Avito analisa seis palestras da KubeCon Japan 2026 sobre compartilhamento de GPU
Anton Alekseev, engenheiro de ML Ops da Avito, esteve na KubeCon + CloudNativeCon Japan 2026, em Yokohama, e analisou seis palestras sobre GPU e inferência de LLM. No segundo dia, ele percebeu que os slides se repetiam: espectro de isolamento de tenants, cotas, bin packing e a tese de que "GPUs são caras, então vamos compartilhar". A Avito resolve o mesmo problema e conta o que já testou e o que pretende fazer. • Seis palestras sobre GPU e inferência de LLM. • Motivo comum: aceleradores são caros, portanto é preciso compartilhá-los. • A Avito confronta a própria experiência com o que foi apresentado na conferência.
Processado por IA de Хабр: Машинное обучение; editado por Hamidun News
Anton Alekseev, engenheiro de ML Ops da Avito, viajou a Yokohama para a KubeCon + CloudNativeCon Japan 2026 e reuniu seis palestras sobre GPU e inferência de LLM em uma única análise. No segundo dia da conferência, ele notou que os slides de palestrantes diferentes se pareciam: espectro de isolamento de tenants, cotas, bin packing e o refrão "GPUs são caras, vamos compartilhar". A Avito resolve o mesmo problema, então a comparação ficou prática: o que a empresa já testou e o que apenas pretende fazer.
O material no Habr, por enquanto, consiste só na parte introdutória. Por isso, o texto abaixo trata do contexto, e não de um resumo de cada palestra.
Um mesmo motivo em seis palestras
O fato de equipes diferentes chegarem de forma independente aos mesmos esquemas mostra que o tema amadureceu. Dois anos atrás, as GPUs no Kubernetes costumavam ser entregues inteiras: uma placa, um pod. Hoje, os aceleradores ocupam uma parte significativa do orçamento de infraestrutura, e a carga sobre eles é irregular. Treinamento e tarefas em lote ocupam a placa de forma intensa. A inferência online muitas vezes a deixa meio vazia. Daí vêm os quatro temas recorrentes:
- isolamento de tenants: quão rígida deve ser a separação entre vizinhos na mesma placa;
- cotas: quantos aceleradores uma equipe ou um projeto pode ocupar;
- bin packing: como empacotar os pods nos nós de forma densa, para não criar placas parcialmente ocupadas;
- inferência de LLM como principal consumidora, em que a memória para pesos e KV-cache esbarra no tamanho da placa.
O espectro de isolamento
Esse espectro é descrito em uma única escala: quanto mais rígida a fronteira entre os tenants, menor a utilização e maior a previsibilidade. Os pontos típicos dessa escala são conhecidos há tempos.
- Placa inteira para um único pod: isolamento máximo, densidade mais baixa.
- MIG em placas NVIDIA compatíveis: divisão por hardware em várias instâncias independentes, até sete por placa, com memória dedicada.
- MPS: vários processos dividem os recursos de computação, mas o isolamento é mais fraco.
- Time-slicing: os pods se revezam no uso da placa, e ninguém garante memória dedicada nem isolamento de falhas.
A escolha depende da carga. Para um serviço online crítico, com requisitos rígidos de latência, é mais sensato usar uma fronteira por hardware. Para experimentos internos, uma divisão mais branda costuma bastar.
Cotas e empacotamento
O isolamento define quem fica ao lado de quem. Cotas e o scheduler decidem quem recebe a placa. Na prática, é aí que se encontram filas para tarefas em lote, prioridades e preempção. O bin packing importa porque pedidos fracionados fragmentam o cluster rapidamente: sobram muitas frações livres, mas não há onde colocar um pod que precisa de uma placa inteira ou de um perfil MIG grande. Um scheduler que leva a topologia em conta e busca preencher os nós de forma densa devolve essas frações à circulação.
Segundo o autor, ele vai analisar o que, do que foi apresentado, a Avito já testou e o que está nos planos. Para o leitor, essa é a parte mais valiosa: as palestras em conferências costumam mostrar um esquema que funciona, mas raramente contam onde ele quebra com a carga de outra empresa. O relato de um engenheiro que confronta os slides com a própria produção preenche justamente essa lacuna. No fim do texto, o autor promete falar sobre o próprio Japão, então o formato fica mais próximo de um diário de viagem com um núcleo técnico.
Por onde começar numa equipe com cluster de GPU
Se você está apenas pensando em compartilhar placas, a ordem das ações decorre das próprias palestras. Primeiro, meça a utilização real: a carga das unidades de computação e a memória ocupada por serviço, e não apenas o fato de a placa ter sido alocada. Depois, separe as cargas por requisito de isolamento: inferência online, tarefas em lote, experimentos.
Para cada classe, escolha o seu ponto no espectro, sem tentar impor um regime único. Em seguida, introduza cotas por equipe e filas para tarefas em lote, e deixe a configuração do empacotamento para o fim, quando a estrutura dos pedidos já estiver clara. Por último, decida de antemão o que fazer com vizinhos barulhentos: sem métricas de latência, dividir a placa rapidamente vira fonte de degradações inexplicáveis.
A análise completa das seis palestras e a experiência da Avito estão publicadas no Habr, no artigo de Anton Alekseev.
Access Frontier LLMs & Multimodal AI in One Workspace
Discover NomadNet AI (nomadnet.ai) — unified access to frontier language models, research synthesis, and multimodal workflows.
O essencial da IA — uma vez por semana
Sete histórias que realmente importaram, escolhidas a dedo. Sem ruído nem releases.
Pronto! Verifique seu e-mail para a confirmação.