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Chega ao GitHub uma alternativa gratuita e open source ao AutoCAD para 2D e 3D

Uma alternativa gratuita e de código aberto ao AutoCAD foi publicada no GitHub. O programa cria desenhos 2D e modelos 3D e pode ser usado sem licença nem assinatura. Para comparação: o AutoCAD, da Autodesk, existe desde 1982, e a assinatura anual custa cerca de 2000 dólares. O anúncio da CNews não informa o nome do projeto, a licença nem se há suporte ao formato DWG, então ainda é cedo para avaliar a maturidade do produto. • Gratuito e com código aberto • Prometidos desenhos 2D e modelagem 3D • Teste decisivo: funcionamento com DWG e com projetos reais

Processado por IA de CNews; editado por Hamidun News
Chega ao GitHub uma alternativa gratuita e open source ao AutoCAD para 2D e 3D
Fonte: CNews. Colagem: Hamidun News.
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Um projeto publicado no GitHub vem sendo apontado, por seus autores e pela imprensa, como alternativa gratuita ao AutoCAD. Ele cria desenhos 2D e modelos 3D, e o código-fonte está aberto a todos. O original da Autodesk está prestes a completar 44 anos: a primeira versão saiu em dezembro de 1982. A assinatura anual custa cerca de 2000 dólares por posto de trabalho. A nota da CNews é curta e, por isso, o nome do projeto, a licença e a lista de funções não foram divulgados. A seguir, o que se sabe até agora e como avaliar lançamentos desse tipo.

Um mercado que há muito espera um substituto

Por décadas, o AutoCAD foi o padrão para desenhos técnicos em arquitetura, engenharia mecânica e construção. Hoje, seu principal ativo não está na interface nem no conjunto de comandos. Está no formato DWG, que guarda um enorme acervo de documentação de projetos no mundo todo. O formato é fechado, e é ele que mantém os usuários presos às assinaturas pagas.

Não faltam alternativas abertas. O FreeCAD se desenvolve desde o início dos anos 2000 e é distribuído sob a licença LGPL. LibreCAD e QCAD cobrem o desenho 2D. Na Rússia, depois da saída da Autodesk em 2022, a demanda se desloca para o KOMPAS-3D, da ASCON, e o nanoCAD, da Nanosoft. Cada solução tem um ponto fraco: ou o suporte a DWG é incompleto, ou a transição é difícil para equipes acostumadas ao AutoCAD.

O que se sabe sobre o novo projeto

Dos dados publicados, pouca coisa é confirmada:

  • plataforma: GitHub, com código-fonte aberto;
  • funções: desenhos 2D e modelos 3D;
  • custo: gratuito, sem assinatura;
  • não divulgados: nome, tipo de licença, suporte a DWG e DXF, lista de plataformas, número de contribuidores e histórico de commits.

Sem essas informações, a comparação ousada com o AutoCAD continua sendo, por ora, marketing. Um CAD gratuito, por si só, não é novidade. A novidade surgirá se o projeto conseguir abrir arquivos de terceiros sem perdas e aguentar volumes de trabalho reais.

Como avaliar esse tipo de lançamento

Um projeto CAD maduro tem alguns sinais, e todos podem ser verificados rapidamente.

O primeiro é o suporte a formatos. Sem importação e exportação confiáveis de DWG e DXF, o projeto serve para tarefas pessoais, mas não para trabalhar com fornecedores e processos de aprovação. O segundo é a licença: GPL, LGPL, MIT e Apache influenciam de maneiras diferentes a integração em produtos comerciais. O terceiro é o kernel geométrico. Muitos CADs abertos usam o OpenCascade, e as capacidades dele determinam a confiabilidade das operações booleanas e a velocidade em montagens complexas. O quarto é a atividade do repositório: commits regulares, issues fechadas e documentação.

O anúncio não diz uma palavra sobre redes neurais, e não se deve atribuir ao projeto funções de IA. Ainda assim, um CAD aberto também interessa nesse contexto. Seu código-fonte pode ser conectado a assistentes que geram desenhos a partir de descrições em texto e escrevem scripts de modelagem paramétrica. Em sistemas fechados, experimentos assim esbarram em licenças e APIs.

O que engenheiros e escritórios devem fazer

Não convém migrar projetos em andamento de uma vez. O mais sensato é montar um piloto pequeno. Pegue de 3–5 arquivos DWG reais, de complexidades diferentes, com blocos, camadas, cotas e referências externas, e abra-os no novo editor. Depois, verifique a impressão, as escalas e a exportação de volta para DWG. Se os arquivos passarem sem distorções, o projeto pode ser usado em tarefas internas: esboços, trabalhos acadêmicos e modelos pequenos. Se não passarem, vale salvar o repositório nos favoritos e voltar a ele em seis meses, quando já será possível ver como o projeto evolui.

Para empresas que gastam com licenças centenas de milhares de rublos ou milhares de dólares por ano, mesmo uma substituição parcial pode gerar uma economia considerável. Mas ela só se justifica se o projeto comprovar a compatibilidade na prática.

ZK
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