SkeLAM ensina robô a repetir movimentos humanos após treinar com 10 horas de dados

Uma equipe do Instituto de Tecnologia de Harbin (campus de Shenzhen) apresentou o SkeLAM, modelo que aprende com dados de robôs, mas trabalha com demonstrações feitas por humanos. A base é o Cosmos-Predict2.5-2B, pré-treinado, e o treinamento usou cerca de 10 horas de gravações de um robô interagindo com objetos. O foco está na transferência: a entrada é um vídeo com a mão de uma pessoa, e, no vídeo gerado, o braço robótico se move na mesma direção da mão na demonstração. Todos os parâmetros ficam congelados, e não há ajuste fino para essas demonstrações. • Modelo base: Cosmos-Predict2.5-2B, cerca de 2 bilhões de parâmetros • Volume de dados de treinamento: aproximadamente 10 horas de gravações de robôs • Tipo de transferência: da mão humana para o braço robótico, zero-shot

Processado por IA de Jiqizhixin (机器之心); editado por Hamidun News
SkeLAM ensina robô a repetir movimentos humanos após treinar com 10 horas de dados
Fonte: Jiqizhixin (机器之心). Colagem: Hamidun News.
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Ficha técnica e números-chave
ParâmetroDados
Fonte originalJiqizhixin (机器之心) ↗
Editor-chefe
Modelo baseCosmos-Predict2.5-2B, cerca de 2 bilhões de parâmetros
Volume de dados de treinamentoaproximadamente 10 horas de gravações de robôs
Tipo de transferênciada mão humana para o braço robótico, zero-shot

Cerca de 10 horas de gravações de um robô e uma demonstração com a mão humana. Foi o suficiente para pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Harbin (campus de Shenzhen) obterem o SkeLAM, modelo que transfere o movimento de uma pessoa para um braço robótico sem ajuste fino. O sistema parte do modelo de vídeo pré-treinado Cosmos-Predict2.5-2B, treinado com aproximadamente 10 horas de dados de robôs.

Humano na entrada, braço robótico na saída

O experimento é simples. O modelo foi treinado com dados em que um braço robótico interage com objetos. Na etapa de teste, os quadros do robô foram substituídos por uma demonstração humana: no vídeo, quem se move é uma mão real. O vídeo gerado mostra um braço mecânico cujo movimento corresponde ao gesto da pessoa. A direção do deslocamento coincide com a da demonstração.

Há um detalhe importante na forma como isso foi feito. Durante a transferência, os parâmetros do modelo ficam totalmente congelados, e nada foi ajustado para as demonstrações humanas. Esse regime é chamado de zero-shot: o modelo recebe dados de natureza diferente e lida com eles usando apenas os pesos obtidos no treinamento com dados de robôs.

Por que a transferência entre corpos continua sendo um gargalo

A robótica convive há muito tempo com a falta de dados. Gravações de teleoperação são caras: exigem operador, equipamento e tempo. Já vídeos de pessoas movendo as mãos são muitas vezes mais fáceis de filmar, e a internet tem uma quantidade enorme deles. Só que a mão humana e a garra de um manipulador diferem em geometria, número de graus de liberdade e aparência. Um modelo treinado em uma "forma de corpo" costuma ler mal outra. Na literatura, esse problema é chamado de transferência cross-embodiment (entre corpos).

O SkeLAM mostra que, com um volume pequeno de dados de robôs, é possível construir uma ponte entre duas formas corporais. Dez horas é um dataset modesto para os padrões da indústria. Parte do trabalho fica por conta de um grande modelo de vídeo, que já tem noção da física da cena, dos objetos e da dinâmica dos movimentos.

Parâmetros do experimento

  • Autores: Instituto de Tecnologia de Harbin, campus de Shenzhen
  • Nome do modelo: SkeLAM
  • Modelo base: Cosmos-Predict2.5-2B, modelo de vídeo pré-treinado com cerca de 2 bilhões de parâmetros
  • Dados de treinamento: cerca de 10 horas, no total, de dados de interação de robôs
  • Cenário de teste: transferência da mão humana para o braço robótico
  • Entrada no teste: videodemonstração de uma pessoa no lugar dos quadros do robô
  • Resultado: o braço mecânico no vídeo gerado se move na direção correspondente à demonstração
  • Regime de transferência: todos os parâmetros congelados, sem ajuste fino nessas demonstrações

O que ainda falta verificar

Gerar vídeo e controlar um manipulador real são etapas diferentes. Um clipe em que a mão se move na direção certa ainda não garante que um robô físico consiga executar uma pegada, uma rotação ou um posicionamento preciso. A coincidência na direção do movimento valida a base, mas não a motricidade fina. Os próximos passos devem, muito provavelmente, ir na direção de converter as trajetórias geradas em comandos para robôs reais e de testar o modelo em plataformas diferentes.

Para quem constrói robôs, a conclusão prática é a seguinte. Se novos testes confirmarem o resultado, boa parte dos dados de treinamento poderá ser coletada não com o robô, mas com pessoas e uma câmera comum. Isso reduz o custo dos datasets e acelera as iterações. Modelos de vídeo da classe Cosmos deixam de ser meros geradores de clipes e passam a servir de base para políticas de controle. Vale acompanhar como a equipe levará o resultado para plataformas físicas e quais métricas de sucesso nas tarefas ela apresentará fora dos vídeos de demonstração.

Perguntas frequentes sobre a notícia

O que se sabe sobre Humano na entrada, braço robótico na saída?

O experimento é simples. O modelo foi treinado com dados em que um braço robótico interage com objetos. Na etapa de teste, os quadros do robô foram substituídos por uma demonstração humana: no vídeo, quem se move é uma mão real. O vídeo gerado mostra um braço mecânico cujo movimento corresponde ao gesto da pessoa. A direção do deslocamento coincide com a da demonstração. Há um detalhe importante na forma como isso foi feito. Durante a transferência, os parâmetros do modelo ficam totalmente congelados, e nada foi ajustado para as demonstrações humanas. Esse regime é chamado

Por que a transferência entre corpos continua sendo um gargalo?

A robótica convive há muito tempo com a falta de dados. Gravações de teleoperação são caras: exigem operador, equipamento e tempo. Já vídeos de pessoas movendo as mãos são muitas vezes mais fáceis de filmar, e a internet tem uma quantidade enorme deles. Só que a mão humana e a garra de um manipulador diferem em geometria, número de graus de liberdade e aparência. Um modelo treinado em uma "forma de corpo" costuma ler mal outra. Na literatura, esse problema é chamado de transferência cross-embodiment (entre corpos). O SkeLAM mostra que, com um volume pequeno de dados de robô

O que se sabe sobre Parâmetros do experimento?

Autores: Instituto de Tecnologia de Harbin, campus de Shenzhen Nome do modelo: SkeLAM Modelo base: Cosmos-Predict2.5-2B, modelo de vídeo pré-treinado com cerca de 2 bilhões de parâmetros Dados de treinamento: cerca de 10 horas, no total, de dados de interação de robôs Cenário de teste: transferência da mão humana para o braço robótico Entrada no teste: videodemonstração de uma pessoa no lugar dos quadros do robô Resultado: o braço mecânico no vídeo gerado se move na direção correspondente à demonstração Regime de transferência: todos os parâmetros congelados, sem ajuste fin

ZK
Zhemal Khamidun — CPO da Alpina Digital, gerente de produto do AlpinaGPT. Cria produtos de IA desde 2019. O Hamidun News é um projeto pessoal que virou um agregador em produção com mais de 6.000 leitores.
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