Analista cria com o Claude um editor UML com diagramas GOST: primeira versão em 2 horas
Um analista de sistemas não conseguiu abrir o plantuml.com a partir da Rússia e não queria instalar Java, plugin de IDE ou VPN no computador de trabalho. Ele criou com o Claude, em vibe coding, o editor de navegador umleditor.ru. A primeira versão funcional ficou pronta em duas horas. Depois vieram fluxogramas GOST com renderizador próprio, um editor de JSON e um guia com 70+ páginas. Os diagramas são desenhados por um servidor PlantUML próprio, hospedado em Moscou, e por isso o código dos diagramas não vai para serviços de terceiros. Não é preciso se cadastrar. • O Claude escreveu o site inteiro, da interface aos scripts de servidor e aos textos do guia. • O humano pagou pelo servidor, comprou o domínio e digitou as senhas. • O código dos diagramas permanece no servidor em Moscou.
Processado por IA de Habr AI; editado por Hamidun News
Um analista de sistemas precisava de um editor UML que abrisse a partir da Rússia e não exigisse instalar nada no computador de trabalho. Como não encontrou uma opção pronta, montou a sua com o Claude. A primeira versão funcional do umleditor.ru ficou pronta em duas horas. Hoje o site tem fluxogramas GOST com renderizador próprio, um editor de JSON e um guia com 70+ páginas. Os diagramas são desenhados por um servidor PlantUML hospedado em Moscou.
De onde veio a demanda
Diagramas UML fazem parte da rotina de um analista de sistemas. O site oficial plantuml.com não abre a partir da Rússia. Sobram as opções locais: Java, plugin de IDE ou VPN. O autor não queria nenhuma delas, sobretudo em um computador corporativo.
A solução foi simples: um editor no navegador. O código PlantUML é escrito à esquerda, e o diagrama aparece imediatamente à direita. Não há cadastro. O autor destaca ainda a privacidade. A renderização acontece em um servidor próprio em Moscou, e o texto dos diagramas, que muitas vezes contém nomes de sistemas, integrações e serviços internos, não chega a plataformas de terceiros. Para um analista que desenha diagramas de projetos de trabalho, esse argumento pesa mais do que a conveniência da interface.
Quem fez o quê
O autor descreve a divisão de trabalho de forma direta. O Claude escreveu a interface, a parte de servidor, os scripts para o servidor e até os textos do guia. Ele próprio explicava o que queria, avaliava o resultado e pedia ajustes. Também cuidava do que uma rede neural não pode fazer: pagar pela hospedagem, comprar o domínio e digitar as senhas.
O último ponto é mais importante do que parece. O modelo cobre quase todo o ciclo de desenvolvimento, mas o acesso a dinheiro, contas e infraestrutura continua com o humano. É justamente nessa fronteira que costuma ficar a responsabilidade pelo projeto.
Principais parâmetros do projeto, segundo a descrição do autor:
- primeira versão funcional: cerca de duas horas;
- formato: editor UML web, com o diagrama atualizado conforme o código é digitado;
- renderização: servidor PlantUML próprio em Moscou;
- cadastro: não é necessário;
- extras: fluxogramas GOST com renderizador próprio, editor de JSON;
- guia: 70+ páginas;
- autoria do código: Claude, incluindo scripts de servidor e textos.
O que há de mais interessante
Pelo que a descrição indica, a parte menos trivial do projeto são os fluxogramas GOST. O PlantUML desenha diagramas em seu próprio estilo, enquanto os padrões russos exigem formas e um acabamento específicos. Por isso o autor precisou de um renderizador separado. Para analistas de sistemas que entregam documentação seguindo exigências do cliente ou de projetos governamentais, isso é uma dor real. O diagrama acaba sendo redesenhado manualmente em outro editor.
O artigo original no Habr promete código e números sobre a arquitetura do serviço. O anúncio não traz esses dados, então ainda não dá para avaliar a carga, o custo do servidor nem a qualidade do renderizador GOST. Também não está claro como o serviço lida com um grande volume de requisições nem quais medidas de proteção existem no servidor público de renderização. São perguntas padrão para qualquer servidor PlantUML aberto.
O que tirar disso
O projeto mostra um cenário viável para um profissional sem equipe de desenvolvimento. Escolhe-se uma tarefa específica da própria área, descreve-se a solução ao modelo e verifica-se o resultado manualmente. A barreira de entrada é baixa: duas horas até a primeira versão.
Conclusões práticas:
- se uma ferramenta de trabalho está inacessível por sanções ou bloqueios, hospedar o PlantUML por conta própria em um servidor pequeno continua sendo a forma mais simples de manter o fluxo de trabalho habitual;
- antes de enviar diagramas a qualquer renderizador público, confira se eles não contêm nomes de sistemas internos nem endereços;
- ao fazer vibe coding, decida de antemão o que você mesmo vai fazer: pagamentos, domínios, segredos e acessos é melhor não repassar ao modelo;
- vale testar os diagramas GOST em documentos reais antes de enviá-los ao cliente.
O autor promete uma análise técnica completa em um artigo no Habr.
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