GridAI: дроны китайского стартапа летают под пологом леса без GNSS и больших вычислений
Китайский стартап GridAI, основанный в 2025 году, представил «интеллектуальный мозг» для дронов на основе технологии grid-domain learning. Впервые дроны летают под лесным пологом без сигнала GNSS, измеряют диаметр стволов с миллиметровой точностью и сами обходят препятствия. Модель обучается на 30–100 снимках вместо десятков тысяч: на тесте из 58 фото — 0 ложных срабатываний и точность 98,3%.
Processado por IA de 36Kr (36氪); editado por Hamidun News
网格智算 (GridAI) — uma startup chinesa fundada em 2025 — apresentou uma plataforma inteligente chamada "GridAI大脑" (GridAI Brain) que, pela primeira vez, permite que drones voem de forma autônoma sob a copa da floresta sem sinal de GNSS, meçam o diâmetro dos troncos com precisão milimétrica e desviem de obstáculos sozinhos. O produto já é entregue em pequenos lotes comerciais.
Por que a floresta é uma "zona proibida" para drones
Sob a copa da floresta, os drones perdem a navegação: as copas das árvores bloqueiam o sinal de GNSS, e a forte atenuação do rádio torna impossível uma transmissão de vídeo estável e o controle manual em tempo real. O SLAM clássico também falha aqui — ele não consegue lidar com uma textura de cena em constante mudança, em que os galhos balançam levemente ao vento. No setor, esse tipo de ambiente é chamado de "totalmente negado" (拒止环境).
A demanda, porém, é enorme. Segundo a Administração Nacional Florestal e de Pastagens da China, o estoque florestal do país atingiu 209,88 bilhões de metros cúbicos em 2025, com produção de madeira de 140 milhões de metros cúbicos. Segundo estimativas da FAO da ONU, a colheita mundial anual de madeira em tora é de cerca de 4 bilhões de metros cúbicos — tudo isso exigindo o levantamento manual de estoques nos talhões e a medição do diâmetro dos troncos.
Como a GridAI dispensa big data
A GridAI constrói sua compreensão do espaço sobre a tecnologia de "grid-domain learning" (网格域学习) e treina com dezenas a centenas de exemplos, em vez das dezenas ou centenas de milhares de imagens rotuladas exigidas pelo deep learning clássico. Com isso, os requisitos de computação e consumo de energia do hardware caem drasticamente.
Em vez de reconhecimento baseado em pixels bidimensionais, o sistema "gridifica" o mundo físico em três níveis:
- Grades de entidades — objetos discretos rastreáveis na cena
- Grades de atributos — propriedades que mudam ao longo do tempo: posição, velocidade, direção do movimento
- Grades relacionais — vínculos entre objetos (por exemplo, "um ninho entre dois galhos")
- Treinamento — 30 fotos de ninhos em galhos; em um conjunto de teste de 58 imagens: 0 falsos positivos, 1 omissão, precisão de 98,3%
- O fundador da tecnologia é o cientista-chefe 代豪 (Dai Hao), com mais de 30 anos de experiência
Como a GridAI analisa não os pixels, mas a estrutura espacial profunda e as relações entre objetos, esses dados não dependem de iluminação ou clima — o que a torna mais resistente ao ambiente. Depois que a zona de trabalho é demarcada, um drone equipado com GridAI não precisa de nenhum escaneamento prévio nem construção de modelo: ele constrói um campo espacial dinâmico em tempo real, planeja sua própria rota e realiza as medições sem a participação de um operador.
"Somente uma solução de IA incorporada (embodied AI) que funcione
offline diretamente no dispositivo, oferecendo percepção espacial de alta precisão e controle de rastreamento em tempo real, é capaz de resolver a tarefa de operar em um ambiente 'totalmente negado' sob a copa da floresta", — Qian Min, chefe de marketing da GridAI.
Para onde a tecnologia vai a seguir
A GridAI não se posiciona como fornecedora de drones florestais, mas como criadora de um "cérebro inteligente" universal. Segundo a empresa, a plataforma pode ser embutida em um módulo de chip e aplicada em braços robóticos, veículos autônomos e robôs subaquáticos, dando a eles a capacidade de perceber o espaço, tomar decisões e agir por conta própria.
A tecnologia já foi testada pela Academia Chinesa de Silvicultura (中国林科院); entre os parceiros estão as empresas florestais China Forestry Chongqing e Zhejiang Feiliu. Na logística de armazém, a GridAI trabalha com Beijing Guangjia e Googol Technology, ajudando braços robóticos na seleção unitária, embalagem e triagem de pacotes. Separadamente, foi firmada uma parceria estratégica com a Shenzhen Unicom.
O que isso significa
A GridAI mostra uma alternativa ao mainstream de "mais dados, mais computação": a percepção espacial pode ser construída com amostras pequenas e hardware modesto, rodando offline diretamente no dispositivo. Se a abordagem se expandir para além da floresta, a IA incorporada se tornará mais acessível para nichos onde os modelos pesados não chegam por causa do custo e das exigências de infraestrutura.
Perguntas frequentes
O que é o espaço sob a copa das árvores e por que é difícil voar ali?
É o espaço sob as copas das árvores. As copas bloqueiam o sinal de GNSS, a comunicação por rádio se atenua fortemente, e os galhos balançando quebram o SLAM clássico — por isso os drones comuns não conseguem nem navegar nem transmitir vídeo de forma estável ali.
Qual a diferença entre grid-domain learning e deep learning?
O deep learning precisa de dezenas a centenas de milhares de fotos rotuladas e se baseia em pixels bidimensionais. A GridAI treina com 30 a 100 exemplos e analisa a estrutura espacial e as relações entre objetos, por isso é resistente a mudanças de luz e clima e exige menos computação.
Onde mais a GridAI pode ser aplicada?
A empresa menciona braços robóticos, veículos autônomos, robôs subaquáticos e logística de armazém — seleção unitária, embalagem e triagem de pacotes. A tecnologia é apresentada como um "cérebro inteligente" universal para diferentes plataformas de hardware.
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