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Reino Unido vai restringir cláusulas de não concorrência após reclamações de startups de IA

O Reino Unido pretende restringir as cláusulas de não concorrência, que obrigam o funcionário a cumprir um período de espera antes de trocar de emprego ou abrir a própria empresa. A informação é da Bloomberg, com base em declaração de Burnham. A pressão partiu de startups de tecnologia e de IA. Elas afirmam que essas condições dificultam a contratação de engenheiros experientes e o lançamento de novos projetos. Os prazos, a duração máxima do período de espera e o formato da reforma ainda não foram divulgados. • Objetivo: limitar os períodos de espera na troca de emprego e na abertura de startups • Quem pede a mudança: startups de tecnologia e de IA do Reino Unido • Detalhes e prazos da reforma ainda não foram informados

Processado por IA de Bloomberg Tech; editado por Hamidun News
Reino Unido vai restringir cláusulas de não concorrência após reclamações de startups de IA
Fonte: Bloomberg Tech. Colagem: Hamidun News.
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O governo do Reino Unido prepara restrições às cláusulas de não concorrência (non-compete): condições de contratos de trabalho que obrigam o funcionário a cumprir um período de espera antes de ir para outro empregador ou fundar a própria empresa. A informação é da Bloomberg, com base em declaração de Burnham. O motivo foram as críticas de startups de tecnologia e de IA. O anúncio divulgado não traz números: nem a duração máxima do período de espera, nem a data de entrada em vigor, nem o formato da reforma.

O que se sabe até agora

Os fatos ainda são escassos. O governo reconhece o problema e promete conter uma prática que, segundo a fonte, gerou insatisfação entre as startups de tecnologia britânicas. Não está claro se haverá uma proibição total, como na Califórnia, ou apenas um teto para o prazo. Também não está claro se a reforma alcançará contratos já assinados.

Vale lembrar o histórico. A ideia de limitar as cláusulas de não concorrência no Reino Unido é discutida há mais de um ano. Em 2023, o governo da época anunciou a intenção de limitá-las a três meses, mas a proposta não virou lei. As consultas seguintes também não levaram a um resultado rápido. A declaração atual parece uma tentativa de, enfim, levar o tema a uma decisão.

Por que isso pesa especialmente para a IA

Na indústria de IA, o valor de uma empresa muitas vezes se apoia em algumas dezenas de pesquisadores e engenheiros. Quando um deles sai, leva junto o conhecimento sobre como treinar modelos, construir infraestrutura e otimizar inferência. Por isso, os grandes laboratórios protegem seus quadros com rigidez. Períodos de espera de alguns meses, às vezes de até um ano, costumam vir combinados com o garden leave (afastamento remunerado): a pessoa continua no quadro e recebe salário, mas não pode trabalhar.

Para uma startup, esse arranjo significa três problemas:

  • não dá para contratar rapidamente um especialista de peso: ele fica "congelado" por seis meses ou mais, e o mercado de IA muda mais depressa que isso;
  • não dá para lançar rapidamente a própria empresa quando os fundadores saem de laboratórios e de grandes empresas de tecnologia;
  • não dá para competir em salários com quem está disposto a pagar durante o período de espera, enquanto o candidato não produz nada.

Como resultado, o talento migra para jurisdições onde é possível trabalhar de imediato. A Califórnia há muito tempo não reconhece essas cláusulas, e São Francisco leva vantagem sobre Londres justamente em velocidade. A tentativa americana de impor uma proibição nacional por meio da FTC, em 2024, ficou emperrada na Justiça, e nos EUA o tema continua restrito, em grande parte, ao nível estadual.

O que continua sem resposta

Ainda não está claro o quanto a reforma vai mudar o cenário. As principais perguntas:

  • Prazo máximo do período de espera: três meses, como se propôs antes, ou menos?
  • Exceções: as cláusulas serão mantidas para executivos de alto escalão e para casos ligados a segredo comercial?
  • Mecanismo: uma lei, emendas a normas trabalhistas já em discussão ou códigos voluntários?
  • Período de transição: quanto tempo os empregadores terão para revisar os contratos?

Dessas respostas depende se engenheiros comuns sentirão a diferença ou apenas os fundadores de startups. Também importa a fronteira com a proteção de segredo comercial e com a proibição de aliciar clientes: se o prazo da cláusula de não concorrência for reduzido, os empregadores provavelmente vão reforçar esses instrumentos.

Conclusões práticas

Fundadores de startups de IA britânicas devem rever desde já seus modelos de contrato: períodos de espera longos para funcionários passarão a ser um risco jurídico e de reputação. Quem contrata profissionais de grandes laboratórios deve conferir com antecedência as condições dos contratos atuais deles e incluir uma margem de prazo no plano de contratação enquanto as regras não estiverem definidas. Investidores e advogados precisam acompanhar a divulgação dos detalhes da reforma: deles depende o quanto Londres conseguirá competir com a Califórnia por fundadores e pesquisadores. Enquanto o texto não for publicado, as cláusulas em vigor continuam valendo.

ZK
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