Reino Unido: O projeto Nscale, de £2 bilhões, no condado de Essex (com a Microsoft como inquilina-âncora), foi adiado para 2027 A fila para conexão à rede pode se estender por uma década Na Dinamarca a situação é crítica: A Energinet suspendeu completamente a aceitação de pedidos de conexão para novos data centers A fila chega a 60 GW, contra uma demanda de pico nacional de apenas 7 GW A Espanha optou por uma regulação rígida. Uma proposta de decreto
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