CEO da Dealroom: empresas europeias com capital de risco vão superar a indústria em cinco anos
O fundador e CEO da Dealroom, Yoram Wijngaarde, falou na conferência Wave by Vento, em Turim, e fez duas declarações. A primeira: em até cinco anos, as empresas europeias apoiadas por capital de risco vão superar a base industrial do continente em valor total criado. A segunda: o primeiro startup europeu avaliado em 1 trilhão de dólares talvez já exista. O trecho disponível não revela o nome da empresa. • Horizonte da projeção: cinco anos. • A comparação é entre o valor das empresas de VC e o da indústria da Europa. • A metodologia e o nome do "futuro trilionário" ainda não foram divulgados.
Processado por IA de TNW; editado por Hamidun News
O fundador e CEO da Dealroom, Yoram Wijngaarde, afirmou na conferência Wave by Vento, em Turim, que as empresas europeias com capital de risco podem valer mais do que a base industrial do continente já nos próximos cinco anos. Na mesma ocasião, ele disse que o primeiro startup europeu avaliado em 1 trilhão de dólares talvez já exista. A apresentação ocorreu na quinta-feira, 8 de outubro de 2026. O trecho disponível do material não diz a qual empresa ele se referia.
O que foi dito
Segundo Wijngaarde, o ecossistema financiado por capital de risco vai superar o setor industrial da Europa em valor total criado dentro de cinco anos. A Dealroom reúne dados sobre startups, rodadas e avaliações, então seu líder fala de quem acompanha o mercado em números. Mas isso é uma projeção, não um relatório. O trecho não traz cálculos públicos.
A segunda tese é mais provocativa. 1 trilhão de dólares continua sendo um patamar que pouquíssimas corporações de tecnologia do mundo sustentam, e a maioria delas são empresas americanas de capital aberto. A ideia de que um startup europeu possa já estar nessa trajetória soa ousada. Soa ainda mais ousada porque o nome da empresa não foi revelado.
Principais pontos
- Quem fala: Yoram Wijngaarde, fundador e CEO da Dealroom.
- Onde e quando: Wave by Vento, Turim, quinta-feira, 8 de outubro de 2026.
- Tese principal: as empresas de VC da Europa vão superar a base industrial em valor total.
- Horizonte: em até cinco anos.
- Segunda tese: o primeiro startup europeu de 1 trilhão de dólares talvez já exista.
- Não revelado no trecho: o nome da empresa, a metodologia de cálculo e os números concretos dos dois lados da comparação.
Por que a comparação com a indústria importa e onde ela é frágil
Por décadas, a economia europeia se apoiou em automobilismo, engenharia mecânica, química e farmacêutica. Nesse cenário, o setor de tecnologia do continente era visto como sócio minoritário dos Estados Unidos e da China. Ao comparar o valor das empresas de venture capital com o da indústria, trata-se de uma mudança na estrutura econômica, e não de um único negócio de grande repercussão.
A comparação tem ressalvas. As avaliações de empresas privadas derivam das rodadas de financiamento e dependem do humor dos investidores, não de negociações diárias em bolsa. O valor dos gigantes industriais é definido pelo mercado e pode variar de outra forma. Além disso, não está claro o que entra em "valor total criado": apenas as avaliações atuais, as aberturas de capital ou também as empresas já listadas em bolsa que cresceram a partir do venture capital. Sem essa definição, é difícil verificar o número.
Onde entra a IA
O trecho disponível não menciona IA. Mas é razoável supor que o otimismo em torno de avaliações de trilhões esteja ligado a empresas que trabalham com redes neurais, computação e plataformas de software: é justamente aí que hoje se concentra a maior parte do capital de risco mundial. Essa é uma suposição nossa, não uma fala do palestrante.
Como interpretar essa projeção
Para fundadores e investidores, o recado é: a confirmação deve vir de dados, não de declarações de impacto. Vale verificar como a Dealroom calcula o "valor criado", que parcela cabe às empresas de capital aberto e qual às avaliações privadas, e o quanto estas dependem das próximas rodadas.
Para corporações e programas governamentais, a pergunta central é outra: a Europa terá rodadas tardias, liquidez em bolsa e acesso a poder computacional suficientes para que as empresas cresçam até a escala de que fala Wijngaarde? Se o material completo do TNW ou a apresentação em Turim trouxerem o nome da empresa e os números, a projeção poderá ser avaliada de forma objetiva. Por ora, é uma tese forte sem as provas reveladas.
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