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Netflix e Tencent pagam metade dos direitos esportivos na Ásia, num mercado de US$ 6 bilhões

Segundo a Bloomberg, as plataformas de streaming, da Netflix à chinesa Tencent Holdings, já respondem por metade de todos os pagamentos por transmissões esportivas na Ásia. O mercado asiático de direitos esportivos é estimado em cerca de US$ 6 bilhões. As emissoras de TV tradicionais perdem espaço para os serviços digitais, que compram direitos de conteúdo ao vivo. • O streaming responde por cerca de 50% dos pagamentos por direitos esportivos na Ásia. • O mercado é estimado em cerca de US$ 6 bilhões. • Entre os maiores pagadores estão Netflix e Tencent.

Processado por IA de Bloomberg Tech; editado por Hamidun News
Netflix e Tencent pagam metade dos direitos esportivos na Ásia, num mercado de US$ 6 bilhões
Fonte: Bloomberg Tech. Colagem: Hamidun News.
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Os serviços de streaming, da Netflix Inc. à chinesa Tencent Holdings Ltd., já pagam metade de todas as taxas por transmissões esportivas na Ásia. A informação é da Bloomberg. O mercado de direitos esportivos da região é estimado em cerca de US$ 6 bilhões. Se os dois números se referem ao mesmo período, as plataformas digitais respondem por algo em torno de US$ 3 bilhões. Para uma região em que, até pouco tempo atrás, os principais compradores eram as emissoras nacionais e a TV paga, a mudança é significativa.

O que se sabe da publicação

O trecho disponível da reportagem da Bloomberg traz pouco detalhe. Não há menção a campeonatos, países, divisão por plataforma nem ao período a que se referem os US$ 6 bilhões. Por isso, os números servem como referência da estrutura do mercado, e não como orçamento exato. A conclusão central do veículo é uma só: os serviços digitais se tornaram a maior força na compra de direitos esportivos no mercado asiático.

Principais parâmetros da publicação:

  • volume do mercado asiático de direitos esportivos: cerca de US$ 6 bilhões;
  • participação dos serviços de streaming nos pagamentos totais: metade;
  • entre os players citados: Netflix e Tencent Holdings;
  • conclusão da Bloomberg: os serviços digitais estão virando de cabeça para baixo a mídia tradicional em todo o mundo.

Por que as plataformas querem esporte

O esporte continua sendo um dos poucos tipos de conteúdo que as pessoas assistem ao vivo, e não depois, em gravação. Ele reúne uma grande audiência ao mesmo tempo e funciona bem para publicidade. Para um serviço de streaming, é uma forma de reter assinantes e reduzir o cancelamento entre grandes estreias de séries.

A Netflix começou a comprar eventos ao vivo de forma ativa há pouco tempo: jogos de NFL no Natal, o show de luta livre WWE Raw e boxe. A Tencent transmite esportes na China há bastante tempo e conta com a enorme base de usuários de seus serviços. As duas empresas têm modelos e mercados diferentes, mas a lógica é a mesma: quem compra direitos esportivos é quem consegue monetizá-los por meio de assinatura, publicidade ou ecossistema.

As plataformas também têm uma vantagem tecnológica. Elas sabem o que cada usuário assiste, podem personalizar o feed, exibir anúncios diferentes e integrar as transmissões a um aplicativo com outros serviços. A televisão tradicional entrega isso com menos eficiência.

Quem perde espaço

As emissoras tradicionais estavam acostumadas a ser as principais compradoras de direitos. Agora, precisam competir com empresas que têm outra estrutura de receita e outra disposição para pagar. Uma emissora de TV conta audiência e intervalos comerciais. O streaming conta assinaturas, tempo no aplicativo e vendas dentro do ecossistema. Com modelos tão diferentes, o preço dos direitos pode subir mais rápido do que o antigo comprador consegue acompanhar.

Segundo a Bloomberg, o processo não se limita à Ásia e acontece em todo o mundo. Ainda assim, a Ásia é um caso especialmente revelador: o mercado é grande, a audiência é heterogênea e as emissoras locais historicamente dividiam os direitos por país e idioma. Uma grande plataforma com alcance regional pode oferecer à liga um contrato único, em vez de uma dezena de contratos separados.

Conclusões práticas

Para ligas e organizadores de torneios, o aumento no número de compradores significa mais concorrência pelos direitos e formatos de negociação mais flexíveis: jogos avulsos, janelas exclusivas, pacotes para streaming. As emissoras de TV têm uma escolha pela frente: dividir os direitos com as plataformas, migrar para torneios de nicho ou lançar seus próprios serviços digitais. Os anunciantes precisam rever seus orçamentos. Parte da audiência esportiva já assiste às partidas em aplicativos, onde há análise de dados mais precisa.

Ainda não está claro se essa estrutura é sustentável. Se os gastos com direitos continuarem crescendo mais rápido do que a receita com assinaturas, parte das plataformas pode rever o apetite. Vale acompanhar os novos contratos, a participação da publicidade nas transmissões de streaming e o comportamento das emissoras locais na renovação dos direitos.

ZK
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