CEO da Cloudflare avisa: bots de IA superarão humanos em tráfego de internet até 2027
Matthew Prince, chefe da Cloudflare, afirmou: até 2027, bots de IA superarão humanos em volume de tráfego na internet. Agentes de IA generativa já estão…
Processado por IA de TechCrunch; editado por Hamidun News
Até 2027, a maioria do tráfego da internet será gerada não por humanos, mas por agentes de IA e bots. Essa previsão foi feita por Matthew Prince, CEO da Cloudflare — uma empresa que processa uma parcela significativa do tráfego global de internet e possui dados únicos sobre sua estrutura. A Cloudflare ocupa uma posição especial no ecossistema de internet: trilhões de requisições de sites e aplicações em todo o mundo passam pelas redes da empresa diariamente.
Isso dá a Prince e sua equipe a capacidade de observar mudanças na estrutura do tráfego em tempo real. E o que eles veem aponta para uma mudança radical: a parcela de requisições automatizadas — de crawlers de busca, agentes de IA e bots especializados — está crescendo rapidamente. O crescimento está diretamente ligado ao boom da IA generativa.
Grandes modelos de linguagem requerem volumes enormes de dados para treinamento e fine-tuning — e as empresas obtêm uma parcela significativa desses dados escaneando a web aberta. OpenAI, Anthropic, Google, Meta e dezenas de outros atores operam crawlers poderosos que percorrem bilhões de páginas. Mas isso é apenas a ponta do iceberg: simples crawlers estão sendo substituídos por uma nova geração de agentes de IA que não apenas leem páginas, mas interagem com sites como usuários — preenchendo formulários, chamando APIs, navegando por interfaces.
De acordo com a própria Cloudflare, em 2024 a parcela de tráfego de bots em recursos protegidos já superava 30% do volume total. A IA generativa adiciona uma nova categoria em rápido crescimento: tráfego de agentes, que é indistinguível comportamentalmente do tráfego humano, mas é gerado em escalas inatingíveis para usuários reais. O custo de lançamento de tais agentes cai a cada trimestre, e os casos de uso se multiplicam: desde monitoramento automático de concorrentes até agentes que pesquisam independentemente mercados e interagem com serviços web em nome dos usuários.
Isso levanta questões difíceis para a indústria. A infraestrutura web foi projetada para tráfego humano com suas restrições naturais — velocidade de leitura, pausas entre ações, duração limitada de sessão. O tráfego de agentes não conhece tais restrições e é capaz de gerar carga várias ordens de magnitude maior.
Recursos de servidor, largura de banda de CDN, acordos de licença de conteúdo — tudo isso sofrerá pressão. Já agora, muitos editores estão atualizando robots.txt e implementando regras de rate-limiting mais rigorosas.
A previsão de Prince não é um aviso, mas uma descrição de um processo já em andamento. A internet está deixando de ser um espaço para humanos e está se tornando infraestrutura cada vez mais usada por máquinas. Para os negócios, isso significa a necessidade de repensar a análise de tráfego, modelos de monetização e proteção de conteúdo.
Para empresas de infraestrutura como a Cloudflare — este é um novo mercado para ferramentas de gerenciamento de tráfego de agentes.
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