Найджел Моррис из QED Investors: почему ИИ меняет финансы сильнее всех прошлых волн
Найджел Моррис, сооснователь Capital One и венчурного фонда QED Investors, в колонке для Crunchbase News заявил: ИИ перепишет всю цепочку создания стоимости в финансах. Предельные операционные издержки упадут почти до нуля, а на рынке появятся гиперперсонализированные продукты, которые раньше были невозможны. Выиграют, по его словам, только те банки и финтехи, кто готов каннибализировать собственный бизнес и перестроить операции вокруг новой технологии.
Processado por IA de Crunchbase News; editado por Hamidun News
Nigel Morris, cofundador da Capital One e sócio-gerente do fundo de venture capital QED Investors, afirmou em uma coluna de convidado para a Crunchbase News que a inteligência artificial vai reescrever toda a cadeia global de criação de valor nas finanças — e essa onda não se parece com nenhuma onda tecnológica que ele viu em 40 anos no setor.
Por que essa onda é diferente
Segundo Morris, a IA se diferencia das ondas anteriores por dois efeitos. O primeiro: o custo operacional marginal de atender um cliente cai quase a zero — operações rotineiras, suporte e underwriting passam a ser feitos por modelos, não por equipe. O segundo: surgem produtos hiperpersonalizados que antes era impossível montar manualmente para cada cliente.
Morris conhece o setor por dentro: ele é cofundador da Capital One — um banco que, nos anos 1990, construiu seu negócio com base na análise de dados dos tomadores de empréstimo. Agora ele transfere essa mesma tese de dados para a IA, mas com consequências muito mais radicais para a estrutura de custos.
O que os bancos precisam fazer
Bancos e fintechs só vencem em um cenário — se estiverem dispostos a canibalizar o próprio negócio lucrativo e reconstruir as operações em torno da IA, argumenta Morris. O problema é que os players estabelecidos ganham dinheiro justamente com os processos que a tecnologia está tornando quase gratuitos: tarifas, underwriting manual, agências, call centers.
Morris adverte que uma adoção pela metade não vai funcionar. Encaixar um chatbot na infraestrutura antiga não é o mesmo que reconstruir a cadeia de criação de valor. Quem tiver medo de derrubar a própria margem corre o risco de perder o mercado para concorrentes que fizerem isso primeiro.
"Dessa vez é diferente" — é assim que
Nigel Morris, cofundador da QED Investors, resume a tese central de sua coluna para a Crunchbase News.
Quem está em risco
Em risco, segundo a lógica de Morris, estão os grandes bancos estabelecidos, com infraestrutura legada e altos custos operacionais. A vantagem deles — escala e licenças — se transforma em um freio quando o custo marginal de atender um cliente, entre os players mais ágeis, tende a zero.
A QED Investors, cofundada por Morris, é um dos maiores fundos especializados em fintech do mundo, tendo investido em dezenas de startups de pagamentos, crédito e neobancos. A aposta dele é transparente: novos players construídos desde o início em torno da IA vão ficar em posição vencedora diante daqueles que terão que se romper por dentro.
O que isso significa
A previsão de Morris é uma aposta em que, nas finanças, vence não quem tem mais ativos, mas quem estiver disposto primeiro a desvalorizar o próprio modelo de negócio em busca de custo zero e personalização. Para os bancos, é uma escolha entre uma reestruturação dolorosa agora ou a perda do mercado depois.
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