Bloomberg: executivos da Apple não usam o Vision Pro de $3499, e a Meta toma a dianteira
Mark Gurman, no podcast Power On, da Bloomberg, respondeu às críticas às suas reportagens sobre o Vision Pro. Segundo ele, nem os executivos da Apple usam o headset, que é pesado e caro. O aparelho custa a partir de $3499 e está à venda desde fevereiro de 2024. A Meta oferece os headsets Quest a partir de $299 e os óculos Ray-Ban Meta, que as pessoas usam todos os dias. • Vision Pro: $3499, cerca de 600–650 g na primeira versão. • O Quest 3S custa a partir de $299, e os óculos Ray-Ban Meta, a partir de cerca de $300. • O problema da Apple está no preço, no peso e na falta de usos no dia a dia.
Processado por IA de Bloomberg Tech; editado por Hamidun News
Mark Gurman, colunista da Bloomberg, respondeu em um novo episódio do podcast Power On à onda de críticas às suas matérias sobre o Vision Pro. A tese central: nem os executivos da Apple usam esse headset. O aparelho custa $3499, está à venda desde fevereiro de 2024 e, na avaliação de Gurman, continua pesado e caro demais para o trabalho diário. Se os próprios dirigentes da empresa não colocam o produto no rosto, os compradores de fora têm ainda menos motivos convincentes para fazê-lo.
O anúncio do podcast não traz outros números. O restante do contexto abaixo vem de dados públicos sobre o mercado, e não do episódio em si.
O que exatamente Gurman disse
O episódio se resume a dois pontos. O primeiro: Gurman responde a quem considera sua cobertura do Vision Pro dura demais. O segundo: ele apresenta um argumento difícil de rebater com marketing. As pessoas que tomam decisões sobre o produto dentro da Apple não o usam.
Para uma empresa que constrói sua reputação sobre o hábito de usar os próprios dispositivos todos os dias, é um sinal desconfortável. iPhone, Apple Watch e AirPods entraram na rotina de milhões de pessoas. O Vision Pro, por ora, continua sendo um aparelho de demonstração, mostrado a visitantes.
Por que a Meta vence em outro campo
A Meta seguiu o caminho oposto. Em vez de um único headset premium, montou uma linha de produtos: headsets baratos para jogos e vídeo, além de óculos com câmera e assistente que não se distinguem de óculos comuns. A parceira é a EssilorLuxottica, dona da marca Ray-Ban, e por isso os óculos são comprados como acessório, não como experimento tecnológico.
Comparação pelos principais parâmetros:
- Apple Vision Pro: $3499, cerca de 600–650 g na primeira versão, chip M2 mais coprocessador R1, telas micro-OLED somando 23 milhões de pixels.
- Meta Quest 3: cerca de $499 no lançamento, aproximadamente 515 g, plataforma Snapdragon XR2 Gen 2.
- Meta Quest 3S: a partir de $299, a porta de entrada mais acessível para a realidade mista.
- Ray-Ban Meta: a partir de cerca de $300, com câmera, microfones e assistente de IA por voz em uma armação comum.
- Meta Ray-Ban Display: cerca de $799, óculos com display integrado e uma pulseira para controle por gestos.
A diferença de preço de 7 a 10 vezes entre o Vision Pro e os headsets da Meta explica a maior parte da distância nos volumes de venda. O peso explica o resto: depois de uma hora com um headset pesado, a vontade de voltar a usá-lo diminui.
O que a Apple já tentou corrigir
Em outubro de 2025, a Apple lançou uma versão atualizada do Vision Pro, com chip M5 e uma nova tira de cabeça, mas não reduziu o preço. Segundo veículos especializados, a empresa vem redirecionando recursos, em paralelo, para dispositivos mais leves e óculos inteligentes. A lógica é clara: o mercado mostrou que as pessoas aceitam usar no rosto algo que parece um par de óculos e resolve tarefas simples, como gravar vídeo, traduzir fala ou responder a perguntas.
A Apple tem trunfos fortes: qualidade de tela, ecossistema, chips de desenvolvimento próprio e a confiança dos usuários. Mas nenhum deles compensa a sensação de um quilo sobre a ponte do nariz nem um preço de notebook.
Conclusão prática
Para desenvolvedores, o recado é este: vale investir no visionOS como plataforma de nicho para demonstrações, treinamento e design, e não como canal de massa. Quem precisa de audiência deve olhar para o Quest e para o ecossistema de óculos inteligentes, onde o SDK e os programas de parceria da Meta evoluem mais rápido.
Para consumidores, o conselho é simples. Se o objetivo é entretenimento e fitness, o Quest 3S por $299 basta. Se a ideia é ter um assistente de IA no dia a dia, os óculos Ray-Ban Meta se encaixam melhor. O Vision Pro faz sentido para uma tarefa profissional específica, em que a qualidade da imagem justifique o preço.
Para a Apple, a principal pergunta dos próximos anos é se ela conseguirá criar um dispositivo vestível que seus próprios executivos queiram usar sem precisar de um motivo.
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