Swordfish Security publica as palestras da PRO DevSecOps Conf 2026 sobre proteção de sistemas de IA
A Swordfish Security publicou as gravações da PRO DevSecOps Conf 2026, conferência anual sobre desenvolvimento seguro e IA protegida. O evento aconteceu em 22 de setembro, e os vídeos estão disponíveis no Habr e em uma playlist no RUTUBE. Os organizadores partem da premissa de que a IA chega à produção mais rápido do que as equipes conseguem montar a proteção em torno dela. Segundo eles, a 243-FZ, lei sobre IA, já está em vigor na Rússia, e as exigências de desenvolvimento seguro estão crescendo. O anúncio não traz a programação completa, então ainda é cedo para avaliar as palestras individualmente. • A conferência aconteceu em 22 de setembro de 2026. • As gravações estão abertas no RUTUBE. • Foco: proteção de sistemas de IA e do pipeline de desenvolvimento.
Processado por IA de Habr AI; editado por Hamidun News
Três semanas depois da conferência, a Swordfish Security abriu as gravações da PRO DevSecOps Conf 2026. O evento aconteceu em 22 de setembro e é o fórum anual do grupo de empresas sobre desenvolvimento seguro e IA protegida. Os vídeos estão disponíveis em uma playlist no RUTUBE, e o anúncio foi publicado no Habr em 13 de outubro. A motivação dos organizadores é dita sem rodeios: a IA chega à produção mais rápido do que as equipes conseguem construir a proteção em torno dela. Soma-se a isso o contexto regulatório: segundo eles, a 243-FZ, lei sobre IA, já está em vigor na Rússia, e as exigências de desenvolvimento seguro estão aumentando.
O que se sabe sobre o evento
O anúncio é curto. Ele não traz lista de palestrantes nem de temas, então resumir as apresentações seria inventar conteúdo. Vamos registrar apenas o que o texto confirma:
- organizador: grupo de empresas Swordfish Security;
- formato: conferência anual PRO DevSecOps Conf, edição de 2026;
- data: 22 de setembro;
- temas: desenvolvimento seguro (DevSecOps) e IA protegida;
- onde assistir: playlist no RUTUBE, com link na publicação do Habr;
- contexto regulatório: a 243-FZ sobre IA, como os organizadores a chamam.
O simples fato de reunir os dois temas na mesma programação mostra como a pauta profissional está mudando. Antes, o time de segurança olhava para o código e as dependências. Agora o perímetro inclui também modelos, datasets, prompts e agentes.
Por que a IA complica o pipeline de desenvolvimento
O DevSecOps clássico se organiza em torno de artefatos bem conhecidos: código-fonte, contêineres, bibliotecas e infraestrutura como código. Para eles existem análise estática e dinâmica, scanners de dependências e SBOM. Com componentes de IA, surgem novas superfícies de ataque.
A primeira é a prompt injection. Um aplicativo baseado em LLM recebe texto de fontes não confiáveis, sejam e-mails, páginas web ou documentos em um RAG. O modelo não separa dados de instruções como um parser faz, e por isso um comando malicioso pode funcionar. A OWASP mantém uma lista própria de riscos para aplicações com LLM, e a injeção continua entre os principais.
A segunda é a cadeia de suprimentos de modelos. Os pesos são baixados de repositórios públicos, e alguns formatos de serialização, como o pickle, podem executar código no carregamento. É o mesmo risco de uma biblioteca desconhecida, mas é verificado com muito menos frequência.
A terceira são os agentes. Quando o modelo ganha acesso a ferramentas, e-mail, banco de dados ou CI, um erro ou um ataque deixa de ser apenas uma resposta errada e vira uma ação real, executada com permissões reais.
A regulação como acelerador
Os organizadores mencionam a 243-FZ sobre IA. O anúncio não detalha o que exatamente a lei exige dos desenvolvedores, e as normas precisas devem ser conferidas na fonte primária, não em resumos. A lógica, porém, é clara: quando os sistemas de IA passam a se sujeitar a requisitos formais, a segurança deixa de ser iniciativa de entusiastas dentro da equipe e vira item de verificação. Para empresas que atuam na Rússia e já cumprem exigências de desenvolvimento seguro, isso significa a necessidade de descrever como elas verificam também a parte de IA do produto.
Por onde a equipe pode começar
As gravações da conferência servem de pretexto para uma revisão interna. Este é um conjunto mínimo de passos, sem relação com palestras específicas:
- montar um inventário de todos os componentes de IA: APIs externas, modelos locais, bases de RAG, agentes e suas permissões;
- estender o controle de dependências a modelos e datasets: origem, versão, formato, checksum;
- proibir o carregamento de pesos em formatos inseguros sem verificação em ambiente isolado;
- incluir no CI testes de prompt injection e de vazamento de contexto, como uma classe separada de verificações;
- dar aos agentes o mínimo de permissões e registrar em log cada ação com ferramentas;
- designar um responsável que compare os requisitos da 243-FZ com os processos atuais.
Depois disso, vale abrir a playlist e escolher as palestras mais adequadas ao seu stack. Enquanto a programação não for publicada em uma lista própria, será preciso se guiar pelos títulos dos vídeos no RUTUBE.
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