SIA: China fornece apenas 5% dos equipamentos para chips dos EUA, mas mais de 90% das terras raras
A Semiconductor Industry Association publicou um mapa da cadeia de suprimentos da indústria americana de chips. Por país de fabricação, a China responde por cerca de 5% dos equipamentos e materiais que as fabricantes americanas de chips compram diretamente. O gasto anual delas com isso é de quase US$ 27 bilhões, e 95% desse valor vai para empresas dos EUA, da Europa e do Japão. Mas, em alguns elementos de terras raras necessários à produção, a participação da China passa de 90%. • Fornecimento direto da China: cerca de 5%. • Gasto das fabricantes americanas de chips: quase US$ 27 bilhões por ano. • Terras raras: dependência da China acima de 90%.
Processado por IA de SCMP Tech; editado por Hamidun News
A China responde por cerca de 5% dos equipamentos e materiais fornecidos diretamente à indústria americana de semicondutores, se a conta for feita por país de fabricação. No entanto, em alguns elementos de terras raras sem os quais não se produzem chips, a participação chinesa passa de 90%. Essa é a conclusão da Semiconductor Industry Association (SIA), que mapeou a cadeia de suprimentos dos EUA.
Os números básicos são estes. As fabricantes americanas de chips gastam quase US$ 27 bilhões por ano com equipamentos e materiais de produção. Cerca de 95% desse dinheiro vai para empresas com sede nos EUA, na Europa e no Japão. À primeira vista, quase não há dependência de Pequim. Mas o título do relatório sugere o contrário: a China ocupa na cadeia um espaço bem maior do que aparece na estatística direta. O trecho disponível do material termina nessa tese, por isso os detalhes da metodologia da SIA não são reproduzidos aqui.
Por que a estatística direta subestima a dependência
A contabilização pelo primeiro elo da cadeia mostra quem emitiu a fatura para a fábrica. Ela não mostra de onde o fornecedor tirou matérias-primas e componentes. Um equipamento de uma empresa japonesa ou europeia pode conter peças ou materiais extraídos e processados na China. Mesmo assim, nos registros de compras ele continuará constando como japonês ou europeu.
É por isso que os números de 5% e 90% não se contradizem. O primeiro descreve o vendedor final. O segundo descreve a profundidade da cadeia, em que o processamento de terras raras se concentra historicamente em um único país.
Onde Pequim tem alavancas
As terras raras são necessárias em volumes pequenos, mas são quase insubstituíveis. A China já tem experiência em aplicar controles de exportação nesse mercado. Desde 2023, há restrições ao gálio e ao germânio, e em 2025 Pequim passou a exigir licenciamento para vários metais de terras raras. Esse é um contexto de fontes abertas, não um dado do relatório da SIA. Mas ele explica por que a indústria hoje mede a dependência em vários níveis de profundidade.
Principais métricas da parte disponível do relatório:
- Participação da China em equipamentos e materiais fornecidos diretamente à indústria americana de chips, por país de fabricação: cerca de 5%.
- Gasto anual das fabricantes americanas de chips com equipamentos e materiais de produção: quase US$ 27 bilhões.
- Participação de fornecedores com sede nos EUA, na Europa e no Japão: cerca de 95%.
- Controle da China sobre certos elementos de terras raras usados na produção de chips: mais de 90%.
Conclusões práticas
Para o mercado de infraestrutura de IA, a conclusão é simples: os riscos da cadeia precisam ser buscados além do primeiro fornecedor. Construir fábricas nos EUA e diversificar a compra de equipamentos, por si sós, não eliminam a dependência de matérias-primas.
Para empresas que compram chips e constroem data centers, o recado é incluir nos planos cenários de atrasos e de alta nos preços de materiais. Os prazos de entrega de GPUs dependem não só da capacidade da TSMC e do encapsulamento, mas também de metais que raramente aparecem nas apresentações.
Para governos e investidores, a prioridade se desloca para o processamento e a separação de terras raras fora da China. Apenas minerar, sem processar, não resolve o problema. Vale acompanhar como a SIA e as autoridades americanas vão detalhar esses dados, além de quaisquer novas regras de licenciamento chinesas. Elas é que mostrarão o tamanho real da ameaça que o mapeamento da cadeia acabou de apontar.
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