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Endeavour Optical Networks хочет заменить подводные кабели космическими лазерами

Стартап Endeavour Optical Networks (EON) хочет перенести интернет-магистраль с морского дна в космос — запустить самую быструю в истории систему лазерной связи между спутниками. Подводные кабели несут около 95% мирового трафика, но уязвимы к авариям и диверсиям. EON метит в корпоративный сегмент: магистральные каналы для дата-центров, а не массовый интернет-доступ.

Processado por IA de TechCrunch; editado por Hamidun News
Endeavour Optical Networks хочет заменить подводные кабели космическими лазерами
Fonte: TechCrunch. Colagem: Hamidun News.
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A startup Endeavour Optical Networks (EON) anunciou em 4 de agosto de 2026 planos para lançar o sistema comercial de comunicação a laser em espaço livre mais rápido da história. O objetivo da empresa é transferir a "rodovia de informações" do fundo do oceano para a órbita e oferecer uma alternativa real aos cabos de fibra óptica submarinos, que hoje transportam a maior parte do tráfego de internet mundial.

Como funciona a comunicação a laser no espaço?

A tecnologia de Comunicação Óptica em Espaço Livre (Free-Space Optical, FSO) transmite informações entre satélites por meio de feixes de laser no vácuo — sem fios e sem infraestrutura física no fundo do mar. Em comparação com a fibra óptica submarina, a FSO possui vantagens estruturais: ausência de pontos vulneráveis sob a água, capacidade de alcançar qualquer ponto do planeta e de redirecionar o tráfego em segundos, em vez de meses de reparo de cabos.

A FSO não é uma novidade: a NASA e a Agência Espacial Europeia conduziram missões experimentais de comunicação a laser ainda na década de 2010 e comprovaram a viabilidade fundamental da tecnologia. O momento de virada comercial chegou em 2023, quando a SpaceX implantou links laser entre satélites na rede Starlink em escala real.

O principal desafio técnico é a precisão do direcionamento do feixe de laser em direção a um satélite que se move a velocidades de vários milhares de quilômetros por hora. A SpaceX resolveu esse problema com mecanismos de gimbal de alta velocidade. A EON reivindica características de velocidade recordes — e, evidentemente, propõe sua própria abordagem técnica. A empresa mira o segmento corporativo: canais de backbone para data centers, e não a internet de consumo em massa.

Por que os cabos submarinos se tornaram uma vulnerabilidade?

Segundo a empresa de análise TeleGeography, os sistemas de fibra óptica submarinos transportam cerca de 95% de todo o tráfego internacional de dados — e permanecem como infraestrutura criticamente vulnerável. Em 2024–2025, incidentes no Mar Vermelho, no Mar Báltico e na região do Pacífico causaram interrupções temporárias em grandes operadoras de telecomunicações.

Em resposta, as gigantes tecnológicas — Microsoft, Google e Meta — intensificam investimentos em seus próprios sistemas de cabos. Porém, instalar um novo cabo leva anos e custa centenas de milhões de dólares. A infraestrutura de laser orbital, teoricamente, é implantada mais rapidamente e não está vinculada ao relevo do fundo do mar.

Para empresas de AI, a confiabilidade dos canais intercontinentais é uma questão competitiva. O treinamento de grandes modelos de linguagem em clusters de GPU distribuídos e a entrega global de inferência exigem conexões de alta velocidade com latência mínima entre data centers em diferentes continentes.

A EON "quer transferir a rodovia de dados dos cabos oceânicos para os lasers espaciais", segundo publicação do

TechCrunch de 4 de agosto de 2026.

O que isso significa

A EON entra em um mercado competitivo: Starlink, Amazon Kuiper, OneWeb e operadoras europeias já estão construindo redes orbitais de transmissão de dados. O diferencial da proposta da EON é o foco em canais de backbone corporativos com velocidade recorde, e não na cobertura de consumo em massa. A empresa ainda não divulgou parâmetros técnicos, prazos para o lançamento dos primeiros satélites nem dados de financiamento — no entanto, o próprio anúncio marca o surgimento de um novo e ambicioso player no mercado de comunicações orbitais.

*A Meta foi reconhecida como organização extremista e está proibida na Rússia.

ZK
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