Jensen Huang na GTC: $1 trilhão em chips de IA e estratégia OpenClaw para cada empresa
Jensen Huang subiu ao palco da GTC em sua icônica jaqueta de couro e fez um keynote de duas horas. Pontos principais: vendas de chips de IA atingirão $1…
Processado por IA de TechCrunch; editado por Hamidun News
A Nvidia GTC 2025 transcorreu segundo o script habitual: Jensen Huang em sua icônica jaqueta de couro preta, um keynote de duas horas repleto de afirmações ousadas — e algumas surpresas que continuarão sendo discutidas por anos. O número destaque da conferência é $1 trilhão. Esse é o montante que, segundo a previsão de Huang, as vendas globais de chips de IA atingirão até 2027.
Um número ambicioso, mas longe de ser aleatório: a corrida por poder computacional acelerou a velocidades sem precedentes. Hiperscalers — Microsoft, Google, Amazon, Meta — estão expandindo data centers, estados soberanos estão construindo infraestruturas nacionais de IA, e startups estão consumindo clusters de GPU mais rapidamente do que conseguem sair das fábricas. A segunda tese-chave do keynote é a estratégia OpenClaw.
Huang declarou: toda empresa no mundo deve construir seu próprio stack OpenClaw — um conjunto de ferramentas para criar, treinar e implementar agentes de IA. Não é meramente um termo técnico; é a tentativa da Nvidia de estabelecer um novo padrão para arquitetura corporativa de IA, cujo centro, naturalmente, é ocupado pelo hardware da própria empresa. O ecossistema abrange tudo: de chips Blackwell à plataforma NeMo e ferramentas de orquestração de agentes.
Um anúncio separado da conferência foi NemoClaw — um complexo de IA física que combina os recursos da plataforma linguística NeMo com sistemas robóticos. Essa é parte da aposta mais ampla da Nvidia em IA física: Huang falou detalhadamente sobre robótica, veículos autônomos e agentes industriais como a próxima onda de automação. Os investimentos da empresa na plataforma Omniverse e parcerias com fabricantes de robôs finalmente começaram a convergir em uma narrativa única.
Conforme o pano caía, algo imediatamente se espalhou pelas redes sociais. Um robô chamado Olaf entrou no palco — o presumido clímax da demonstração de IA física. No entanto, o robô claramente não tinha a intenção de seguir o script: continuou falando sem parar, e em certo momento seu microfone foi simplesmente desligado.
Huang levou a situação com humor, mas o episódio se tornou um lembrete irónico: a distância entre robôs de demonstração em conferências e sistemas industriais reais permanece vasta. O que isso significa para o mercado? A Nvidia continua fortalecendo sua posição como fornecedora inquestionável de infraestrutura de IA.
Concorrentes — AMD, Intel, chips customizados do Google e Amazon — ainda não conseguem oferecer uma alternativa comparável. A previsão de $1 trilhão não é uma mensagem de marketing, mas um sinal para investidores, parceiros e compradores corporativos: a corrida pela computação está apenas começando, e a Nvidia pretende permanecer em seu centro por pelo menos mais três anos. Para as empresas, esse é um sinal direto: se o maior fabricante de chips de IA do mundo já está considerando tais volumes em um horizonte de dois anos, a abordagem de "esperar e ver" deixa de ser uma estratégia razoável.
OpenClaw ou não — a infraestrutura de IA se transforma de opcional para essencial.
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