Avito cria o Aviflow: plataforma de ML para treinamento distribuído de LLMs em HGX
Pavel, desenvolvedor sênior da plataforma de ML da Avito, transformou sua palestra na Kuber Conf em um artigo no Habr. Ele descreve o caminho da empresa, que saiu do DevBox, máquinas dedicadas com acesso por SSH, para o Aviflow, uma plataforma cloud-native. Ela serve para o treinamento distribuído de LLMs em hardware HGX. A chegada dos grandes modelos de linguagem trouxe ferramental específico para a equipe e complicou o trabalho. Por isso, a plataforma passou a substituir o trabalho manual. • Antes: DevBox, SSH e execução manual de tarefas. • Agora: Aviflow, plataforma cloud-native. • O treinamento de LLMs é iniciado sem a trabalheira manual com máquinas.
Processado por IA de Хабр: Машинное обучение; editado por Hamidun News
A Avito saiu de máquinas dedicadas com acesso por SSH e chegou ao Aviflow, plataforma cloud-native própria na qual treina grandes modelos de linguagem. Pavel, desenvolvedor sênior da plataforma de ML, trabalha com MLOps há um ano e meio. Ele apresentou uma palestra na Kuber Conf e a reescreveu como artigo no Habr. O título promete «treinamento de LLM com um clique» em servidores HGX. A parte visível do material termina na história da plataforma, então ainda não há números concretos sobre a quantidade de nós e GPUs. Em compensação, o texto descreve bem a evolução pela qual passam muitas empresas com uma equipe de ML em crescimento.
Como tudo começou: DevBox e SSH
Quando a Avito tinha poucos cientistas de dados, cada um trabalhava com seu próprio conjunto de ferramentas. A principal era o DevBox, uma máquina dedicada. O especialista entrava nela por SSH, montava datasets, treinava modelos e fazia o resto do trabalho na mão. Enquanto há poucas pessoas, o esquema é tolerável. A máquina fica atrelada a um profissional, não há conflito por recursos, e um único administrador resolve qualquer problema.
Depois, o número de especialistas e de áreas cresceu. Os colegas passaram a bloquear máquinas inteiras e a executar tarefas manualmente. As GPUs ficavam ociosas entre os treinamentos, e a fila virou uma troca de mensagens em chats.
As LLMs trouxeram mais caos
Sobre essa base, a empresa passou a trabalhar também com LLMs. Segundo o autor, a LLM tem ferramental próprio e não facilitou a vida de ninguém. O motivo fica claro pela natureza da tarefa. O modelo não cabe em uma única placa ou leva tempo demais para treinar, então são necessárias várias GPUs, muitas vezes em vários nós. Nesse cenário, o DevBox deixa de funcionar como unidade de recurso. É preciso ter um escalonador, isolamento de ambientes, execuções reproduzíveis e relatórios claros de utilização.
A resposta da Avito se chama Aviflow. É uma plataforma cloud-native em que o treinamento é descrito como uma tarefa, e não como um conjunto de ações manuais em uma máquina específica.
Por que HGX e Kubernetes
HGX é a plataforma de servidor de referência da NVIDIA, normalmente com oito GPUs conectadas por um barramento de alta velocidade NVLink via NVSwitch. Para o treinamento distribuído, a conectividade é o ponto central. Os gradientes precisam ser sincronizados rapidamente, senão as GPUs ficam esperando umas pelas outras. A palestra aconteceu na Kuber Conf, o que indica que a orquestração é construída em torno do Kubernetes e que os servidores HGX viram um pool de recursos, e não máquinas pessoais.
Principais fatos da parte disponível do material:
- Autor: Pavel, desenvolvedor sênior da plataforma de ML da Avito, há um ano e meio em MLOps.
- Plataforma: Aviflow, cloud-native.
- Antecessor: DevBox, máquinas dedicadas com acesso por SSH.
- Hardware: servidores HGX.
- Objetivo: treinamento distribuído de LLMs.
- Formato: palestra na Kuber Conf e análise no Habr, com gravação em vídeo disponível.
O que você pode aproveitar
A história da Avito mostra uma trajetória típica, e dá para usá-la para comparar com a sua própria equipe. Se os especialistas combinam o uso de GPUs por mensageiro, a plataforma já é necessária. Se é preciso SSH para iniciar um treinamento, é hora de migrar para a descrição declarativa de tarefas. Se a LLM surgiu na equipe como uma ilha separada, vale decidir desde já como as tarefas dela vão conviver no cluster compartilhado.
A ordem prática de ação é esta: primeiro um pool comum de GPUs e uma fila, depois ambientes padronizados e, por fim, execução distribuída e monitoramento. Começar pelo «botão» não faz sentido se não houver contabilização de recursos por trás dele.
Para os detalhes, incluindo a arquitetura do Aviflow, o esquema de escalonamento e os resultados, é preciso ler o texto completo no Habr ou assistir à gravação da palestra. É ali que devem estar os números de utilização e de velocidade de execução, que não aparecem na parte de divulgação.
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