China criou os relógios ópticos mais precisos do mundo: erro de 1 segundo a cada 72 bilhões de anos
Cientistas chineses alcançaram um avanço revolucionário em metrologia ao criar os relógios ópticos mais precisos do mundo. Uma equipe de pesquisadores do…
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Cientistas chineses alcançaram um avanço revolucionário em metrologia ao criar os relógios ópticos mais precisos do mundo. Uma equipe de pesquisadores do Instituto de Inovação em Medição de Precisão e Tecnologia da Academia Chinesa de Ciências apresentou a segunda geração de relógios ópticos baseados em íons de cálcio com resfriamento por nitrogênio líquido, demonstrando precisão sem precedentes. O erro total do sistema é de apenas 4,4E-19 (4,4 à potência de 10 menos 19), o que significa que o relógio atrasará ou adiantará no máximo um segundo a cada 72 bilhões de anos.
Os resultados da pesquisa foram publicados na prestigiosa revista internacional Physical Review Letters. Relógios ópticos são um tipo de relógio atômico que opera na faixa de frequência óptica, significativamente mais alta do que os relógios atômicos de micro-ondas tradicionais usados nos sistemas GPS modernos e outras tecnologias de navegação. A frequência mais alta permite maior precisão, pois mudanças menores na frequência têm um impacto maior na marcação do tempo.
Desenvolver relógios ópticos é uma tarefa complexa que requer controle preciso sobre muitos fatores, incluindo temperatura, campos eletromagnéticos e vibração. Os novos relógios chineses usam íons de cálcio resfriados com nitrogênio líquido para alcançar alta estabilidade e precisão. A captura de íons é um método no qual íons são mantidos no lugar usando campos eletromagnéticos.
O resfriamento com nitrogênio líquido permite reduzir o ruído térmico, que pode afetar a precisão das medições. O erro alcançado de 4,4E-19 é o valor mais alto já registrado para relógios ópticos, tornando-os os mais precisos do mundo. Vale ressaltar que a precisão dos relógios atômicos é criticamente importante para muitas tecnologias modernas.
Sistemas de navegação global como GPS e GLONASS usam relógios atômicos em satélites para determinar a localização com alta precisão. Relógios mais precisos permitem melhorar a precisão da navegação. Além disso, relógios atômicos são usados em pesquisa científica, como teste de teorias físicas fundamentais e estudo de ondas gravitacionais.
O desenvolvimento de relógios ópticos ultra-precisos tem implicações de longo alcance. Primeiro, abre novas possibilidades para pesquisa científica fundamental, permitindo que cientistas conduzam medições mais precisas e testem leis fundamentais da física com precisão sem precedentes. Segundo, pode levar ao desenvolvimento de novas tecnologias em navegação, comunicações e sensoriamento.
Por exemplo, relógios mais precisos poderiam permitir a criação de sistemas GPS mais confiáveis e precisos, bem como o desenvolvimento de novos tipos de sensores para detectar campos gravitacionais fracos. A China está investindo recursos substanciais no desenvolvimento de tecnologias avançadas, incluindo inteligência artificial, computação quântica e metrologia avançada. O desenvolvimento dos relógios ópticos mais precisos do mundo é testemunho desses esforços e fortalece a posição da China como um dos líderes em ciência e tecnologia.
No futuro, devem-se esperar novos avanços neste campo, que levarão a novas realizações tecnológicas e descobertas científicas. Os novos relógios ópticos criados pelos cientistas chineses representam um avanço tecnológico impressionante que abre novos horizontes para a ciência e a tecnologia. A precisão sem precedentes desses relógios permitirá medições mais precisas, o desenvolvimento de novas tecnologias e o teste das leis fundamentais da física com maior confiança.
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