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Meta contratou terceirizados para se passarem por adolescentes e testar o ChatGPT

Por meio da prestadora Covalen, a Meta tocou o projeto Cannes. Nele, centenas de terceirizados criavam contas falsas de usuários menores de 18 anos e enviavam prompts e imagens para chatbots da concorrência, incluindo o ChatGPT, da OpenAI. As respostas eram registradas em planilhas. Segundo a WIRED, o projeto funcionou pelo menos até 21 de abril de 2026.

Processado por IA de TNW; editado por Hamidun News
Meta contratou terceirizados para se passarem por adolescentes e testar o ChatGPT
Fonte: TNW. Colagem: Hamidun News.
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Ficha técnica e números-chave
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Fonte originalTNW ↗
Editor-chefe
Dado-chave #1O codinome do projeto é Cannes
Dado-chave #2O trabalho dos terceirizados era gerenciado pela prestadora Covalen
Dado-chave #3As contas eram criadas em nome de usuários menores de 18 anos

Segundo a WIRED, a Meta pagou, por meio da prestadora Covalen, centenas de terceirizados para criar contas falsas de adolescentes menores de 18 anos e testar chatbots da concorrência. O projeto, de codinome Cannes, seguia ativo pelo menos até 21 de abril de 2026.

Como funcionava o projeto Cannes

Os terceirizados da Covalen criavam contas informando idade inferior a 18 anos e, em seguida, enviavam prompts de texto e imagens para chatbots de outras empresas. As respostas dos sistemas eram registradas manualmente em planilhas. Na prática, tratava-se de uma coleta sistemática de dados sobre como os modelos concorrentes reagem a usuários que se apresentam como menores de idade.

  • O codinome do projeto é Cannes
  • O trabalho dos terceirizados era gerenciado pela prestadora Covalen
  • As contas eram criadas em nome de usuários menores de 18 anos
  • As respostas dos chatbots eram registradas manualmente em planilhas
  • O projeto esteve ativo pelo menos até 21 de abril de 2026

Quais serviços estavam na mira

A WIRED cita o ChatGPT, da OpenAI, entre os produtos testados pelos terceirizados do Cannes. A publicação não divulga a lista completa dos demais serviços que entraram no foco do projeto. Também não informa se os testes se limitavam a prompts de texto ou se incluíam cenários de diálogo mais complexos.

Por que isso levanta questionamentos

Usar contas fictícias de menores para testar produtos de terceiros levanta duas questões. Primeiro, a prática provavelmente viola os termos de uso dos serviços concorrentes: a maioria dos chatbots proíbe a coleta automatizada de dados e a criação de contas com informações falsas de idade. Segundo, a própria mecânica do projeto mostra que as grandes empresas de tecnologia se interessam pela segurança dos seus próprios usuários menores de idade e também pela forma como os concorrentes lidam com esse público. E optaram por descobrir isso de forma velada, em vez de recorrer a auditorias abertas ou parcerias com pesquisadores independentes.

A proteção de menores que usam chatbots segue como um dos temas mais sensíveis para o setor de IA generativa: reguladores e organizações de pais apontam com frequência os riscos de conteúdo nocivo e de diálogos manipuladores. O projeto Cannes acrescenta um novo elemento a esse quadro: inteligência competitiva disfarçada de público vulnerável.

Casos como esse também evidenciam uma prática mais ampla das empresas de tecnologia: a inteligência competitiva em IA há muito tempo foi além de benchmarks públicos e comparações abertas de modelos. As empresas contratam agências externas para monitorar sistematicamente como os serviços rivais respondem. E fazem isso não em nome próprio, mas por meio de prestadoras como a Covalen, o que dificulta a atribuição direta dessa atividade. Se as informações da WIRED sobre o projeto Cannes forem confirmadas, este será um dos exemplos públicos mais concretos dessa prática conduzida especificamente pela Meta.

O que isso significa

O caso Cannes mostra que testar às escondidas produtos da concorrência, se passando pelo público adolescente, passou a fazer parte da disputa no mercado de chatbots, ao lado de benchmarks abertos e comparações públicas. Para o setor, é mais um argumento a favor de uma verificação de idade mais rigorosa e de maior controle sobre acessos automatizados aos chatbots.

Perguntas frequentes

O que é o projeto Cannes?

É o nome interno de uma iniciativa em que terceirizados da Covalen, prestadora que trabalhava para a Meta, criavam contas falsas de usuários menores de 18 anos e enviavam prompts e imagens para chatbots concorrentes, registrando as respostas em planilhas. Segundo a WIRED, o projeto seguia ativo pelo menos até 21 de abril de 2026.

O que é a Covalen e qual a relação com a Meta?

A Covalen é uma prestadora que, segundo a WIRED, gerenciava o trabalho de centenas de terceirizados no projeto Cannes. Eram esses terceirizados que criavam as contas fictícias de adolescentes e testavam chatbots concorrentes, incluindo o ChatGPT, da OpenAI.

História

Perguntas frequentes sobre a notícia

O que é o projeto Cannes?

É o nome interno de uma iniciativa em que terceirizados da Covalen, prestadora que trabalhava para a Meta, criavam contas falsas de usuários menores de 18 anos e enviavam prompts e imagens para chatbots concorrentes, registrando as respostas em planilhas. Segundo a WIRED, o projeto seguia ativo pelo menos até 21 de abril de 2026.

O que é a Covalen e qual a relação com a Meta?

A Covalen é uma prestadora que, segundo a WIRED, gerenciava o trabalho de centenas de terceirizados no projeto Cannes. Eram esses terceirizados que criavam as contas fictícias de adolescentes e testavam chatbots concorrentes, incluindo o ChatGPT, da OpenAI.

Como funcionava o projeto Cannes?

Os terceirizados da Covalen criavam contas informando idade inferior a 18 anos e, em seguida, enviavam prompts de texto e imagens para chatbots de outras empresas. As respostas dos sistemas eram registradas manualmente em planilhas. Na prática, tratava-se de uma coleta sistemática de dados sobre como os modelos concorrentes reagem a usuários que se apresentam como menores de idade. O codinome do projeto é Cannes O trabalho dos terceirizados era gerenciado pela prestadora Covalen As contas eram criadas em nome de usuários menores de 18 anos As respostas dos chatbots eram reg

ZK
Zhemal Khamidun — CPO da Alpina Digital, gerente de produto do AlpinaGPT. Cria produtos de IA desde 2019. O Hamidun News é um projeto pessoal que virou um agregador em produção com mais de 6.000 leitores.
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