IA no código: a experiência do VTB e do T-Bank com assistentes de programação

Há um ano, grandes equipes de TI da Rússia começaram a usar em massa assistentes de IA para escrever código. Qual foi o resultado real? Desenvolvedores do VTB, do T-Bank, da Dodo Engineering e da S7 TechLab fizeram uma análise franca: a eficiência aumentou, mas em lugares diferentes dos esperados. Tarefas rotineiras como testes, documentação e refatoração ficaram mais rápidas, e o papel do desenvolvedor está migrando da escrita de código para a revisão.

Processado por IA de Habr AI; editado por Hamidun News
IA no código: a experiência do VTB e do T-Bank com assistentes de programação
Fonte: Habr AI. Colagem: Hamidun News.
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Ficha técnica e números-chave
ParâmetroDados
Fonte originalHabr AI ↗
Editor-chefe
Empresas participantesVTB, T-Bank, Dodo Engineering, S7 TechLab
Organizadora do debate ConversationsJust AI
Principal efeito da IAeconomia em tarefas rotineiras, e não aceleração do desenvolvimento de novas funcionalidades

Na conferência Conversations, desenvolvedores do VTB, do T-Bank, da Dodo Engineering e da S7 TechLab contaram como incorporaram a IA ao desenvolvimento por meio de assistentes de programação e como os papéis nas equipes mudaram ao longo de um ano de uso.

O que mudou em um ano de IA no código?

Há cerca de um ano, grandes equipes de TI da Rússia começaram a adotar em massa assistentes de IA para escrever código. A atitude dos desenvolvedores passou por fases conhecidas: entusiasmo no início, decepção ao esbarrar em alucinações e código de baixa qualidade e, por fim, a incorporação tranquila da ferramenta à rotina diária.

Hoje, a pergunta central já não é "a IA funciona?", e sim "ela mudou algo mensurável nas métricas da equipe?". Pela experiência dos participantes do debate, o ganho real de eficiência existe, mas aparece em outro lugar. A velocidade de desenvolvimento de novas funcionalidades pouco mudou; o que caiu foi o esforço gasto com rotina: testes, documentação e refatoração de código repetitivo.

  • Empresas participantes: VTB, T-Bank, Dodo Engineering, S7 TechLab
  • Organizadora do debate Conversations: Just AI
  • Principal efeito da IA: economia em tarefas rotineiras, e não aceleração do desenvolvimento de novas funcionalidades
  • As ferramentas se consolidaram no fluxo de trabalho diário da maioria das equipes

É preciso obrigar os desenvolvedores a usar IA?

Uma das questões mais polêmicas do debate foi se vale a pena tornar obrigatório o uso de assistentes de IA. A experiência dos participantes mostrou que a abordagem impositiva funciona pior do que a orgânica. VTB e T-Bank apostaram em defensores internos: desenvolvedores que mostravam aos colegas casos reais de economia de tempo. Quando a IA ganha espaço pelo exemplo pessoal, a resistência cai visivelmente.

S7 TechLab e Dodo Engineering observaram que a rejeição surge com mais frequência quando o assistente gera código que exige uma revisão demorada. Se a proporção entre o que a IA escreve e o que é aceito sem ajustes significativos fica baixa demais, a confiança na ferramenta despenca, e os desenvolvedores voltam aos métodos antigos.

"A IA não acelera o desenvolvimento automaticamente: ela redistribui

para onde vai o tempo."

Quem escreve o código agora e quem só revisa?

Aqui surgiu uma mudança inesperada de papéis. Nas equipes que usam ativamente assistentes de IA, a função do desenvolvedor se desloca da escrita de código para a revisão e validação. Isso muda o que se espera de juniores e plenos: saber ler, entender e avaliar rapidamente código alheio, inclusive o gerado por IA, passa a importar mais do que escrevê-lo rapidamente do zero.

