Apple completa 50 anos: a empresa pretende continuar vendendo o iPhone daqui a meio século
A Apple completa 50 anos — e já pensa no próximo meio século. Executivos da empresa disseram à WIRED qual é a estratégia para a era da IA: o iPhone…
Processado por IA de Wired; editado por Hamidun News
A Apple está completando 50 anos — e a empresa já está pensando em como será o próximo meio-século. Em uma entrevista de jubileu para a WIRED, executivos da Apple falaram em detalhes pela primeira vez sobre sua estratégia para a era da AI. A principal conclusão: o iPhone não vai desaparecer.
O smartphone continuará sendo o centro do ecossistema — haverá simplesmente novos níveis ao seu redor. Fundada em 1º de abril de 1976 por três engenheiros do Vale do Silício, a Apple viajou de uma startup de garagem para a empresa mais valiosa da história com uma capitalização de mercado superior a três trilhões de dólares. Hoje, seu ecossistema une mais de dois bilhões de dispositivos ativos em todo o mundo.
O iPhone continua sendo o produto principal — ele representa mais da metade da receita. A revolução da AI colocou uma questão desconfortável para a Apple: e se assistentes de voz, óculos inteligentes ou interfaces cérebro-computador substituíssem o smartphone como o principal ponto de acesso ao mundo digital? A resposta da empresa é confiante: isso não acontecerá.
Pelo menos não nos próximos dez a vinte anos. Executivos descrevem a estratégia da Apple como evolução, não revolução. A inteligência artificial não substituirá o iPhone — ela se tornará uma nova camada sobre ele.
Apple Intelligence, lançado em 2024, já está integrado em iOS e macOS: reescreve textos, cria imagens, resume e-mails e controla aplicativos através de uma Siri atualizada. A empresa chama isso de início de uma transformação de anos. A Apple deliberadamente evita uma corrida direta com OpenAI e Google no espaço de chatbots.
A aposta é em três vantagens competitivas: privacidade (a maioria da computação é realizada diretamente no dispositivo sem enviar dados para a nuvem), integração profunda com seus próprios chips das séries M e A, e controle total sobre o ecossistema — do processador até a App Store. Apple Watch, AirPods, Vision Pro e futuros óculos de realidade aumentada são posicionados não como substitutos do iPhone, mas como extensões de suas capacidades. A computação espacial é a próxima aposta da empresa, mas também é construída em torno do smartphone, não em vez dele.
Para o mercado, este é um sinal importante: a Apple reconhece abertamente que a era da AI não é uma ameaça para ela, mas sim uma ferramenta para reter seu público. A duração média de propriedade do iPhone aumentou para quatro anos — usuários do ecossistema saem com menos frequência. A AI integrada deve tornar essa transição ainda menos atraente.
No seu centenário — em 2076 — a Apple, segundo as declarações de sua liderança, ainda pretende vender iPhones. Ou seja lá o que levar esse nome até então. A aposta na continuidade do ecossistema em vez de avanços discretos — essa é a estratégia principal de uma das empresas mais valiosas da história.
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