Entusiasta monta no T4 um bot RAG baseado nos livros didáticos de estudos sociais do 9º e 10º anos
No ano letivo de 2026/27, as escolas russas passam a adotar livros didáticos unificados de estudos sociais, e a resposta do aluno em aula será avaliada "pelo livro", e não "pelo bom senso". Para esse cenário, um autor do Habr montou o protótipo de um chatbot que busca respostas nos textos dos livros do 9º e 10º anos e indica a página de origem. O stack usa pymupdf4llm para processar os PDFs, FAISS para a busca, multilingual-e5-large para os embeddings e Qwen2.5-3B para a geração. Tudo roda na GPU gratuita T4. • Fonte da resposta: uma página específica do livro • Modelo de 3 bilhões de parâmetros no lugar de um gigante na nuvem • Hardware gratuito: T4 em notebook na nuvem
Processado por IA de Хабр: Машинное обучение; editado por Hamidun News
Com o novo ano letivo, as escolas passam a adotar livros didáticos unificados de estudos sociais, e a resposta do aluno é checada pelo texto do livro, e não pelo bom senso geral. Para esse modo de avaliação, a arquitetura clássica de RAG funciona bem: o bot não raciocina "em abstrato", mas recupera trechos do livro e responde com base neles. O autor da publicação no Habr montou um protótipo assim para os livros do 9º e 10º anos. Ele indica a página de onde saiu a resposta e roda na GPU gratuita Nvidia T4, com 16 GB de memória.
O que compõe o protótipo
O stack é totalmente aberto e cabe em um único acelerador. O pymupdf4llm processa os PDFs: ele converte as páginas em Markdown estruturado e preserva a hierarquia de títulos e parágrafos. Num livro didático, isso importa: parágrafos, definições e boxes carregam sentido, e, se o texto for cortado às cegas, a busca passa a devolver fragmentos soltos.
O restante segue a combinação habitual. O multilingual-e5-large calcula os embeddings, e o FAISS cuida do índice e da busca pelos fragmentos mais próximos. A resposta é redigida pelo Qwen2.5-3B, um modelo pequeno da Alibaba, com 3 bilhões de parâmetros.
- Parsing de PDF: pymupdf4llm
- Busca vetorial: FAISS
- Embeddings: multilingual-e5-large (cerca de 560 milhões de parâmetros, vetor de dimensão 1024)
- Geração: Qwen2.5-3B
- Hardware: Nvidia T4, 16 GB de VRAM, plano gratuito de notebooks na nuvem
- Corpus: livros didáticos de estudos sociais do 9º e 10º anos
Por que citar a página
A função principal do bot não é resumir, e sim atribuir a fonte. Se a nota depende da redação de um livro específico, aluno e professor precisam de uma resposta verificável, e não apenas "plausível". O número da página transforma a saída do modelo em uma pista que dá para abrir e conferir com o livro em poucos segundos. Para um modelo de 3 bilhões de parâmetros, isso também funciona como uma garantia extra. Modelos desse porte confundem detalhes e inventam informações com bem mais frequência quando há pouco contexto. A ligação rígida com os trechos recuperados reduz o risco, mas não o elimina por completo.
A escolha dos modelos também faz sentido. O Qwen2.5-3B em meia precisão ocupa cerca de 6 GB, e o modelo de embeddings, mais ou menos 1 GB, então os dois cabem na T4 com folga para o contexto. O E5 multilíngue continua sendo uma escolha comum entre os modelos de embeddings abertos para russo. Ele exige os prefixos query e passage, e sem eles a qualidade da busca cai.
O anúncio não traz medições: não há taxa de respostas corretas, precisão da busca nem velocidade de geração. Por isso, por ora, o protótipo deve ser visto como uma arquitetura funcional, e não como um produto validado.
Como reproduzir e o que observar
Se você quiser montar um sistema parecido com os seus próprios materiais didáticos, a ordem é esta:
- Converta os PDFs em Markdown e confira manualmente algumas páginas com tabelas, esquemas e notas de rodapé. É nesses pontos que os parsers mais costumam falhar.
- Divida o texto em blocos de sentido (parágrafo, item), e não por um número fixo de caracteres, e guarde o número da página nos metadados. Sem isso, não é possível citar a fonte.
- Monte um conjunto pequeno de perguntas de controle, por exemplo de 50 a 100, com as páginas de referência. Ele permite medir se o trecho correto aparece entre os top 3 ou top 5 resultados, antes mesmo de ligar a geração.
- No prompt, exija que o modelo responda apenas com base no contexto recuperado e avise com honestidade "o livro não diz isso". Num cenário escolar, recusar a responder é melhor do que inventar uma formulação.
- Se a qualidade do modelo de 3B não bastar, o próximo passo é óbvio: um modelo de 7–8 bilhões de parâmetros com quantização de 4 bits também cabe na T4.
A análise completa, com código, está no artigo original no Habr. A ideia em si é ilustrativa. O motivo para usar RAG aqui não é moda, e sim uma mudança nas regras de avaliação: quando a resposta precisa coincidir com um texto específico, a busca pela fonte vem antes da geração "inteligente".
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