A evolução da Deli: como uma fabricante de papelaria conquista o mercado de alta tecnologia
O Grupo Deli está se transformando de um fabricante tradicional de materiais de escritório em uma holding de tecnologia. A empresa superou com sucesso a…
Processado por IA de 36Kr (36氪); editado por Hamidun News
# A Evolução da Deli: Como um Fabricante de Artigos de Papelaria Conquista o Mercado de Alta Tecnologia
Quando se trata de empresas de tecnologia, vêm à mente nomes como Apple, Tesla ou Huawei. Mas enquanto o mundo acompanha a corrida pela inteligência artificial e pelos veículos elétricos, o grupo chinês Deli está passando por sua própria revolução digital—embora comece não com processadores, mas com canetas esferográficas. Ao longo de quatro décadas, a empresa se transformou de um modesto fabricante de artigos de papelaria em um conglomerado tecnológico completo, quebrando o estereótipo de que não há nada para inovar no setor de artigos de escritório.
Durante muito tempo, o setor onde a Deli reina foi considerado tecnologicamente primitivo. Pequeno tamanho do produto, baixo custo unitário, alta produção—tudo isso criava a impressão de não haver barreiras técnicas. Mas essa era uma concepção profundamente equivocada.
Por trás da simplicidade de uma caneta esferográfica existe um mundo inteiro de desafios de engenharia: química da tinta, mecânica de transmissão, ciência dos materiais, precisão de nível micrométrico na fabricação. Durante anos, a China dizia que o país era incapaz de criar uma ponta de escrita de qualidade—um paradoxo para a maior fábrica do mundo. A Deli se propôs a provar o contrário, investindo décadas de pesquisa e criando seu próprio laboratório onde trabalham cerca de cem especialistas em tintas e cabeçotes de caneta.
O avanço veio na forma de um sistema de três esferas. A construção tradicional de esfera única sofria com saída desigual de tinta e atrito excessivo durante a escrita. Primeiro, a Deli desenvolveu um sistema de duas esferas, mas o time não parou.
Três anos foram gastos resolvendo o desafio de sincronizar três esferas de milímetro em um único eixo de modo que girassem estável e uniformemente sob a pressão da caneta. O resultado superou as expectativas: a suavidade da escrita aumentou em 25 por cento, a tinta agora flui uniformemente, e estudantes e trabalhadores de escritório experimentam menos fadiga durante a escrita prolongada. Isto não é um truque de marketing—é uma solução para um problema real de milhões de pessoas que trabalham com uma caneta nas mãos por horas.
Mas a Deli não descansou em seus louros. Em 2015, a empresa fez um salto estratégico, passando de artigos de escrita para fabricação de impressoras—um setor protegido por centenas de milhares de patentes e décadas de domínio por gigantes estrangeiros. A lógica do movimento parecia simples mas ambiciosa: evitar dependência de consumíveis caros, garantir segurança da informação para clientes governamentais e corporativos, e finalmente—criar um ecossistema para digitalização completa do local de trabalho. Em vez de comprar licenças e incorporar tecnologias de terceiros, a Deli escolheu o caminho do desenvolvimento independente, rejeitando a conveniência de uma solução rápida em favor do controle de longo prazo sobre a cadeia de valor.
Essa decisão reflete uma estratégia mais ampla de substituição de importações e independência tecnológica. A Deli integra seus próprios processadores da série Loongson, desenvolve seu próprio software e plataformas em nuvem. A empresa compreende que em um mundo de crescentes tensões geopolíticas e sanções, gerenciar componentes-chave se torna não apenas uma vantagem competitiva, mas uma questão de sobrevivência para grandes clientes do setor governamental.
Olhando para o futuro, a Deli planeja implementar inteligência artificial e soluções em nuvem para automatizar processos domésticos e de escritório. Isso significa que em um futuro próximo, os usuários poderão gerenciar impressão, digitalização e outras operações através de uma interface inteligente, sincronizada com armazenamento em nuvem e gerenciando despesas com base em análise de uso. Essa transformação mostra que a Deli se vê não simplesmente como fornecedora de hardware e tinta, mas como criadora de um ecossistema completo de escritório inteligente.
A história da Deli é a história de como uma empresa, começando com a luta pelo direito de criar sua própria caneta, gradualmente construiu um conglomerado verticalmente integrado, competindo com corporações internacionais. É um lembrete de que a inovação pode se esconder nos lugares mais inesperados—não requer grandes nomes e investimentos gigantescos em publicidade. Às vezes significa simplesmente o desejo de tornar a vida das pessoas um pouco mais confortável, ouvindo o que elas dizem, e não parando quando o primeiro resultado é alcançado.
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