Odyssey capta US$ 310 milhões com avaliação de US$ 1,45 bilhão, e Amazon está entre os investidores
A Odyssey fechou uma Série B de US$ 310 milhões e foi avaliada em US$ 1,45 bilhão. A startup constrói modelos de mundo: sistemas que aprendem com dados do mundo físico e simulam ambientes levando a física em conta. Entre os investidores estão Amazon, AMD Ventures e GV. A AWS será a nuvem prioritária da empresa e a plataforma para otimizar os modelos para os chips Trainium.
Processado por IA de TechCrunch; editado por Hamidun News
A Odyssey, startup que desenvolve modelos de mundo baseados em IA, captou US$ 310 milhões em uma rodada Série B e recebeu avaliação de US$ 1,45 bilhão. Participam do negócio Amazon, AMD Ventures, GV e outros investidores, e a empresa vem rapidamente entrando no grupo dos nomes mais visíveis da IA fora dos LLMs convencionais.
A rodada e a avaliação
Em 17 de junho de 2026, a empresa anunciou uma nova rodada liderada pelo fundo Natural Capital. Para a Odyssey, não é apenas um grande reforço de caixa, mas a entrada no clube dos unicórnios: a avaliação da startup chegou a US$ 1,45 bilhão. Em um cenário de esfriamento de parte do mercado de IA, a rodada é um sinal forte de que investidores estão dispostos a apostar não só em chatbots e assistentes, mas também em modelos mais complexos, que tentam descrever o mundo físico.
Junto com os fundos de venture capital, reuniu-se também um grupo expressivo de investidores-anjo. Entre eles estão Jeff Dean, Elad Gil, Garry Tan, Guillermo Rauch e o fundador da Cruise, Kyle Vogt. Após essa rodada, o total captado pela Odyssey chegou a US$ 337 milhões. Para uma startup fundada apenas em 2023, é uma captação de capital muito rápida, sobretudo por se tratar de uma área cara, que exige grande poder computacional e dados próprios.
- US$ 310 milhões: tamanho da nova rodada Série B
- US$ 1,45 bilhão: avaliação atual da Odyssey
- US$ 337 milhões: total captado
- Natural Capital: líder da rodada
- Amazon, AMD Ventures e GV: entre os participantes
Por que modelos de mundo
A Odyssey atua na categoria de world models, ou modelos de mundo. Diferentemente dos grandes modelos de linguagem, que se baseiam principalmente em texto e diálogo, esses sistemas aprendem com dados do mundo físico e tentam reproduzir o ambiente respeitando as leis da física. É por isso que a área desperta tanto interesse: se um modelo realmente entende espaço, movimento, objetos e relações de causa e efeito, surgem aplicações que os LLMs comuns cobrem mal.
Segundo a empresa, seus modelos podem ser usados em diversos cenários, da criação de videogames à robótica. Mas, para o grande público, a Odyssey provavelmente é mais conhecida como desenvolvedora de uma tecnologia que gera vídeo interativo rico a partir de comandos de texto. Já não é só um vídeo que roda seguindo um roteiro pré-definido, mas uma tentativa de montar um ambiente com o qual se pode interagir de forma mais viva e flexível.
A abordagem da startup para coletar dados também é reveladora. A Odyssey basicamente repete a lógica com que o Google Earth trabalhou no passado: envia pessoas com câmeras presas às costas para captar material do mundo real. O método combina com a trajetória dos fundadores. O CEO Oliver Cameron foi cofundador e CEO da startup de carros autônomos Voyage, que depois foi comprada pela Cruise, onde ele se tornou vice-presidente de produto. O CTO Jeff Hawke trabalhou como engenheiro na startup britânica Wayve, que também atua com transporte autônomo.
A aposta na AWS
A participação da Amazon nesta rodada importa por mais do que o nome na lista de investidores. A Odyssey informou que a AWS será seu provedor de nuvem prioritário e que os modelos serão otimizados para os chips Trainium. Para a Amazon, é uma chance de mostrar que sua infraestrutura de IA pode interessar não apenas a clientes corporativos, mas também a laboratórios ambiciosos que constroem novos tipos de modelos e buscam uma alternativa ao ecossistema da Nvidia.
Para a própria Odyssey, a parceria também parece estratégica. Uma empresa que trabalha com modelos do mundo físico precisa de computação cara, uma pilha de nuvem estável e um parceiro claro para escalar. Se a otimização para o Trainium der certo, a startup terá não só financiamento, mas também um apoio de infraestrutura mais próximo. No mercado atual, isso é quase tão importante quanto o tamanho da rodada: empresas de IA vencem não apenas com modelos, mas também com a plataforma em que os treinam e executam.
O que isso significa
As grandes rodadas em torno da Odyssey mostram que o mercado começa a enxergar os modelos de mundo como um ramo próprio e promissor da IA, e não como um experimento paralelo aos LLMs. Se a aposta dos investidores se confirmar, a próxima onda de concorrência em IA não será só pela melhor interface de texto, mas por sistemas capazes de modelar de forma verossímil o espaço, o movimento e o comportamento de objetos no mundo real.
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Perguntas frequentes sobre a notícia
O que se sabe sobre A rodada e a avaliação?
Em 17 de junho de 2026, a empresa anunciou uma nova rodada liderada pelo fundo Natural Capital. Para a Odyssey, não é apenas um grande reforço de caixa, mas a entrada no clube dos unicórnios: a avaliação da startup chegou a US$ 1,45 bilhão. Em um cenário de esfriamento de parte do mercado de IA, a rodada é um sinal forte de que investidores estão dispostos a apostar não só em chatbots e assistentes, mas também em modelos mais complexos, que tentam descrever o mundo físico. Junto com os fundos de venture capital, reuniu-se também um grupo expressivo de investidores-anjo. Ent
Por que modelos de mundo?
A Odyssey atua na categoria de world models, ou modelos de mundo. Diferentemente dos grandes modelos de linguagem, que se baseiam principalmente em texto e diálogo, esses sistemas aprendem com dados do mundo físico e tentam reproduzir o ambiente respeitando as leis da física. É por isso que a área desperta tanto interesse: se um modelo realmente entende espaço, movimento, objetos e relações de causa e efeito, surgem aplicações que os LLMs comuns cobrem mal. Segundo a empresa, seus modelos podem ser usados em diversos cenários, da criação de videogames à robótica. Mas, para
O que se sabe sobre A aposta na AWS?
A participação da Amazon nesta rodada importa por mais do que o nome na lista de investidores. A Odyssey informou que a AWS será seu provedor de nuvem prioritário e que os modelos serão otimizados para os chips Trainium. Para a Amazon, é uma chance de mostrar que sua infraestrutura de IA pode interessar não apenas a clientes corporativos, mas também a laboratórios ambiciosos que constroem novos tipos de modelos e buscam uma alternativa ao ecossistema da Nvidia. Para a própria Odyssey, a parceria também parece estratégica. Uma empresa que trabalha com modelos do mundo físico
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