TechCrunch→ original

Data centers de IA derrubam 3 GW de carga de uma vez e quase desestabilizam a rede elétrica da PJM

Em julho de 2026, na Virgínia do Norte, mais de 3 GW em data centers se desconectaram quase de forma sincronizada da rede elétrica da PJM: em 30 segundos, 3,1 GW de carga sumiram do sistema, e o pico de excesso de geração chegou a 3,49 GW. A estabilização levou 11 minutos. O incidente teve o dobro da magnitude da falha de 2024, quando 60 data centers, somando 1,5 GW, se desconectaram de uma só vez.

Processado por IA de TechCrunch; editado por Hamidun News
Data centers de IA derrubam 3 GW de carga de uma vez e quase desestabilizam a rede elétrica da PJM
Fonte: TechCrunch. Colagem: Hamidun News.
◐ Ouvir artigo

Em julho de 2026, na Virgínia do Norte, mais de 3 gigawatts em data centers se desconectaram quase ao mesmo tempo da rede elétrica da PJM Interconnection — em 30 segundos, 3,1 GW de carga desapareceram do sistema. É o dobro de uma falha semelhante ocorrida em 2024 e um dos maiores incidentes desse tipo na área de atuação da operadora.

O que aconteceu na Virgínia

Os data centers nos arredores de Washington migraram em massa para a energia de reserva diante de uma perturbação na rede e, de uma só vez, deixaram de consumir eletricidade da PJM. O gatilho foi a queda de uma linha de transmissão: o pico de tensão fez os sistemas de proteção dos data centers se desconectarem da rede simultaneamente.

  • Local: Virgínia do Norte, área de atuação da PJM Interconnection (67 milhões de consumidores, de Nova Jersey a Illinois)
  • Mais de 3 GW em data centers se desconectaram quase de forma sincronizada
  • 3,1 GW de carga desapareceram em cerca de 30 segundos
  • Pico de excesso de geração: 3,49 GW
  • A estabilização da rede levou 11 minutos

Por que isso é uma ameaça para a rede elétrica

O corte brusco de carga é perigoso porque as usinas continuam gerando energia para uma demanda que já deixou de existir. O resultado é um excedente que pode provocar oscilações de frequência e desligamentos em cascata. Segundo a PJM, no momento da falha os data centers representavam cerca de 3% de toda a demanda da rede, e o excedente chegou a 3,49 GW; o retorno à normalidade levou 11 minutos.

A dimensão do problema cresce junto com a IA. Os data centers respondiam por cerca de 6% da carga da PJM em 2024, e a projeção da operadora é que essa fatia chegue a 24% até 2040. O incidente de 2026 teve o dobro da magnitude do caso análogo de 2024, quando 60 data centers, somando 1,5 GW, se desconectaram da rede de uma só vez.

"É o canário na mina de carvão", disse

Ricardo de Azevedo, diretor de tecnologia da ON.Energy; segundo ele, eventos como esse "estão acontecendo cada vez mais".

Como se propõe resolver o problema

Engenheiros propõem que os data centers "atravessem" as falhas da rede em vez de derrubar toda a carga de uma vez. A ON.Energy está instalando sistemas de energia ininterrupta em quatro campi de data centers, somando 3 GW — eles amortecem as perturbações sem cortar a carga instantaneamente. No Texas, a operadora ERCOT já exige que grandes consumidores "atravessem" perturbações breves sem se desligar.

O problema é que os protocolos de proteção atuais determinam que os data centers se desconectem ao primeiro desvio de tensão. Enquanto regras como as do Texas não forem adotadas em toda parte, cada grande campus continuará sendo um potencial disjuntor de gigawatts para a rede inteira — e, quanto mais se constrói para IA, maior o custo de uma única queda sincronizada.

"Precisamos descobrir como fazer essas cargas se desligarem e se reconectarem de forma sequencial, e não todas ao mesmo tempo", disse

Ali Zain Banatwala, especialista sênior em modelos de mercado da Independent Electricity System Operator.

O que isso significa

A expansão da IA esbarra não só nos chips, mas também na física das redes elétricas: data centers de gigawatts se comportam como um único disjuntor gigante e, sem regras novas, uma queda sincronizada de carga pode desestabilizar uma rede que atende 67 milhões de consumidores.

Perguntas frequentes

O que aconteceu com os data centers na Virgínia do Norte?

Em julho de 2026, mais de 3 GW em data centers nos arredores de Washington se desconectaram quase ao mesmo tempo da rede da PJM, eliminando 3,1 GW de carga em 30 segundos; a estabilização levou 11 minutos.

Por que os data centers se desconectam da rede em massa?

Diante de um pico de tensão — por exemplo, causado pela queda de uma linha de transmissão —, os sistemas de proteção dos data centers os transferem para a energia de reserva. Quando dezenas de instalações fazem isso ao mesmo tempo, a rede perde gigawatts de demanda em segundos.

Como se pretende resolver o problema?

A proposta é obrigar os data centers a "atravessar" falhas breves sem se desconectar. A ON.Energy está instalando UPS de 3 GW em quatro campi, e a ERCOT, no Texas, já exige o modo ride-through de grandes cargas.

ZK
Hamidun News
Notícias de AI sem ruído. Seleção editorial diária de mais de 50 fontes. Produto de Zhemal Khamidun, Head of AI na Alpina Digital.
✦ Unified AI Workspace

Access Frontier LLMs & Multimodal AI in One Workspace

Discover NomadNet AI (nomadnet.ai) — unified access to frontier language models, research synthesis, and multimodal workflows.

Try NomadNet AI →Launch NomadNet Agent
O que você acha?
Carregando comentários…