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Turquia proíbe redes sociais de prestar serviços a menores de 15 anos em novo regulamento

A Turquia proibiu as redes sociais de prestar serviços a crianças menores de 15 anos. O regulamento foi publicado no Official Gazette, segundo a Bloomberg. A obrigação recai sobre as plataformas, e não sobre os pais. A primeira reportagem não informa a data de entrada em vigor, o valor das multas nem o método de verificação de idade. A Turquia se junta aos países que restringem o acesso de crianças às redes sociais: a Austrália, desde dezembro de 2025, as fechou para menores de 16 anos. • Limite: 15 anos. • Responsabilidade: das plataformas. • Questão em aberto: como verificar a idade.

Processado por IA de Bloomberg Tech; editado por Hamidun News
Turquia proíbe redes sociais de prestar serviços a menores de 15 anos em novo regulamento
Fonte: Bloomberg Tech. Colagem: Hamidun News.
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A Turquia proibiu as redes sociais de prestar serviços a crianças menores de 15 anos. O regulamento correspondente foi publicado no Official Gazette, informa a Bloomberg. O limite é único, 15 anos, e a obrigação cabe às próprias plataformas: são elas que devem impedir o acesso de menores, e não as famílias que precisam vigiá-los. A primeira reportagem não traz a data de entrada em vigor, a lista de serviços afetados nem o valor das sanções, então os detalhes terão de ser conferidos no texto do documento.

O que se sabe até agora

Por ora, os fatos cabem em poucas linhas:

  • Limite de idade: 15 anos.
  • Destinatário da norma: plataformas sociais que prestam serviços na Turquia.
  • Forma do ato: regulamento publicado no Official Gazette.
  • Não divulgado: prazo de entrada em vigor, multas, lista de serviços, mecanismo de verificação de idade.

O último ponto é o mais importante. Uma proibição sem verificação que funcione continua sendo apenas uma declaração. Se o regulamento exige que as empresas "não prestem serviços", elas terão de provar que cumprem a regra, e isso exige verificação de idade.

A verificação de idade esbarra na tecnologia

É aqui que entra o território da IA. A data de nascimento informada pelo próprio usuário há muito deixou de ser considerada uma proteção confiável: a criança digita qualquer ano e a conta está criada. Por isso, plataformas e reguladores olham para duas classes de solução.

A primeira é a estimativa de idade por rosto ou vídeo, com modelos de visão computacional; serviços desse tipo são oferecidos, por exemplo, pela Yoti e por outros fornecedores. A segunda são os modelos comportamentais, que, a partir da atividade e do conteúdo, identificam usuários que suspeitam ser mais novos do que a idade declarada. A Meta, por exemplo, já usa IA para identificar adolescentes que informaram uma idade adulta, no âmbito das Teen Accounts.

Ambas as abordagens têm custo: erros nas faixas de fronteira, coleta de dados biométricos e risco de vazamentos. Para um limite de 15 anos, um erro de um ou dois anos significa que parte dos jovens de 14 anos passará na verificação e parte dos de 16 será bloqueada. É justamente nessa zona que o classificador tem mais dificuldade.

Contexto internacional

A Turquia não é a primeira. A Austrália, desde dezembro de 2025, fechou as redes sociais para usuários menores de 16 anos. Dinamarca e França discutem restrições próprias para crianças até 15 anos. A lógica geral é a mesma: a responsabilidade passa dos pais para as empresas, e as multas são vinculadas ao descumprimento da obrigação, e não a infrações individuais.

Há ainda uma particularidade local. As plataformas atuam na Turquia há muito tempo sob regulação rígida: existe a obrigação de nomear representantes locais, e o acesso aos serviços foi desacelerado mais de uma vez em períodos de tensão política. Isso significa que o Estado já tem instrumentos de pressão, e é improvável que as empresas ignorem o novo regulamento.

O que as equipes e empresas devem fazer

Para as equipes de produto e compliance das plataformas, o primeiro passo é óbvio: ler o texto oficial do regulamento e descobrir quais serviços ele considera redes sociais. Mensageiros, plataformas de vídeo e comunidades de jogos podem entrar na definição ou ficar de fora, e disso depende o volume de trabalho.

O segundo passo é escolher um esquema de verificação de idade antes que surjam os requisitos oficiais. Vale comparar estimativa por rosto, verificação por operadora de telefonia ou banco e documentos, levando em conta a proteção de dados. O terceiro passo é preparar um processo para as contas existentes: muitos usuários menores de 15 anos já estão cadastrados, e será preciso identificá-los e desativar seus acessos.

Para pais e escolas, por enquanto basta saber que, na Turquia, as plataformas são obrigadas a fechar seus serviços para crianças menores de 15 anos, mas a prática de aplicação só ficará clara depois da publicação dos prazos e das sanções. Vale acompanhar os esclarecimentos do regulador e a reação das grandes plataformas.

ZK
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