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Anthropic atualiza a Usage Policy: novas regras para o Claude entram em vigor em 12 de novembro

A Anthropic publicou em 8 de outubro uma nova versão da Usage Policy, que entra em vigor em 12 de novembro. A maior parte das mudanças esclarece regras já existentes, já que o Claude passou a assumir tarefas mais longas e autônomas. As proibições de contas falsas e de desinformação foram reunidas em uma única seção. A seção sobre eleições ficou mais enxuta, e a proibição geral de direcionamento personalizado a eleitores foi retirada. A proibição de armas agora cobre explicitamente software e componentes, e as regras sobre vigilância ficaram mais precisas. • As novas regras valem a partir de 12 de novembro. • A proibição de direcionamento a eleitores foi retirada, mas engano e uso abusivo de dados continuam proibidos. • Não é permitido usar o Claude para decidir quem investigar, prender ou acusar.

Processado por IA de Anthropic Blog; editado por Hamidun News
Anthropic atualiza a Usage Policy: novas regras para o Claude entram em vigor em 12 de novembro
Fonte: Anthropic Blog. Colagem: Hamidun News.
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A Anthropic publicou em 8 de outubro de 2026 uma nova edição da Usage Policy. As regras entram em vigor em 12 de novembro, o que deixa 35 dias para os clientes revisarem seus produtos. A empresa revisa a política uma vez por ano e justifica a revisão atual de forma simples: ao longo do último ano, o Claude passou a executar tarefas mais longas e autônomas, e as regras precisam mostrar como se aplicam a esses novos recursos. Na maior parte, são esclarecimentos. Há uma exceção: a Anthropic retirou a proibição geral de direcionamento personalizado a eleitores e campanhas.

Contas falsas e desinformação agora ficam na mesma seção

O motivo foram observações da própria empresa. A Anthropic identificou veículos estatais, escritórios de propaganda de governos e empresas comerciais usando o Claude em redes de contas falsas e em sites de notícias forjados. Formalmente, tudo isso já era proibido, mas as restrições estavam espalhadas pelas seções sobre eleições, fraude, privacidade e desinformação.

Agora elas estão reunidas na nova seção Do Not Engage in Deceptive Campaigns or Artificial Activity. Ela abrange qualquer atividade enganosa, política ou comercial: ocultar quem está por trás de uma mensagem, inflar conteúdo com contas e posts falsos e criar ferramentas e infraestrutura para operações de influência.

A seção sobre eleições foi reduzida e renomeada para Do Not Undermine Democratic Processes. Seu foco é o engano de eleitores e a sabotagem de eleições: informações falsas sobre candidatos e sobre o procedimento de votação, personificação de candidatos ou autoridades e supressão de comparecimento. A proibição geral de direcionamento personalizado foi removida porque atingia trabalho cívico legítimo. Por exemplo, organizações sem fins lucrativos não podiam produzir materiais para eleitores em outros idiomas, e comissões eleitorais não podiam enviar avisos sobre correção de cédulas. O direcionamento baseado em engano ou no uso abusivo de dados pessoais continua proibido pelas seções sobre campanhas enganosas, vigilância e privacidade.

Armas e vigilância: mais detalhes, mesma prática

A seção sobre armas afirma de forma explícita que a proibição cobre o software e os componentes que fazem a arma funcionar, incluindo sistemas de mira e de controle. Também entram ações como armar drones e outros veículos autônomos. A Anthropic viu tentativas de criar esse tipo de software com seus modelos. A empresa ressalta que o texto reflete uma prática que já era aplicada.

A seção sobre vigilância e justiça criminal foi reescrita a partir do relatório de setembro sobre ameaças cibernéticas, que descreve o uso crescente de IA em sistemas que identificam e rastreiam opositores políticos. Também aqui, a Anthropic fala em mais clareza, e não em mudança de prática.

  • É proibido vigiar pessoas sem o consentimento delas, seja em tempo real ou com base em dados coletados anteriormente.
  • Não é permitido usar o Claude para decidir ou recomendar quem investigar, prender ou acusar.
  • É proibido criar e aprimorar ferramentas destinadas à vigilância.
  • Continuam permitidos o monitoramento com consentimento das pessoas (por exemplo, monitoramento antifraude), a moderação de conteúdo, o jornalismo e a pesquisa jurídica.

O que verificar até 12 de novembro

Os requisitos para cenários de alto risco não mudaram, mas o texto ficou mais claro. Se o produto afeta saúde, direitos legais, finanças, fonte de renda ou acesso a serviços básicos, é preciso ter uma pessoa qualificada no circuito de decisão, com autoridade para revisar e, se necessário, alterar a recomendação do Claude. A pessoa afetada deve ser informada de que houve uso de IA. A atualização também inclui medidas de controle para os casos em que o Claude executa ações físicas por conta própria e disposições sobre maus-tratos a modelos. O texto original do anúncio é interrompido nesse trecho, por isso os detalhes devem ser consultados na política completa e na Supported Regions Policy.

Na prática, as equipes que constroem produtos sobre o Claude devem passar por três pontos. Primeiro, comparar a automação com a seção sobre campanhas enganosas, especialmente em marketing e na gestão de contas. Segundo, confirmar que os cenários médicos, financeiros e de RH contam com um revisor humano de fato e com aviso ao usuário. Terceiro, para quem trabalha com robótica, drones, segurança ou setor público, reler as seções sobre armas e vigilância: os limites agora estão traçados de forma explícita.

ZK
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