AREX-2, modelo chinês baseado em 27B, supera sistema de 1,6 trilhão de parâmetros
Pesquisadores da Academia de Inteligência Artificial de Pequim (BAAI), da Universidade de Ciência e Tecnologia da China (USTC) e da Universidade Renmin da China lançaram o AREX-2. O modelo foi construído sobre o Qwen3.8-27B e, segundo os autores, supera um sistema de 1,6 trilhão de parâmetros, quase 60 vezes maior. O segredo está nos dados. A equipe AREX reuniu longas cadeias de reflexão em tarefas de aprendizado de máquina e programação algorítmica. O modelo aprende a não entregar a resposta na primeira tentativa: ele analisa os próprios erros repetidas vezes e melhora a solução. Os autores veem nisso um passo rumo ao autoaperfeiçoamento recursivo (RSI). • Base: Qwen3.8-27B • Domínio de treinamento: engenharia de ML e código algorítmico • Participantes: BAAI, USTC, Universidade Renmin da China
Processado por IA de Jiqizhixin (机器之心); editado por Hamidun News
Um modelo de 27 bilhões de parâmetros superou, segundo pesquisadores chineses, um sistema de 1,6 trilhão. A diferença de tamanho é de quase 60 vezes. O grupo AREX, formado pela Academia de Inteligência Artificial de Pequim (BAAI), pela Universidade de Ciência e Tecnologia da China (USTC) e pela Universidade Renmin da China, apresentou o AREX-2. O modelo usa como base o enxuto Qwen3.8-27B e foi treinado com dados de "reflexão longa" extraídos de tarefas de aprendizado de máquina e de programação algorítmica.
Reflexão em vez de mais parâmetros
O caminho habitual para um modelo forte em programação é aumentar o número de parâmetros, ampliar o corpus e adicionar aprendizado por reforço em tarefas verificáveis. O AREX-2 toma outro rumo. Os autores estruturaram os dados de treinamento em torno de um ciclo longo de "tentativa, análise, correção". Nele, o modelo não se limita a uma única passada: volta à própria solução, identifica o ponto fraco e reformula o algoritmo.
A escolha do domínio não é aleatória. Na engenharia de ML e na programação algorítmica, o resultado é mensurável: o código passa nos testes ou não, a métrica sobe ou cai. Por isso o feedback é confiável, e é possível coletar e validar longas trajetórias de melhoria.
Por que a comparação entre 27B e 1,6T chama atenção
O destaque da pesquisa está no contraste de tamanho. Se medições independentes confirmarem o resultado declarado, ele reforçará uma tendência antiga: em tarefas restritas e fáceis de verificar, a qualidade depende cada vez mais da estrutura dos dados e do procedimento de treinamento, e não da quantidade de parâmetros.
Para engenheiros, isso tem consequências práticas. Um modelo na escala de 27B cabe em alguns aceleradores e custa bem menos para operar do que sistemas de trilhões de parâmetros. Dá para implantá-lo dentro da empresa, fazer ajuste fino e executá-lo em ciclos longos de agentes, nos quais cada token a mais custa dinheiro.
RSI como estrutura de trabalho
Os autores associam o trabalho ao autoaperfeiçoamento recursivo (RSI): a capacidade de um sistema de melhorar iterativamente os próprios algoritmos. A ideia é que um modelo capaz de refinar código para tarefas de ML de forma longa e consciente se aproxima, aos poucos, de melhorar os próprios processos de ML. Na formulação deles, isso abre a porta para a evolução autônoma da inteligência. Por ora, trata-se de um primeiro passo em uma área limitada, e não de um sistema totalmente autoaperfeiçoável.
Principais parâmetros do lançamento:
- Modelo: AREX-2
- Arquitetura base: Qwen3.8-27B (cerca de 27 bilhões de parâmetros)
- Dados de treinamento: longas cadeias de reflexão em ML e programação algorítmica
- Comparação declarada: superioridade sobre um modelo na escala de 1,6 trilhão de parâmetros
- Desenvolvedores: grupo AREX; BAAI, USTC e Universidade Renmin da China
- Estrutura da pesquisa: autoaperfeiçoamento recursivo (RSI)
O que as equipes que constroem agentes devem verificar
Equipes que desenvolvem agentes de código e de pesquisa devem olhar com atenção para o esquema em si. Se você tem tarefas com verificação automática, é possível coletar não só as soluções finais corretas, mas também as trajetórias de correção: o que foi tentado, por que não funcionou, como a abordagem mudou. Esse tipo de dataset ensina o modelo a lidar com o erro, e não apenas a reproduzir uma resposta pronta.
Antes de adotar, são necessárias medições independentes. Primeiro, é preciso descobrir em quais benchmarks e em que condições o AREX-2 supera o modelo grande: a limitação do domínio pode influenciar bastante as conclusões. Depois, é preciso confirmar que o ganho se mantém em tarefas fora da distribuição de treinamento e em horizontes longos, nos quais os erros se acumulam. Se esses testes forem superados, modelos compactos treinados com reflexão passarão a ser uma alternativa real aos gigantes caros para agentes de engenharia.
Perguntas frequentes sobre a notícia
O que se sabe sobre Reflexão em vez de mais parâmetros?
O caminho habitual para um modelo forte em programação é aumentar o número de parâmetros, ampliar o corpus e adicionar aprendizado por reforço em tarefas verificáveis. O AREX-2 toma outro rumo. Os autores estruturaram os dados de treinamento em torno de um ciclo longo de "tentativa, análise, correção". Nele, o modelo não se limita a uma única passada: volta à própria solução, identifica o ponto fraco e reformula o algoritmo. A escolha do domínio não é aleatória. Na engenharia de ML e na programação algorítmica, o resultado é mensurável: o código passa nos testes ou não, a m
Por que a comparação entre 27B e 1,6T chama atenção?
O destaque da pesquisa está no contraste de tamanho. Se medições independentes confirmarem o resultado declarado, ele reforçará uma tendência antiga: em tarefas restritas e fáceis de verificar, a qualidade depende cada vez mais da estrutura dos dados e do procedimento de treinamento, e não da quantidade de parâmetros. Para engenheiros, isso tem consequências práticas. Um modelo na escala de 27B cabe em alguns aceleradores e custa bem menos para operar do que sistemas de trilhões de parâmetros. Dá para implantá-lo dentro da empresa, fazer ajuste fino e executá-lo em ciclos l
O que se sabe sobre RSI como estrutura de trabalho?
Os autores associam o trabalho ao autoaperfeiçoamento recursivo (RSI): a capacidade de um sistema de melhorar iterativamente os próprios algoritmos. A ideia é que um modelo capaz de refinar código para tarefas de ML de forma longa e consciente se aproxima, aos poucos, de melhorar os próprios processos de ML. Na formulação deles, isso abre a porta para a evolução autônoma da inteligência. Por ora, trata-se de um primeiro passo em uma área limitada, e não de um sistema totalmente autoaperfeiçoável. Principais parâmetros do lançamento: Modelo: AREX-2 Arquitetura base: Qwen3.8-
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