Google registra recorde de buscas no Search e alta de 19% na receita
O Google afirmou que, no primeiro trimestre de 2026, o número de consultas no Search atingiu a máxima histórica. A receita do segmento Search & other cresceu 19%, para US$ 60,4 bilhões. A Alphabet também informou 350 milhões de assinaturas pagas, alta de 63% no Cloud e forte demanda pelo Gemini Enterprise. O sinal: a IA funciona não só como vitrine, mas como modelo de negócio.
Processado por IA de The Verge; editado por Hamidun News
O Google afirmou que, no primeiro trimestre de 2026, o número de consultas no Search atingiu a máxima histórica. A empresa associa isso diretamente aos recursos de IA dentro da busca e mostra que os novos usos já sustentam o crescimento de seu principal negócio de publicidade.
O que o relatório mostrou
A Alphabet divulgou em 29 de abril os resultados do trimestre encerrado em 31 de março de 2026. A receita total subiu 22% na comparação anual, para US$ 109,9 bilhões. A receita do Google Services avançou 16%, para US$ 89,6 bilhões, e a do Google Search & other cresceu 19%, para US$ 60,4 bilhões.
Isso importa: em meio à discussão de que chatbots podem tirar tráfego da busca, o Google mostra o oposto: a busca não caiu, e sim renovou o recorde de consultas.
O lucro líquido da Alphabet saltou 81%, para US$ 62,6 bilhões, e o lucro por ação subiu para US$ 5,11. Mas há um ponto de atenção: o relatório indica separadamente que outras receitas somaram US$ 37,7 bilhões, principalmente por ganhos não realizados com investimentos. Ou seja, o negócio operacional também cresceu forte, mas a manchete sobre o lucro deve ser lida com cuidado, sem atribuí-la apenas ao efeito do Search e do Gemini.
Como a IA muda a busca
A mensagem central do comunicado é que a experiência de IA dentro do Search já não parece um experimento. Segundo Sundar Pichai, são os recursos de IA que impulsionam o uso. Para o Google, é um sinal fundamental: a empresa tenta provar ao mercado que a IA generativa não destrói seu produto principal, mas amplia as situações em que o usuário recorre à busca.
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Search teve um trimestre forte: os recursos de IA impulsionaram o uso, e o número de consultas atingiu a máxima histórica".
Na prática, o Google não constrói um serviço de IA separado ao lado da busca, mas uma nova camada sobre a distribuição que já existe. O usuário recebe o Search clássico, respostas de IA e consultas mais complexas, e depois pode seguir para outros produtos do ecossistema. Para o negócio, isso compensa mais do que entregar tráfego a chatbots externos: quanto mais tempo o usuário fica no Google, mais pontos de monetização a empresa mantém.
Onde mais há crescimento
Os resultados mostram que a aposta do Google não se limita ao Search. A onda de IA puxa várias frentes ao mesmo tempo. No trimestre anterior, a empresa havia citado 325 milhões de assinaturas pagas, então o novo número representa um salto notável em apenas três meses.
- As assinaturas pagas subiram para 350 milhões, com YouTube e Google One apontados como principais motores.
- A receita do Google Cloud saltou 63%, para US$ 20,0 bilhões.
- O backlog do negócio de nuvem quase dobrou de um trimestre para o outro e superou US$ 460 bilhões.
- Os usuários ativos mensais pagos do Gemini Enterprise cresceram 40% trimestre a trimestre.
- Os modelos Gemini agora processam mais de 16 bilhões de tokens por minuto via uso direto de API pelos clientes.
Nesse cenário, chama atenção que o Google tenta monetizar a IA em três frentes ao mesmo tempo: com publicidade no Search, com assinaturas de consumo e com a nuvem corporativa. Até a Waymo aparece no comunicado como parte da história de impulso tecnológico: a empresa destacou separadamente que o serviço superou 500 mil corridas totalmente autônomas por semana.
O que isso significa
A principal conclusão para o mercado é simples: por enquanto, a IA generativa não quebra o modelo de busca do Google e, ao que tudo indica, o amplia. A empresa não revelou o número absoluto de consultas, então não é possível verificar a dimensão do recorde, mas o crescimento de 19% na receita do Search dá peso à afirmação de Pichai. Se o Google mantiver esse equilíbrio entre respostas de IA, publicidade e assinaturas, o Search seguirá não como vítima da era da IA, mas como seu principal ponto de distribuição.
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Perguntas frequentes sobre a notícia
O que o relatório mostrou?
A Alphabet divulgou em 29 de abril os resultados do trimestre encerrado em 31 de março de 2026. A receita total subiu 22% na comparação anual, para US$ 109,9 bilhões. A receita do Google Services avançou 16%, para US$ 89,6 bilhões, e a do Google Search & other cresceu 19%, para US$ 60,4 bilhões. Isso importa: em meio à discussão de que chatbots podem tirar tráfego da busca, o Google mostra o oposto: a busca não caiu, e sim renovou o recorde de consultas. O lucro líquido da Alphabet saltou 81%, para US$ 62,6 bilhões, e o lucro por ação subiu para US$ 5,11. Mas há um ponto de
Como a IA muda a busca?
A mensagem central do comunicado é que a experiência de IA dentro do Search já não parece um experimento. Segundo Sundar Pichai, são os recursos de IA que impulsionam o uso. Para o Google, é um sinal fundamental: a empresa tenta provar ao mercado que a IA generativa não destrói seu produto principal, mas amplia as situações em que o usuário recorre à busca. "O Search teve um trimestre forte: os recursos de IA impulsionaram o uso, e o número de consultas atingiu a máxima histórica". Na prática, o Google não constrói um serviço de IA separado ao lado da busca, mas uma nova ca
Onde mais há crescimento?
Os resultados mostram que a aposta do Google não se limita ao Search. A onda de IA puxa várias frentes ao mesmo tempo. No trimestre anterior, a empresa havia citado 325 milhões de assinaturas pagas, então o novo número representa um salto notável em apenas três meses. As assinaturas pagas subiram para 350 milhões, com YouTube e Google One apontados como principais motores. A receita do Google Cloud saltou 63%, para US$ 20,0 bilhões. O backlog do negócio de nuvem quase dobrou de um trimestre para o outro e superou US$ 460 bilhões. Os usuários ativos mensais pagos do Gemini E
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