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Cognition levanta mais de US$ 2 bilhões com avaliação de US$ 48 bilhões, e receita do Devin chega perto de US$ 900 milhões

A Cognition, desenvolvedora do engenheiro de IA Devin, levantou mais de US$ 2 bilhões com avaliação de US$ 48 bilhões. A rodada Series E foi liderada pelos novos investidores Andreessen Horowitz e Accel, e conta com Founders Fund, General Catalyst, Avenir e mais algumas dezenas de fundos. Desde maio, o run-rate de receita saltou de US$ 492 milhões para quase US$ 900 milhões. Entre os clientes da empresa estão NVIDIA, GE Aerospace, Citi e Mercedes-Benz. - A avaliação de US$ 48 bilhões equivale a cerca de 53 vezes a receita anual - Novos recursos: Auto-Triage, Security Swarm e Automations - A Cognition se define como uma agent lab independente e não depende de um único fornecedor de modelos

Processado por IA de Cognition Blog; editado por Hamidun News
Cognition levanta mais de US$ 2 bilhões com avaliação de US$ 48 bilhões, e receita do Devin chega perto de US$ 900 milhões
Fonte: Cognition Blog. Colagem: Hamidun News.
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A Cognition, desenvolvedora do agente de software Devin, levantou mais de US$ 2 bilhões com avaliação de US$ 48 bilhões. A rodada Series E foi liderada pelos novos investidores Andreessen Horowitz e Accel, com a adesão dos atuais Founders Fund, General Catalyst e Avenir. Desde a rodada de maio, a receita anual em run-rate subiu de US$ 492 milhões para quase US$ 900 milhões, um aumento de cerca de 1,8 vez em quatro meses. Com isso, a avaliação corresponde a aproximadamente 53 vezes a receita anual.

A lista de participantes é incomumente longa: Benchmark, Bessemer, Kleiner Perkins, Greylock, Lightspeed, Altimeter, Bond Capital, T. Rowe Price, DST, Bain Capital Ventures e mais algumas dezenas de fundos. Firmas de venture capital de estágio inicial aparecem ao lado de investidores que costumam entrar nas empresas perto da abertura de capital. Para uma companhia fundada em 2024, o quadro foge do padrão.

Do chat ao agente proativo

A principal mudança de produto apontada pela Cognition está na forma de iniciar o trabalho. Antes, o desenvolvedor abria um chat e passava a tarefa. Agora, o Devin começa sozinho, a partir de eventos nos sistemas de trabalho.

  • Devin Auto-Triage faz a triagem inicial de incidentes.
  • Devin Security Swarm procura vulnerabilidades e as ordena por prioridade.
  • Devin Automations dispara tarefas a partir de eventos no Slack, GitHub, Linear e outros sistemas, sem exigir uma conversa separada para cada uma.

A empresa cita sua base de clientes de forma específica: projeto de chips na NVIDIA, aviação na GE Aerospace, finanças no Citi, indústria automotiva na Mercedes-Benz e infraestrutura de IA na Modal. É um conjunto heterogêneo, que vai de bancos regulados a empresas que fabricam aceleradores e nuvens para IA.

Principais números da rodada

  • Captação: mais de US$ 2 bilhões, com avaliação de US$ 48 bilhões.
  • Run-rate de receita: US$ 492 milhões em maio, quase US$ 900 milhões agora.
  • Investidores líderes: Andreessen Horowitz e Accel (ambos novos).
  • Novos escritórios no último ano: Washington, Tóquio, Singapura, Londres, São Paulo e Madri. Centros anteriores: San Francisco, Nova York e Austin.

Um laboratório de agentes independente

A Cognition se posiciona como uma independent agent lab: a empresa escolhe e combina modelos conforme a tarefa, incluindo modelos próprios, e não prende o cliente a um único provedor. É um contraponto deliberado aos players cujo agente de código está embutido na própria linha de modelos. Para um grande cliente, o argumento é claro: a qualidade dos modelos muda de um trimestre para o outro, e o contrato de um agente não deve depender do destino de um único fornecedor.

A empresa também descreve uma "era do software autogerido": agentes proativos por padrão, software que melhora a si mesmo e orçamentos de computação que migram sozinhos para as tarefas mais vantajosas. Nesse modelo, o engenheiro define metas e prioridades, e a execução fica com os agentes. Trata-se da visão da própria empresa, não de um resultado medido. Além disso, o run-rate é calculado com base nos contratos atuais e não equivale à receita reconhecida. Os dados foram fornecidos pela própria Cognition, e o material não menciona auditoria independente.

O que as equipes devem verificar antes de adotar

Se você avalia o Devin ou um agente semelhante, o mais sensato é começar por tarefas restritas, em que o resultado seja fácil de conferir: triagem inicial de incidentes e fila de vulnerabilidades. Nesses casos, o agente poupa horas dos engenheiros de plantão, e um erro sai barato enquanto a decisão final continuar com uma pessoa.

Em seguida, vale listar de quais eventos e sistemas o agente recebe trabalho e restringir suas permissões de acesso com o mesmo rigor aplicado a um funcionário novo. O disparo proativo a partir do Slack ou do GitHub é prático, mas faz qualquer erro de configuração se multiplicar em escala.

Por fim, pergunte ao fornecedor quais modelos estão por trás do agente e se é possível trocá-los. A independência de provedor anunciada só tem valor se estiver garantida nas condições do contrato.

ZK
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