Raimondo alerta: isolacionismo em IA ameaça economia e segurança
A ex-secretária de Comércio dos EUA Gina Raimondo alertou os países, na terça-feira, contra uma abordagem isolacionista para a inteligência artificial. Segundo ela, governos e empresas precisam trabalhar juntos para lidar com os riscos econômicos e de segurança da tecnologia. Raimondo comandou o Departamento de Comércio de 2021 a janeiro de 2025 e foi responsável pelo controle de exportação de chips e pelo programa CHIPS, de $52,7 bilhões. A declaração surge em meio à disputa sobre como dividir o controle da infraestrutura de IA entre os países. • Raimondo se posiciona contra o isolacionismo em IA. • Ela divide os riscos em econômicos e de segurança. • A aposta é na cooperação entre Estados e empresas.
Processado por IA de Bloomberg Tech; editado por Hamidun News
A ex-secretária de Comércio dos EUA Gina Raimondo alertou os países, na terça-feira, 13 de outubro de 2026, contra uma abordagem isolacionista para a inteligência artificial. Segundo ela, governos e empresas devem trabalhar juntos para lidar com os riscos econômicos e as ameaças à segurança que a tecnologia traz. Raimondo chefiou o Departamento de Comércio dos EUA de março de 2021 a janeiro de 2025. Nesse período, a pasta iniciou a distribuição de $52,7 bilhões prevista no CHIPS and Science Act e impôs as restrições mais duras já adotadas à venda de chips avançados de IA para a China.
O que se sabe sobre a declaração
A fonte, a Bloomberg Tech, por enquanto publica apenas um resumo. A tese é uma só: o isolamento não funciona, e é preciso coordenação entre os países e entre o poder público e o setor privado. O texto não detalha a fala, não lista iniciativas concretas nem diz a quem o alerta se dirige, então não convém especular sobre esses pontos. O que importa é o enquadramento. Raimondo identifica dois tipos de risco, os econômicos e os ligados à segurança, e afirma que ambos se resolvem com esforço conjunto, e não com cercas nacionais.
Por que as palavras de
Raimondo pesam mais que uma opinião de especialista comum
Ela não é uma observadora externa, e sim uma das arquitetas do atual cenário do mercado mundial de hardware para IA. Em outubro de 2022, o Departamento de Comércio, sob o comando dela, restringiu a exportação para a China de aceleradores e de equipamentos para fabricação de chips. Foi um dos exemplos mais visíveis de política tecnológica centrada em segurança. Ao mesmo tempo, a pasta também construiu uma frente de parceria: o instituto de segurança de IA ligado ao NIST surgiu em novembro de 2023, e os EUA participaram de cúpulas internacionais sobre segurança de IA.
Por isso, a tese dela não pode ser lida como um apelo à abertura sem condições. Trata-se, antes, da posição de quem combinou restrições com alianças e agora alerta que recuar por completo para circuitos nacionais sairá caro.
Contexto em números
- Março de 2021 – janeiro de 2025: período de Raimondo como secretária de Comércio dos EUA.
- $52,7 bilhões: volume total do CHIPS and Science Act, assinado em agosto de 2022, dos quais cerca de $39 bilhões são destinados a incentivos à produção de chips.
- Outubro de 2022: primeiro grande pacote de restrições à exportação de chips avançados e equipamentos para a China.
- Novembro de 2023: criação do instituto americano de segurança de IA, ligado ao NIST.
- Janeiro de 2025: entrada em vigor da regra AI Diffusion, que dividia os países em níveis de acesso a chips de IA. Em maio de 2025, a nova administração a revogou.
Conclusão prática para o mercado
Para as empresas, o principal sinal é este: o ambiente regulatório em torno da IA continua sendo uma disputa sobre onde termina a proteção e começa o isolamento. Quem constrói data centers, compra aceleradores ou vende serviços de IA em várias jurisdições deve incluir nos planos dois cenários ao mesmo tempo: endurecimento do controle de exportação e aumento das exigências de localização de dados e de computação. Cadeias de suprimento que dependem de uma única região continuam vulneráveis, qualquer que seja o desfecho.
Para os governos, a questão é quais padrões de segurança e de avaliação de modelos conseguirão acertar com os aliados sem esperar uma crise. Para os investidores, a declaração de Raimondo lembra que a política de regulação de IA influencia a avaliação das empresas tanto quanto o tamanho do modelo ou o número de aceleradores em um cluster. Vale acompanhar como a tese dela repercutirá nas posições da administração atual e dos aliados dos EUA: por ora, é um sinal, não um programa de ação.
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