Mira Murati e Thinking Machines Lab criam um AI que não substitui o ser humano
Mira Murati aposta não em um AI que tira o ser humano do processo, mas em modelos parceiros. A Thinking Machines Lab apresentou modelos de interação: eles funci

Mira Murati, ex-CTO da OpenAI e fundadora do Thinking Machines Lab, demonstrou a nova aposta de sua empresa: IA que não desloca humanos do processo, mas trabalha ao lado deles. Em vez de automação completa, a startup está construindo modelos capazes de entender conversas ao vivo, pausas, interrupções e mudanças de contexto em tempo real.
Apostando em
Colaboração Murati não abandonou a ideia de superinteligência, mas propõe um caminho diferente para ela. De acordo com ela, um futuro realmente útil para IA não é um cenário onde poucas corporações constroem sistemas totalmente autônomos enquanto as pessoas gradualmente se afastam. A inteligência humana, pelo contrário, deveria permanecer parte da equação o máximo de tempo possível, especialmente frente às crescentes preocupações de que modelos generativos acelerem demissões em massa e aprofundem a dependência do mercado de poucos grandes players.
"O melhor caminho para um futuro bom é manter humanos no circuito por mais tempo", é assim que Murati descreve a abordagem do Thinking Machines Lab.
A ideia da empresa não é simplesmente fornecer respostas conforme solicitado, mas dar às pessoas a capacidade de ajustar modelos avançados para suas tarefas e valores, e depois trabalhar com eles em dupla. Essa abordagem difere notavelmente da imagem familiar de um agente de IA que recebe uma instrução e depois faz tudo sozinho. Para Murati, importa mais não remover humanos do processo, mas fazer com que o sistema compreenda melhor a intenção do usuário e ajude a atingir objetivos sem perda de controle.
Como os
Modelos Funcionam Em maio de 2026, Thinking Machines mostrou uma prévia de pesquisa dos chamados interaction models—modelos que se comunicam com humanos através de câmera e microfone. Diferente de muitas interfaces de voz, aqui não se reduz ao esquema "reconheceu áudio, converteu em texto, enviou para chatbot". A empresa afirma que seu modelo foi treinado desde o início para trabalhar com comunicação humana contínua e imperfeita, onde pessoas fazem pausas, se interrompem, se corrigem e mudam de tema no meio da conversa.
Isso dá ao sistema um modo de operação mais natural. De acordo com a descrição do Thinking Machines, tais modelos não deveriam simplesmente esperar o fim da fala, mas captar o fio de pensamento e se adaptar no voo se o interlocutor esclarece a formulação ou muda abruptamente a conversa de direção. Não há lançamento público ainda: a empresa mostrou apenas alguns vídeos de demo, mas a aposta já é clara—querem tornar a interface com IA mais próxima não de uma linha de comando, mas de um diálogo de trabalho ao vivo entre pessoas.
- Entendem pausas, interrupções e mudanças de tom Funcionam através de câmera e microfone, não apenas texto Se adaptam quando o usuário esclarece um pensamento ou muda de tópico * Visam interação mais personalizada e contextual ## Como Isso Difere A abordagem de Murati vai contra a tendência principal dos maiores laboratórios. OpenAI, Anthropic e Google cada vez mais impulsionam modelos para trabalho autônomo nos últimos anos: desde escrita de código até montagem de aplicações inteiras a partir de um único pedido textual. Quanto melhor o sistema se sai sozinho, menos participação permanece para o humano. Thinking Machines não discute com o objetivo de tornar modelos mais poderosos, mas com como esse poder deveria ser aplicado em um produto. A empresa surgiu após a saída de Murati da OpenAI em 2024 e reuniu vários engenheiros notáveis do mesmo ecossistema. A startup já atraiu bilhões de dólares para criar modelos avançados, mas tem poucos produtos públicos até agora. O mais notável é o Tinker, um serviço de API lançado em outubro de 2025 para ajustar modelos em dados proprietários, já utilizado por pesquisadores e engenheiros. Um dos cofundadores, especialista em IA multimodal Aleksandr Kirillov, vincula a nova linha de modelos a uma tarefa mais ampla—tornar IA não apenas rápida, mas pessoal e constantemente presente no contexto de trabalho. Nessa lógica, o assistente não desaparece entre solicitações, mas permanece próximo, vê o que o usuário está fazendo e se engaja no momento certo.
O
Que Isso Significa O mercado de IA cada vez mais discute agentes autônomos que substituem parte do trabalho humano. Thinking Machines propõe um vetor de produto diferente: não "remover humanos", mas aumentar sua taxa de transferência através de modelos que entendem melhor a interação ao vivo. Se essa abordagem funcionar, a próxima competição em IA vai além apenas do poder do modelo, mas pela qualidade da colaboração humano-máquina.