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Chancelaria da Índia chama fala de Vance sobre funcionários da Microsoft de profundamente ofensiva

O Ministério das Relações Exteriores da Índia respondeu de forma dura ao vice-presidente dos EUA, JD Vance. Ele havia chamado os trabalhadores estrangeiros contratados pela Microsoft de “indentured servants”, ou seja, trabalhadores sob contrato de servidão. Em coletiva em Nova Délhi na sexta-feira, o porta-voz da pasta, Randhir Jaiswal, afirmou que esse tipo de terminologia carrega um “doloroso legado histórico e colonial” e é “profundamente ofensiva”. O estopim foi a polêmica em torno da contratação de especialistas estrangeiros por empresas de tecnologia americanas e, a julgar pelo endereço da reportagem, da suspensão do programa PERM. • A declaração foi feita publicamente, em coletiva oficial. • A queixa se refere ao vocabulário, e não apenas à política de contratação. • Para a indústria de tecnologia dos EUA, é um sinal de risco na relação com a Índia.

Processado por IA de TNW; editado por Hamidun News
Chancelaria da Índia chama fala de Vance sobre funcionários da Microsoft de profundamente ofensiva
Fonte: TNW. Colagem: Hamidun News.
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Na sexta-feira, o Ministério das Relações Exteriores da Índia respondeu publicamente ao vice-presidente dos EUA, JD Vance. Ele havia chamado os funcionários estrangeiros contratados pela Microsoft de “indentured servants”, isto é, trabalhadores sob contrato de servidão. Em coletiva em Nova Délhi, o porta-voz oficial da pasta, Randhir Jaiswal, leu um comunicado: “O uso de terminologia que carrega um doloroso legado histórico e colonial é profundamente ofensivo”. A disputa sobre a contratação de engenheiros estrangeiros por empresas de tecnologia americanas chegou ao nível diplomático.

O que se sabe até agora

O trecho publicado da reportagem do TNW traz poucos fatos, e convém separá-los. O que se sabe com segurança: Vance usou a expressão para se referir a trabalhadores estrangeiros da Microsoft, a Índia reagiu oficialmente, e a palavra “ofensivo” partiu de um porta-voz da chancelaria, não de uma fonte anônima. O endereço da matéria contém as palavras “perm-suspension”. Isso sugere uma ligação com a suspensão do programa PERM, mas o texto disponível não detalha o assunto, e não podemos tratar isso como fato confirmado. A redação não viu, na fonte original, o contexto completo da fala de Vance, nem a data e as circunstâncias em que ela foi feita.

Para ilustrar a matéria, o TNW escolheu a placa do edifício do Departamento do Trabalho dos EUA, batizado com o nome de Frances Perkins. É esse órgão que responde pelo PERM, a primeira etapa do processo de green card por via trabalhista, na qual o empregador comprova que contrata um estrangeiro sem prejudicar o mercado de trabalho local.

Por que a palavra “indentured” incomodou a Índia

A Índia reagiu a um termo específico. O sistema de indentured labour (trabalho sob contrato de servidão) se espalhou pelo Império Britânico após a abolição da escravidão: centenas de milhares de indianos foram enviados por contrato a plantações no Caribe, na África e na Oceania, e as condições de muitos deles pouco se distinguiam das da escravidão. Na política indiana, é um tema histórico sensível. Em Nova Délhi, a comparação de programadores e engenheiros qualificados com trabalhadores em regime de servidão foi vista como uma desvalorização da diáspora atual e da profissão.

A situação se complica porque os cidadãos indianos tradicionalmente formam a esmagadora maioria dos beneficiários de vistos de trabalho H-1B. Grandes empresas de tecnologia americanas, entre elas a Microsoft, construíram seus planos de contratação em cima disso por anos.

Fatos principais

  • Quem: Ministério das Relações Exteriores da Índia, porta-voz Randhir Jaiswal.
  • Destinatário: o vice-presidente dos EUA, JD Vance.
  • Motivo: a descrição de trabalhadores estrangeiros da Microsoft como “indentured servants”.
  • Formulação da chancelaria: “profundamente ofensivo”, com referência ao legado colonial.
  • Formato: coletiva oficial em Nova Délhi, na sexta-feira.
  • Possível contexto: suspensão do PERM (com base no endereço da matéria, não confirmado).

O que fazer: empresas e profissionais

Por ora, trata-se de uma troca de farpas diplomática, e não de uma mudança de regras. Ainda assim, para os departamentos de RH e para os próprios funcionários, não vale a pena esperar para ver o que acontece.

As empresas que mantêm engenheiros indianos com vistos de trabalho devem verificar quais processos estão na etapa do PERM e avaliar com antecedência como uma possível pausa afetaria os prazos para a transição desses funcionários ao green card. Para advogados de imigração, faz sentido acompanhar os comunicados oficiais do Departamento do Trabalho, e não as declarações de políticos.

Profissionais com processos em andamento precisam guardar cópias de todos os documentos e ter um plano B para o caso de atraso: renovação do H-1B, outras jurisdições, trabalho remoto a partir de outro país. A retórica pública, por enquanto, não muda nada nas regras, mas o tom da relação entre os dois países, a julgar por esse episódio, ficou mais duro. Voltaremos ao tema quando surgirem detalhes da decisão sobre o PERM e a resposta da Casa Branca.

ZK
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