Kleiner Perkins aposta em IA física como fonte das próximas empresas de US$ 1 trilhão

Em entrevista à Bloomberg Tech, Ilya Fushman, sócio da Kleiner Perkins, afirmou que a IA apenas começa a reconfigurar a economia. Ele enxerga oportunidades em toda a cadeia: de modelos de fronteira, no nível da Anthropic, a agentes de consumo, carros autônomos e robótica. Segundo ele, a IA física pode dar origem às próximas empresas avaliadas em 1 trilhão de dólares. Fushman também destacou o crescimento acelerado das principais empresas privadas de IA e disse estar mais otimista com os mercados de IPO e M&A. • Estágio inicial: a IA ainda não revelou todo o seu potencial econômico. • Principal aposta do fundo: IA física, ou seja, transporte autônomo e robôs. • Janela de saídas: cresce o otimismo com IPOs e operações de fusões e aquisições.

Processado por IA de Bloomberg Tech; editado por Hamidun News
Kleiner Perkins aposta em IA física como fonte das próximas empresas de US$ 1 trilhão
Fonte: Bloomberg Tech. Colagem: Hamidun News.
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Estágio iniciala IA ainda não revelou todo o seu potencial econômico.
Principal aposta do fundoIA física, ou seja, transporte autônomo e robôs.
Janela de saídascresce o otimismo com IPOs e operações de fusões e aquisições.

Ilya Fushman, sócio da Kleiner Perkins, afirmou no programa Bloomberg Tech, com Ed Ludlow, que a IA ainda está em um estágio inicial da reestruturação da economia. Na avaliação dele, as próximas empresas de 1 trilhão de dólares podem surgir na IA física: carros autônomos e robótica. Ao mesmo tempo, ele está bem mais otimista em relação aos mercados de IPO e M&A. Para um fundo de venture capital, é um sinal importante: as apostas se distribuem por toda a cadeia, e as saídas, ao que tudo indica, ficam mais realistas.

Uma ressalva importante: só foi publicado o anúncio da entrevista. Ele não traz números sobre avaliações de empresas, tamanho do fundo ou prazos de IPO. A seguir, o que é possível afirmar com base no que foi dito e a nossa leitura do contexto.

Quatro camadas de uma mesma aposta

Fushman cita vários níveis do mercado. Há os modelos de fronteira, com a Anthropic como exemplo. Há os agentes de consumo, ou seja, uma IA que age em nome do usuário, e não apenas responde a perguntas. Há os carros autônomos: no título da matéria, a Waymo aparece ao lado da Anthropic. E há a robótica.

A lógica é bastante clara. Os modelos fornecem a inteligência, os agentes a levam ao grande público, e o transporte autônomo e os robôs a transferem para o mundo físico. A última camada é a que exige mais capital e a mais lenta, mas é justamente ela que Fushman aponta como possível fonte dos próximos trilionários. A barra é alta: esse clube reúne hoje poucas das maiores corporações de tecnologia, e todas cresceram com software, nuvem ou chips.

Empresas privadas de IA e a janela de saída

Outra tese trata do crescimento acelerado das principais empresas privadas de IA. Para o fundo, a conta é direta: quanto maiores as avaliações e a receita das empresas do portfólio, mais urgente a questão de como e quando os investidores vão receber o dinheiro de volta. Fushman diz ver motivos para otimismo tanto em IPOs quanto em M&A.

São dois canais distintos. O IPO serve a grandes empresas, com receita previsível e disposição para viver sob a exigência de divulgação pública de resultados. O M&A também interessa a empresas de porte médio: uma startup com time ou tecnologia fortes pode ser adquirida por uma plataforma que precisa de talentos, dados ou capacidade computacional. Se os dois canais estiverem abertos, o ciclo de venture capital se fecha, e os fundos ficam mais dispostos a participar de grandes rodadas em estágio avançado.

Principais pontos da entrevista

  • Estágio do mercado: a IA está no início da transformação da economia.
  • Abrangência: modelos de fronteira, agentes de consumo, carros autônomos, robótica.
  • Ênfase principal: IA física como possível fonte de empresas de 1 trilhão de dólares.
  • Dinâmica: crescimento acelerado das principais empresas privadas de IA.
  • Saídas: otimismo com IPO e M&A, com os dois canais no radar.
  • Formato: entrevista à Bloomberg Tech, apresentada por Ed Ludlow, em 9 de outubro de 2026.

O que observar daqui para frente

As declarações de um sócio de fundo continuam sendo o ponto de vista de uma parte interessada: a Kleiner Perkins ganha com a alta das avaliações. Por isso, é mais útil acompanhar sinais verificáveis do que a retórica.

Primeiro: a economia de uma corrida ou de um robô. Enquanto a IA física esbarrar no custo de hardware, na regulação e na velocidade de escala, a avaliação de 1 trilhão de dólares continua sendo uma hipótese. Segundo: pedidos reais de IPO e grandes operações de M&A entre empresas de IA. Elas vão mostrar se o otimismo do fundo coincide com a disposição do mercado de pagar. Terceiro: para onde o capital está indo dentro da pilha. Se as rodadas em robótica e transporte autônomo começarem a alcançar as de modelos, a previsão de Fushman ganha respaldo.

Para fundadores, a conclusão prática é simples: fundos do porte da Kleiner Perkins estão dispostos a olhar além de modelos e aplicativos, mas esperam um caminho claro para escala. Para quem acompanha o setor, o principal é que o centro de gravidade dos investimentos em IA está migrando aos poucos das janelas de chat para o mundo físico.

História

Perguntas frequentes sobre a notícia

O que se sabe sobre Quatro camadas de uma mesma aposta?

Fushman cita vários níveis do mercado. Há os modelos de fronteira, com a Anthropic como exemplo. Há os agentes de consumo, ou seja, uma IA que age em nome do usuário, e não apenas responde a perguntas. Há os carros autônomos: no título da matéria, a Waymo aparece ao lado da Anthropic. E há a robótica. A lógica é bastante clara. Os modelos fornecem a inteligência, os agentes a levam ao grande público, e o transporte autônomo e os robôs a transferem para o mundo físico. A última camada é a que exige mais capital e a mais lenta, mas é justamente ela que Fushman aponta como pos

O que se sabe sobre Empresas privadas de IA e a janela de saída?

Outra tese trata do crescimento acelerado das principais empresas privadas de IA. Para o fundo, a conta é direta: quanto maiores as avaliações e a receita das empresas do portfólio, mais urgente a questão de como e quando os investidores vão receber o dinheiro de volta. Fushman diz ver motivos para otimismo tanto em IPOs quanto em M&A. São dois canais distintos. O IPO serve a grandes empresas, com receita previsível e disposição para viver sob a exigência de divulgação pública de resultados. O M&A também interessa a empresas de porte médio: uma startup com time ou tecnologi

O que se sabe sobre Principais pontos da entrevista?

Estágio do mercado: a IA está no início da transformação da economia. Abrangência: modelos de fronteira, agentes de consumo, carros autônomos, robótica. Ênfase principal: IA física como possível fonte de empresas de 1 trilhão de dólares. Dinâmica: crescimento acelerado das principais empresas privadas de IA. Saídas: otimismo com IPO e M&A, com os dois canais no radar. Formato: entrevista à Bloomberg Tech, apresentada por Ed Ludlow, em 9 de outubro de 2026.

ZK
Zhemal Khamidun — CPO da Alpina Digital, gerente de produto do AlpinaGPT. Cria produtos de IA desde 2019. O Hamidun News é um projeto pessoal que virou um agregador em produção com mais de 6.000 leitores.
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