Os participantes apontaram dois riscos concretos. No primeiro, o desenvolvedor aceita o código "às cegas" e acumula dívida técnica. No segundo, gasta tanto tempo para entender o código gerado que todo o ganho com a IA desaparece. Os dois cenários já ocorreram em equipes de produção.

O que isso significa

Os assistentes de programação com IA se consolidaram no ciclo de produção das grandes equipes de TI da Rússia. Junto com a eficiência, porém, trouxeram novas questões sobre a estrutura de papéis, a qualidade da revisão de código e a gestão da dívida técnica. A principal conclusão do debate: a IA transforma os processos em vez de simplesmente acelerá-los.

Perguntas frequentes

Quais empresas participaram do debate?

O debate técnico Conversations, organizado pela Just AI, reuniu representantes do VTB, do T-Bank, da Dodo Engineering e da S7 TechLab. As quatro empresas compartilharam suas experiências com a adoção de assistentes de IA no desenvolvimento em produção.

Onde a eficiência dos assistentes de IA cresce de verdade?

Segundo a experiência dos participantes, o ganho aparece principalmente em tarefas rotineiras, como escrita de testes, documentação e refatoração de código repetitivo, e não na velocidade de desenvolvimento de novas funcionalidades.

Por quais fases passou a adoção de assistentes de IA nas empresas russas?

Pela experiência do VTB, do T-Bank e de outras grandes empresas, a adoção de assistentes de programação passou por três fases: entusiasmo no início, decepção ao esbarrar em alucinações e código de baixa qualidade e, depois, a incorporação tranquila da ferramenta ao fluxo de trabalho.

Perguntas frequentes sobre a notícia

O que mudou em um ano de IA no código?

Há cerca de um ano, grandes equipes de TI da Rússia começaram a adotar em massa assistentes de IA para escrever código. A atitude dos desenvolvedores passou por fases conhecidas: entusiasmo no início, decepção ao esbarrar em alucinações e código de baixa qualidade e, por fim, a incorporação tranquila da ferramenta à rotina diária. Hoje, a pergunta central já não é "a IA funciona?", e sim "ela mudou algo mensurável nas métricas da equipe?". Pela experiência dos participantes do debate, o ganho real de eficiência existe, mas aparece em outro lugar. A velocidade de desenvolvim

É preciso obrigar os desenvolvedores a usar IA?

Uma das questões mais polêmicas do debate foi se vale a pena tornar obrigatório o uso de assistentes de IA. A experiência dos participantes mostrou que a abordagem impositiva funciona pior do que a orgânica. VTB e T-Bank apostaram em defensores internos: desenvolvedores que mostravam aos colegas casos reais de economia de tempo. Quando a IA ganha espaço pelo exemplo pessoal, a resistência cai visivelmente. S7 TechLab e Dodo Engineering observaram que a rejeição surge com mais frequência quando o assistente gera código que exige uma revisão demorada. Se a proporção entre o q

Quem escreve o código agora e quem só revisa?

Aqui surgiu uma mudança inesperada de papéis. Nas equipes que usam ativamente assistentes de IA, a função do desenvolvedor se desloca da escrita de código para a revisão e validação. Isso muda o que se espera de juniores e plenos: saber ler, entender e avaliar rapidamente código alheio, inclusive o gerado por IA, passa a importar mais do que escrevê-lo rapidamente do zero. Os participantes apontaram dois riscos concretos. No primeiro, o desenvolvedor aceita o código "às cegas" e acumula dívida técnica. No segundo, gasta tanto tempo para entender o código gerado que todo o g

Quais empresas participaram do debate?

O debate técnico Conversations, organizado pela Just AI, reuniu representantes do VTB, do T-Bank, da Dodo Engineering e da S7 TechLab. As quatro empresas compartilharam suas experiências com a adoção de assistentes de IA no desenvolvimento em produção.

ZK
Zhemal Khamidun — CPO da Alpina Digital, gerente de produto do AlpinaGPT. Cria produtos de IA desde 2019. O Hamidun News é um projeto pessoal que virou um agregador em produção com mais de 6.000 leitores.
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