Apple devolve equipe de M&A ao CFO Kevan Parekh após sete anos
A Apple está devolvendo a equipe de fusões e aquisições ao comando do diretor financeiro, Kevan Parekh. Por sete anos, o grupo funcionou fora da área de finanças. Em maio, Parekh encerrou a política de net cash neutral, em vigor desde 2018, e analistas leram o movimento como sinal de disposição para fazer compras. Ao mesmo tempo, Carson Oliver passou a comandar a App Store, cargo que hoje se resume em boa parte a lidar com a regulação europeia. • M&A volta a ficar sob o CFO. • A política de net cash neutral foi encerrada em maio. • A App Store agora é, antes de tudo, uma questão europeia.
Processado por IA de TNW; editado por Hamidun News
A Apple está subordinando a equipe de fusões e aquisições ao diretor financeiro, Kevan Parekh. Por sete anos, o grupo ficou fora da área de finanças. A mudança vem cinco meses depois de Parekh encerrar, em maio, a política de net cash neutral, ou seja, a meta de zerar a posição líquida de caixa que a empresa mantinha desde 2018. Ao mesmo tempo, Carson Oliver assumiu a App Store. Hoje, esse cargo consiste quase por completo em negociar com reguladores europeus.
Por que as aquisições voltam ao diretor financeiro
Individualmente, cada decisão poderia ser explicada como rotina. Juntas, parecem um plano. Parekh comanda as finanças desde janeiro de 2025, quando substituiu Luca Maestri. Foi Maestri quem, em 2018, fixou a meta de net cash neutral: a Apple direcionava o excesso de caixa para recompra de ações e dividendos, de modo que a posição de caixa tendesse a zero. Enquanto a regra valia, uma grande aquisição se encaixava mal na política de capital. Agora a regra não existe mais, e a equipe que procura alvos de compra fica ao lado de quem administra o balanço.
Analistas interpretaram o fim da política como espaço aberto para negócios. A Apple não confirmou isso oficialmente, e a publicação não cita alvos concretos. Mas a lógica é clara. Quando o M&A responde ao diretor financeiro, a avaliação do preço, da estrutura do negócio e do impacto sobre a recompra de ações acontece em um único circuito.
O histórico de aquisições da Apple é modesto para uma empresa do seu tamanho. A compra mais cara continua sendo a Beats, por US$ 3 bilhões, em 2014. Em 2019, a empresa levou por US$ 1 bilhão o negócio de modems para smartphones da Intel. O restante, em geral, são equipes pequenas e tecnologias que logo foram absorvidas pelos produtos. No segmento de IA, essa prática levanta uma dúvida: compras pequenas bastarão para alcançar os concorrentes, ou a Apple vai decidir apostar em algo maior?
App Store como trabalho regulatório
A segunda parte da reorganização é menos chamativa, mas reveladora. Oliver assumiu a App Store e, segundo avaliação do TNW, o trabalho se resume principalmente à regulação europeia. É consequência do Digital Markets Act. Em abril de 2025, a Comissão Europeia multou a Apple em 500 milhões de euros por restrições que impediam os desenvolvedores de direcionar usuários a ofertas fora da loja. Desde então, a Apple reescreve as regras da plataforma, passo a passo, sob pressão de Bruxelas.
Para quem comanda a loja, isso significa mudança de perfil. Antes, esperava-se curadoria do catálogo e crescimento da receita de serviços. Agora, o cargo envolve negociar comissões, formas alternativas de pagamento e condições para desenvolvedores em uma jurisdição específica. A nomeação de Oliver mostra que a empresa vê essa frente como de longo prazo.
O que se sabe até agora
- Equipe de M&A: volta a ficar sob o CFO Kevan Parekh após sete anos fora da área de finanças.
- Política de net cash neutral: vigorou desde 2018 e foi encerrada em maio.
- App Store: Carson Oliver passou a ser o responsável.
- Maior negócio da história da Apple: Beats, US$ 3 bilhões, em 2014.
- Multa da Comissão Europeia pelo DMA: 500 milhões de euros, em abril de 2025.
- Alvos de compra e prazos: não foram divulgados.
O que observar daqui para frente
O primeiro indicador é o balanço trimestral. Se a Apple alterar a relação entre recompra de ações e saldo de caixa, isso será mais revelador do que qualquer boato. O segundo são as notícias sobre pequenas aquisições em IA e chips: é nesse campo que fica mais fácil para a empresa pagar por equipes e tecnologias prontas. O terceiro é a reação dos reguladores. Um grande negócio da Apple na Europa e nos EUA passaria por análise antitruste, e essa análise ocorreria em meio a disputas já abertas em torno da App Store.
Para desenvolvedores e parceiros, a conclusão prática é mais simples. As condições da App Store na Europa provavelmente continuarão mudando, por isso vale revisar os acordos com regularidade. Startups de IA devem levar em conta que a Apple agora tem estrutura e liberdade financeira para comprar. Mas ainda não há promessas diretas, e é cedo para planejar uma saída para um comprador.
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